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E finalmente a esperada notícia

por parasergrandeseinteiro, em 15.07.14

Depois de algum tempo de procura, estou feliz e principalmente muito entusiasmada por poder trabalhar (finalmente) numa empresa que gosto, porque já lá trabalhei em Portugal, e principalmente na área que desejo.

Depois de todo o esforço, momentos que desanimaram, perseverança e resiliência, uma comemoração caiu que nem ginjas :)

 

 

 

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publicado às 10:26

A vida é aprender a saber perder

por parasergrandeseinteiro, em 24.05.14

No conforto do adquirido existe o desejo profundo de que nada mude. Se houver mudança que seja para ganhar e nunca perder. 

Mudar é, na maioria das vezes, desconfortável e perder é doloroso. 

 

Vivemos em conquista galopante até uma determinada fase da vida (em princípio), tudo é crescente. Os nosso conhecimentos, aprendizagem e conquistas e estamos muito focados em nós. Contudo, e cada um no seu tempo, percebemos que as "aquisições", família, amigos, amantes e nós mesmos, são efémeros e pior... Vulneráveis. 

Não tomamos consciência disso de uma assentada só, mas vamos percebendo.

Saber perder, aceitar a mudança e contornar obstáculos optimisticamente torna-nos sábios. Não será um patamar atingido mas é todo um processo.

 

O medo é inevitável mas de nada serve porque quando perder o que tiver que perder terei que continuar a viver. Estranhamente tudo continua.

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publicado às 10:33

O meu dia de aniversario

por parasergrandeseinteiro, em 28.04.14

Sempre festejei os meus anos e gosto de festejar as mais diversas ocasiões. É, para mim uma forma de estar na vida, celebrar momentos é tomar consciência de situações e tem tudo para ser um exercício positivo e saudável. Estar de bem com a vida traz momentos felizes e a forma que tenho de "agradecer" o bom que tenho é viver a vida com alegria. 

 

  

Desde sempre gostei de passar o meu aniversário com uma festa, fazer um grande almoço de família, cantar os parabéns com bolo e velas, convidar amigos mais próximos para o almoço em família e ainda fazer uma festa pela noite dentro com muitos amigos.

Em Portugal eu faço anos num feriado, numa comemoração da liberdade logo eu não poderia ser diferente.

Na Australia, não é o dia da liberdade mas é igualmente um feriado de comemoração que assinala a lembrança das tropas Australianas e da Nova Zelândia que serviram e morreram na guerra, ANZAC DAY.

 

O meu primeito aniversário na Australia foi um dia muito bem passado com o meu J e amigos recentes que partilharam um jantar comigo. A minha família, apesar de longe esteve muito perto e contribuiu para o meu dia se tornasse ainda mais especial e feliz, através de mensagens, emails, telefonemas e uma surpresa muito especial: Reuniram-se, pais + tios + primos +avós, cantaram-me os parabéns, sopraram as velas, beberam champanhe numa sessão de skype... fiquei sem palavras e muito emocionada.

 

 

 

 

O J levou-me a uma chocolateria clássica e repleta de delícias de chocolate (a minha perdição) e não consigo adjectivar o cacau quente que experimentei de tão bom que era, só sei que quero voltar lá.

 

 

Esteve um dia muito bonito, frio mas solarengo e seco, o que nos permitiu acordar cedo e ir passear pela cidade para ver as comemorações do ANZAC DAY.

 

 

 

 

 

 

Fomos almoçar os dois, um bom bife Australiano acompanhado com bom vinho.

 

 

Fiz um jantar para amigos, cantamos os parabéns, soprei as velas e comi (muito) bolo.

 

Foi um dia muito, muito bem passado.

25 de Abril, SEMPRE!

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publicado às 10:04

Pegar ao "serviço"!

por parasergrandeseinteiro, em 25.03.14

Depois da confirmação e burocracias inerentes à nova casa, foi preciso assegurar os mínimos para a mudança.
Aqui as casas raramente estão mobiladas. Não há um talher, uma toalha… só temos as paredes, uma forno e uma maquina de lavar loiça.

Preparou-se “a coisa” de acordo com:
- Nível 1 de necessidade:
Cama, colchão , lençóis e almofadas
Toalhas de banho

 

- Nível 2 de necessidade:
Pratos, talheres e panelas/ tachos

 

- Nível 3 de necessidade:
Maquina de lavar roupa, frigorifico
cadeiras e mesa


Assegurados os níveis 1 e 2 a mudança deu-se. 15 dias depois de chegar a Austrália, a casa (LINDA de morrer) recebe-nos.
É engraçado compor as coisas gradualmente. No meio de muita cabeçada... Irra que o J consegue ser mais teimoso que eu! E como homem que é, vive lá no mundo deles!

As mulheres nasceram para esta logística. Primeiro uma cama e comida e só depois um cofre, a garrafeira… do melhor!

À medida que avançamos no processo o conforto aumenta, e o espaço vai ficando ”nosso”... tudo vai tomando o seu lugar!
É bom fazer um piquenique no chão da sala, mais tarde passar para a mesa e para a loiça nova, depois a toalha, depois um assado no forno… e assim ”subimos a encosta”.

Está a saber bem, e feliz que estou por uns quantos meses depois ter um poiso certo.

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publicado às 00:31

Hoje deu-me para isto

por parasergrandeseinteiro, em 11.03.14

Sempre quis ter um destes:

 

Ah é “bimbo”! Que seja!

 

Adoro e as minhas costas agradecem!

 

Aqui o mercado (Lindo de morrer!!!), os supermercados e as lojas são todos de rua. O que requer andar a pé.

Estou a adorar a ideia de ir ao mercado e comprar frescos e todas as “coisas deliciosas” que por lá existem.

(em breve farei um post sobre o mercado).

 

Comprei uma boa carne, batata doce, legumes e um vinho e lá vim eu com o meu novo Bobi.

Na verdade caminhei 7 Km, e o bobi a rolar…

 

 

Preparei um jantar mais especial para o meu J para comemorarmos o seu primeiro dia de trabalho.

 

Sempre quis ter um bobi, e hoje foi o dia...

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publicado às 11:05

Comer, orar e amar?

por parasergrandeseinteiro, em 07.03.14

Não foi bem! mas quase.

Comer: Posso dizer que comi muito, às vezes bem e saudável e outras nem tanto. Comi tudo o que me apeteceu. (no meu caso em concreto pode ser perigoso).

Como são maravilhosos os sumos de fruta, as panquecas e os vegetais por aqui...

Mas nos últimos tempos já me sinto saturada do tipo de cozinha. (como já manifestei anteriormente)

 

 

 

 

 

Orado... Não tanto. Embora o meu objectivo de aprender a meditar, e eventualmente conseguir, não estar esquecido, sinto que ainda não é a altura.

Em termos de espiritualidade, têm sido tempos muito bons para mim. Sinto-me tranquila a maior parte do tempo. Reflicto e estou bem comigo, sonho sempre e acima de tudo "olho muito para dentro".

Nestes tempos o que rezei foi para não "engordar"! mas não valeu de muito (Kkkkk)

 

 

 

 

Amado? Amor é o termómetro da minha vida. Não sei viver sem sentir amor. Não o tenho que atribuir necessariamente a alguém, pode ser simplesmente uma forma de estar comigo e/ou com alguém. Contudo, sozinha é bom, mas "contigo" é melhor. E tenho tido tempos felizes.

 

 

 

Vi muitos paraísos, também vi pobreza, vi as melhores cores e senti os piores cheiros… mas descobri na simplicidade as melhores sensações. Trago muito aqui dentro e quero guardar da melhor forma esta experiência fabulosa que tive oportunidade de viver.

Indonésia, voltarei de certeza.

Obrigada.

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publicado às 10:20

Estar para aqui...

por parasergrandeseinteiro, em 25.01.14
Sinto-me finalmente a relaxar, a descansar, a conseguir freiar os mil pensamentos, planos ou expectativas que tenho sempre em carteira. 
Tenho a sensação que já nem sabia descansar e deixar apenas o dia fluir. 
Passei muito tempo a "toque de caixa", como eu costumo dizer. Nem para um almoço de família ou amigos tinha tempo ou disponibilidade. Acordava sempre, impreterivelmente, com o despertador e mais cedo do que o meu corpo queria despertar. 
Agora, acordo com galos. Deito-me numa boa sombra com aragem para dormir uma sesta. Ouço grilos, e animais que não conhecia como o geko, uma espécie de lagarto que manda uns "gritos" potentes e engraçados. 
Não há rádio, nem TV. 
Escreve-se, lê-se, conversa-se, ou então não se faz nada. Esta-se para aqui.

Gosto desta paragem. 
Preciso desta paragem. 
Tem sido importante para me posicionar. 
Não somos nada do que vestimos ou possuímos. 
Eu sou apenas aquilo que me exijo ser. Ser boa para mim e para o que me rodeiam é tão relativo! Somos movidos por estímulos. Perante a dificuldade podemos ter tantos caminhos para seguir. Uns mais fáceis e outros mais difíceis, uns serão melhores e outros mais correctos. 
Mas quem dita essas regras, essas escolhas? Eu apenas. Gosto do que tenho sido e quero sempre gostar do que sou. 

Gosto desta paz que dorme tranquila no meu peito.
Deixei muita coisa desnecessária para trás.

Curioso viver sem grandes vaidades! Logo eu, que tiro tanto prazer de ser vaidosa. Sempre o serei.
Vivi tempos em que nunca calçava saltos rasos, usava sempre maquilhagem, brincos, pulseiras.... Perfume, creme de mãos, unhas exemplarmente arranjadas...
Agora esvoaçam as ondas naturais do meu cabelo, tenho as pernas picadas de melgas e a cara lavada e hidratada. E sinto-me bonita.

Esses tempos hão-de voltar. Mas até lá gosto desta sensação de só estar para aqui. Feliz.



Ubud, Bali, Indonésia

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publicado às 10:42

“Ele"

 

E a seguir “Ela"

 

 

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publicado às 13:21

Parte 2/3 Indonésia - Ilha de Java, em Yogyokarta

por parasergrandeseinteiro, em 11.01.14

Senti este cheiro logo que aterrei em solo Indonésio. Esta terra tem um perfume intenso e, acredito que, característico.

Rapidamente me apercebi dos sorrisos fáceis e sinceros, definitivamente são um povo especial com características muito peculiares.

É fácil e simples andar feliz por aqui. Todos oferecem sorrisos e simpatia.

 

O calor, embora ardente, dá um conforto constante e faz-nos estar mais perto da natureza que se faz sentir fortemente por aqui.

Quando chove o cheiro intensifica-se, molhamo-nos mas ninguém pára. Molha e logo seca, sem sentir frio.

 

As crianças andam descalças à chuva. Felizes com o novo cenário para as suas brincadeiras, afinal a "chuva faz as pessoas bonitas" e pelos vistos felizes.

 

Caminho o dia todo. Não nada melhor para sentir e perceber a dinâmica e a vida de um local. É uma forma de passar, olhar ou observar as barracas de comida, batik (técnica típica da Indonésia de pintura de vestuário, também aplicada a arte), bijutaria, combustível em garrafas de 1,5L para as inúmeras motorizadas que enchem as ruas numa desordem e anarquia próprias.

As deslocações mais longas ou quando as pernas já imploram por descanso fazem-se de "becak", bicletas com um banco duplo à frente. Estas são pedaladas pelo esforço humano. Os locais de dicam uma vida inteira a este ganha pão. Às vezes magros, velhos e franzinos mas sempre de olho e viva voz para nos oferecerem o seu serviço.

 

A comida é deliciosa, colorida e saudável. Fruta e vegetais abundam por cá.

 

Dá que pensar... Este mundo tem padrões de vida e felicidade tão diferentes. As necessidades são tão relativas, e não me refiro às fisiológicas, obviamente.

Sentir estas diferentes realidades é tão enriquecedor! Dou-me conta como tudo é tão relativo, que sinto reservas ao tecer comentários ou opiniões ao que estranho me parece. Afinal é só diferente...

Quanto mais me exponho a este mundo mais me apercebo de quão reduzidos podemos ser ao impor a nossa visão e opinião quando são baseadas apenas na nossa "pobre" experiência. Somos encaixados em regras tão limitativas que nos tornamos marionetas da nossa sociedade. Algo necessário sem dúvida! Mas de repente... Parece-me tão importante ter noção disso, e perceber porque é assim.

 

Na simplicidade há mais paz. Parece-me. Nós, Temos muito, queremos muito e pouco estamos dispostos a dar. A sobrevivência já não é por fome, sede ou frio. Mas sim por uma mente sã, equilíbrio e felicidade porque de repente estamos sós e deprimidos... E às vezes pouco felizes com a nossa vida.

 

O que tenho a dizer é que em vez de me sentir uma privilegiada perante esta gente, por ter estudos e esclarecimentos mil, sinto uma "inveja saudável" pela sua doce e abençoada "ignorância".

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publicado às 14:23

Kuala Lumpur - Setembro de 2013

por parasergrandeseinteiro, em 03.12.13

O calor era ardente, a poluição fazia-se sentir intensamente, principalmente quando atravessávamos a estrada. Lembro-me de estarmos uma "eternidade" à espera que o semáforo virasse para encarnado e assim pudéssemos atravessar em segurança. Em vão!... porque não houve forma. Atravessamos assim mesmo, à sorte.

 

Relaxei, comi bem (Sempre!), andei muito... quando viajo é assim: gasto sola, e de que maneira senhores!... é a melhor forma de sentir o destino, é explora-lo a pé. Ter oportunidade de ver as pessoas locais na sua rotina, explorar os sítios menos turísticos e entrar na sua realidade na medida possível.

O meu tom de pele não me permite passar muito despercebida por aqui, mas tento misturar e enlear-me nesta realidade.

 

Não acho que tenha conhecido o suficiente para ter uma opinião justa. Foram 3 dias, 3 dias maravilhosos mas por outras razões!

Kuala Lumpur não me fascinou no geral mas ofereceu-me boas recordações em situações particulares:

 

Petronas: Absolutamente magníficas. Merecem uma visita de dia e de noite... Delicioso por-do-sol!

 

 

 

 

 

 

Torres Petronas: um dos arranha-céus mais altos do mundo. São ocupadas pela companhia Petronas, a companhia governamental do petróleo de Kuala Lumpur.

 

Um evento militar que permitiu aceder aos festejos a haver, música, experiências e simulações. E claro que fiz todo o gosto em participar... bastante divertido!

 

 

 

 

 

Parques naturais e muuuuuito para caminhar, conversar, relaxar... cheiinhos de calor mas sempre bem dispostos.

Pediu-se (Pedi!!! LOL) boleia descaradamente a um simpático individuo que parou para nos dar indicações. Estávamos relativamente perdidos, cansados e a ressacar algo fresco que nos saciasse a sede...

 

 

 

Bird Park! Terminamos a tarde em beleza... Cervejinha fresquinha, conversa e mais conversa e mais cerveja.

 

 

 

(Nota: não é fácil, como se compreende, encontrar álcool num pais muçulmano. Mas também não é impossível!) 

 

Ainda a registar: foi içado uma alerta de tufão numero 8 em Hong Kong que me impediu de voltar na data prevista e fez-me aguardar umas 24h até poder regressar a casa.

 

 

 

Um fim-de-semana intenso mas muito divertido que deixou uma doce recordação!

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publicado às 03:08

E o amor...

por parasergrandeseinteiro, em 21.11.13

O amor que se pratica no (meu) dia-a-dia, é assim, para entrar a “pés juntos”, egoísta.

 

O amor incondicional sente-se por filhos, por pais… e (aqui) não me atrevo muito porque ainda não tenho a desejada experiencia de ser mãe. Contudo, no (meu) dia-a-dia o amor que se sente está condicionado por um dar e receber e aqui cresce-se e amadurece-se e tornamo-nos em melhores amantes |até de nós mesmos|.

 

O percurso talhado faz-nos melhores, se nós deixarmos e abrirmos o coração. Uma vida inteira talvez não chegue para a perfeição, mas o melhor está na “subida da encosta”.

Para mim, o meu amor é assim algo comparável a uma fé. É um sentido que dou à minha vida.

Se não nos tratam de forma adequada dói, se não nos superam as expetativas já não é o mesmo… lá está, é egoísta! É difícil viver sem ”ele” mas ”ele” é a causa das minhas alegrias, das minhas desilusões e das tristezas. E aqui cabe muito, os amigos pertencem a esse espaço: eu amo alguns amigos, poucos mas amo!

 

Descubro em mim que quando vivo sem amor vivo isenta de autenticidade, falta-me aquela chama aqui dentro. Adoro dar e receber ou receber e dar… um não implica o outro (ou implica!).

 

Dos muitos trambolhões que dou, é imperativo dizer que a vida tem sabido pôr-me à prova e que cada passo à frente é um desafio mais ousado. Como se fosse evoluindo, é exatamente assim que o sinto. Considero-me uma Mulher de sorte por poder crescer e sentir que o amor que procuro (e encontro) e sinto é cada vez mais completo, grandioso, honesto e mais importante que tudo… consciente.

 

“Que bom amar-te pelo respeito que suscitas em mim, pela admiração que cresce por seres tu, pela amizade que existe em nós e porque me fazes sorrir”. E sim, concordo plenamente: que assim seja, eterno, enquanto dure. Depois se a vida assim o ditar, que venha a próxima fase. Mas sempre de peito aberto.

 

“Boa noite meu amor”

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publicado às 12:09

Momentos que ficam (aqui dentro)

por parasergrandeseinteiro, em 05.11.13

Nesse dia não tinha recebido uma grande noticia. Pareceu-me assim nessa altura.

Queria (mais uma vez) aquele chão seguro e robusto debaixo dos meus pés!

O que se faz sem “certezas” e previsões…? (ui tanta coisa! e também se come e toma banho).

 

Era o final de um dia de trabalho, esperava no portão para embarcar e ocorriam-me milhares de pensamentos, questões...

 

Iria voltar a uma cidade que tinha ficado a “meio”, tínhamos mais para viver do que a primeira vez nos permitiu.

Isso agradava-me, mas confesso que ia desejosa por te ver.

Cresceu aquela emoção e sentimento, mal podia sentir o “mote” para ao avistar-te "fazer a chamada" e acelerar o passo e correr para esses braços.

 

Entrei num paraíso.

Descansei a alma como nunca… 

Vi as cores mais vivas de muito tempo, voltei a cheirar delicias e horrores tao contrastantes e característicos desta cidade.

Recebi e dei muitos sorrisos.

Sentia-me leve, as minhas pernas seguiam a minha curiosidade.

Caminhei até sentir gastar as solas dos sapatos, adormeci no teu ombro na viagem doce e interminável de barco. Fui bem massajada por abençoadas mãos de quem sabe (como adoro aquela forca).

 

Conversei muito (o que adoro falar!), mas vivi pacíficos silencios… Cada vez os aprecio mais.

Chinelo no pé, um trapinho confortável, boa energia, um olhar doce ao meu alcance e dias inteiros pela frente. Um paraíso gerou-se, assim!

 

Consegui isolar aqueles momentos cheios e completos, senti amor pela vida de uma forma tão genuína. Eu estava ali!

Digo com vaidade: Eu sou assim! (sempre que consigo!)

 

Banguecoque, Tailândia. Setembro de 2013

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publicado às 09:00

o (DES)apego

por parasergrandeseinteiro, em 02.11.13

 

Adoro proteger-me com o meu sentido de humor.

Talvez seja só isso mesmo, uma defesa. Mas já me ri muito com o que me faz chorar.

Ah! E rio-me de mim com muita frequência. Não me considero uma ”palhaça” mas acho-me piada.

 

Costumo dizer que por vezes a vida parece os “100m barreira”, mas eu não salto nem uma e PUMBA lá vai mais uma queda e de boca… Caramba! E às vezes aleija.

 

Um dos meus maiores desafios de vida (sem duvida!) é perceber o que é isso do ”apego”?

 

A primeira vez que me vi de frente com esta questão, foi há cerca (sensivelmente mais) de um ano por uma Senhora que muito me ensinou, e mais admiro ainda, que me deixou esta questão no ar! Desde então tenho refletido muito sobre o assunto! 

O apego. É complexo! Tem ramificações e complexidades pouco claras, sendo difíceis de decifrar… (Eu tenho “dissecado” o assunto aqui dentro lentamente). Tinha uma ideia mas só me apercebi da real dimensão das suas ramificações quando me meti ao caminho.

 

O apego cria-se com pessoas, animais, crenças, sentimentos, locais, memórias…

Pode-se manifestar de forma saudável, leve, tranquila, livre. Ou é facilmente transformado em algo sombrio, viciante, pesado, doloroso, tóxico…

O apego é um laço. Uma conexão. Um vínculo.

 

Ligações que provocam uma determinada emoção.

Uma necessidade (por vezes desesperada) que essa ligação permaneça para que essa emoção se perpetue.

Quando provamos, gostamos e queremos mais.

Quando associamos o sentir a algo.

Quando esse sentimento passa a ser um substantivo, um nome, qualquer coisa. Neste sentido é dependência.

É um gatilho!

 

Mas a verdadeira armadilha reside neste pormenor. De tão bem nos sentirmos, começamos a pensar: Ter é bom. Não ter é mau.

A posse, o desespero da privação, o medo da falta…

Aí Já não há amor, mas apego. O apego estraga… mata relações.

O apego é egoísta e destrutivo.

 

Infelizmente, com mais frequência que o desejável, associa-se o gostar ao apego: “preciso de ti”! Sentindo que o apego é recíproco, combate-se a solidão, sente-se a aprovação, validação e até a aceitação. …”O casulo. O veneno partilhado. A vampirização mútua. A cobrança.”

 

O amor verdadeiro é livre, não cobra. Quase utópico…

 

Sendo difícil de atingir este estadio, abordo o amor como… uma relação que estabeleço com o que recebo. Um negócio delicado!

Apaixono-me pelo que me oferecem, e aí há espaço para tudo: Para admirar uma boa pessoa para os outros e para nós, o saber dar e receber, o brilho dos olhos que me dirige, o “nós” ao invés do “eu”. Se isso se dissipar, esvair ou for um engano… o objeto do amor desaparece.

 

Praticar o desapego é, neste sentido, libertador.

Valorizar os verdadeiros sentimentos, não possuindo, viver a experiência do agora.

É dizer “quero que sejas feliz”, “quero dar-te”, “quero que sejas livre e voes”. É partilhar, fazer crescer. É ser incondicional. É amar a pessoa tal como a encontrei, sem a tentar mudar ou modificar.

 

Eu pretendo aprender o ”desapego” para sempre e não só agora.

 

Baseado num texto de David Nascimento

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publicado às 15:34

Gosto de saber...

por parasergrandeseinteiro, em 22.10.13

  

Tenho sido desafiada pelas regras deste "jogo".

 

Há meia dúzia de dias virei as costas a esta batalha, dei esta guerra como vencida. Verguei-me a isto, apeteceu acobardar-me. E que ninguém ouse dizer que não é assim!

Eu já senti muito sem desistir, aceitei sem porque's e agora... levei o golpe baixo, aquele que nos leva ao tapete.

Afinal de contas, qual é o limite?

 

Quis ir ao fundinho do buraco. Às vezes faz bem.

Cansei-me de ver sempre o lado positivo das coisas. Andar no escuro e fazer de conta que a vida é colorida só porque acredito que vai ser...

 Nesta ultima facada EU QUIS desistir! Foi por momentos mas precisei que fosse assim.

 

Gosto de saber:

A tua mão agarrou-me e contrariou-me a direcção, o teu abraço disse-me para ter calma, os teus olhos dão-me um espaço confortável para estar, chorar ou ate sorrir para ti.

 

As más atitudes são de quem as toma, mas rasgam o coração...

Não era preciso ser assim. E não tem que ser assim!

O mau trato por cobardia, falta de fiabilidade, egoísmo, infantilidade (eu sei lá de onde vem tamanho desastre) não chegam para eu perceber a "pancada seca e certeira" que me derrubou.

 

Lealdade! Elejo a Lealdade como o mais nobre dos princípios.

 

Gosto de saber:

Que o teu braço firme existe. Não por mim, ou só por mim, mas porque me vês para alem deste "espalho".

Tu sabes que acredito no bem, e reforças-me os meus pilares... e como preciso disso!

Fazer bem é sempre mais difícil, mas é assim que se faz. E vale sempre a pena fazer o melhor! 

 

Gosto de saber:

Que ainda há muito para eu admirar e acreditar.

 

 

Gosto de saber:

Os teus olhos confiam que eu devagarinho ganho o brilho da esperança que me caracteriza.

Eu tenho a certeza, porque eu quero isso.

 

Eu nasci para acordar a sorrir, para dar e receber abraços sinceros, para viver na verdade. 

Chorar e rir na medida certa...

Destruirmo-nos uns aos outros "não vale"! 

 

Gosto de saber:

Que, se por acaso tive a pouca sorte de me enganar muito no passado, hoje tenho ainda mais a certeza que tenho a sorte de ser como sou

...e Gosto de saber:

Que ainda há braços e abraços que seguram como os teus. Eu cai, mas não me "aleijei".

 

Tudo agora faz sentido, e questões não restam mais.

Foi da pior forma, mas assim se fechou um ciclo. Definitivamente!

Gosto muito de o saber!

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publicado às 09:56

O meu maior (e mais digno) projeto!

por parasergrandeseinteiro, em 13.09.13

(foto de João P. A. L. C. Gomes)

Há uns tempos achei que a forma de viver a ansiada felicidade era, mal comparado, percorrer mentalmente a check list e, pelo menos, uma boa percentagem de pontos chaves confirmarem-se realizados.

Agora não sei o que acho, mas estou longe dessa ideia.

 

Há muitas formas de me sentir feliz, algumas ainda não as descobri. Olha que bom!

Mesmo a tristeza que nos invade inevitavelmente nas mais diversas fases da vida, e pelas mais variadas razões (muitas vezes por fatalidades) merece poder ter varias perspetivas. É aí que entra o nosso “trabalho”!

É tão mais importante sentir o momento e o estado de espírito presente, do que me reger por conclusões finais. Passar com inconsciência pelo presente para depois avaliar o passado?  Não será preciso chegar ao final de um dia para perceber que foi um dia feliz. 

O tal “balanço final” prende-me, subtilmente, a preconceitos e a avaliações muito restritas e básicas. E já nada mudará…

Olhar atentamente ao que nos rodeia, sentir o presente e deixar o passado para trás ou o possível futuro vir como “ele” quiser… tão difícil, mas tão grandioso de se conseguir!

Ando-me a sentir feliz, abençoada por uma paz de espírito, tranquila e com vontade de ser sempre melhor. É a melhor forma de agradecermos o BOM que temos. Tudo é uma questão de perspetiva e aqui dentro há tanto que merece a minha melhor dedicação!

E as coisas mais bonitas acontecem…  e sempre acontecerão!

 

Zee Avi – Monte: http://www.youtube.com/watch?v=TXIeXKu69KE 

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publicado às 07:40

E lá se vai andando, com a cabeça entre as orelhas!

por parasergrandeseinteiro, em 24.06.13

Arrumar a tristeza. Desfazer a incerteza e transforma-la nas minhas certezas.

Admitir que pior que perder é não viver, amar ou até mesmo sofrer.

Ignorar os pensamentos “apertados”, desconfortáveis, que me alteram a frequência respiratória em qualquer altura e qualquer lugar, que me contorcem a alma ao adormecer. Frear as tentativas romantizadas da minha mente contornar as dúvidas, irreais, que me transportam para um campo de guerra comigo mesma.

Só deixar andar, não dar Essa importância. Tomar conta e educar-me!

Acho que a isto se chama crescer e aceitar a vida como ela é. E com isso saber viver feliz e em paz.

 

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publicado às 03:04

Caramba, se dói…!

por parasergrandeseinteiro, em 29.05.13

Acho que é da natureza do ser humano ter tendência (e algum cobarde prazer e autocomiseração) em “lamber feridas”.

Há algum mal nisto?

Para mim não, de qualquer forma sei que não posso eternizar esta fase e vou-me perdoando mas ciente de que a coisa tem que evoluir.

Choro quando me apetece e ainda são bastantes vezes, embora haja alturas desadequadas mas não tenha dado para controlar…

 

Sinto muitas saudades todos os dias. Não de uma realidade que tenha realmente existido ou de um passado, mas em algo que acreditei e no que senti. Parecia-me tão bonito! Sinto falta da felicidade em que me embebi, naquilo que acreditei, de partilhar, de amar e tantas mais coisas... como partilhar uma manta no sofá a ver um filme. Ainda sonho e acordo no passado. Gostava de não ter a opinião que tenho hoje. Mas é assim… E estas são as regras hoje. Tenho que as aceitar!

 

Hoje é assim, amanha será melhor, depois melhor ainda. Pode vir (e virá) um dia mais cinzento de novo… mas os dias nunca são iguais. E vai haver um dia em que já não dói.

 

Ontem tive a minha primeira apresentação para os 20 pessoas na empresa. Foi uma ETAPA, foi a primeira vez, em inglês, percebi que correu bem mas há muito a melhorar, em termos de fluência de inglês, de cultura e conhecimento do negocio. No fim do dia a minha chefe chamou-me, elogiou-me e fez-me criticas construtivas (que largamente apreciei) e voltou a tocar no assunto do meu marido em Macau e como deve ser difícil para mim estar cá sozinha durante a semana… (Pensei, é agora!)

De um jeito (inicialmente) adequado expliquei-lhe que eu e o meu marido não estávamos juntos, que realmente o “driver” e/ou a minha motivação para a minha mudança foi vir acompanha-lo, mas que a situação já não era essa e que achava correto pô-la a par (ate porque dispenso os comentários constantes de que vim acompanhar o meu marido). Perfeito, ponto final na historia. Tudo estaria bem se não me tivesse desmanchado a chorar, e a repetir constantemente que estava bem… A cara da senhora era de perplexidade. E só me conseguiu dizer que ficava extremamente preocupada de eu estar aqui sozinha numa cidade tão grande, com um emprego novo e numa cultura tão diferente. (Tinha uma legenda na testa a dizer: Ai meu Deus, o que fizeste a tua vida?)

 

Bem!, confesso que os argumentos para a sua preocupação para mim não são assustadores nem um obstáculo, fiquei realmente preocupada com a minha emotividade a frente da minha chefe de 3 semanas, chinesa… Há realmente diferenças culturais entre nos!

 

Agora tenho mais uma prova de fogo, mostrar-lhe que apesar de estar frágil, aguento o tranco! Sou emotiva, europeia, latina e um pouco louca! Mas quero trabalhar, e bem!

 

Espetacular!!! Chorar em frente a um chefe chines… Ai, ATCG só tu!

 

Mas é assim, choro e chorarei enquanto for essa a necessidade, e porque é bom deitar cá para fora… mas pode ser longe do contexto profissional!

 

Diz-se e muito bem: "quem não se sente, não é filho de boa gente" e os meus pais são maravilhosos, ai esta o porque desta lamuria toda! LOL

 

Medidas para melhorar o meu inglês BRITISH, oiço aulas de inglês no caminho de casa-trabalho-casa. Escrevo tudo o que tenho que fazer em inglês e traduzo os meus pensamentos e quando não sei vou procurar a  . Radio, Tv e afins... Just in English! Vamos la ver se isto não vai ficar Perfect! 

 

Partilho uma musica maravilhosa, sugerida por uma pessoa maravilhosa para mim (obrigada querida MA):

http://www.youtube.com/watch?v=wwANr0kbQnw

 

"Saudade, vá entra a vontade
porque já esperava que fosses voltar
com esses teus olhos tão verdes
falando de pressa para me atentar

(...)e dá-me notícias que trazes de alguém
passado porque tudo passa
e até tu saudade vais passar também

Não há dois dias nunca iguais
eu quero viver cada dia como nunca mais
(...)


É bem possível que amanhã
ainda me peças para voltar atrás
mas ouve o que passou, passou
nada se repete para mim tanto faz

(...)

É bem possível que outro amor
cresçam em mim em flor da cor do jardim
o improvável acontece
e até tu saudade vai chegar ao fim

(...)" 

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publicado às 04:24

Eu gostava de jantar com...

por parasergrandeseinteiro, em 24.05.13

Hoje, o fim de mais um dia… gostava de jantar com o António Variações.

 

Eu nasci e cresci com um encanto de gostar muito de gostar de ‘coisas boas’, de rir, de dizer o que sinto principalmente quando é bom, ou guardar simplesmente para mim e repousar no conforto ameno e com cheiro a canela que isso me dá.

 

Hoje! o fim de mais um dia, em que: …Não gosto, não quero e não vou deixar que alivies o que sentes ou pensas com a tua suposta compaixão e comportamento tão correto mas sempre vazio, não enquanto isso me doer… comportamento para mim muito pouco louvável e a ‘dar um encosto’ no egoísmo.

Cuidado! As vezes não fazemos as coisas pelos outros, mas para não nos sentirmos mal. E a distância, e a higiene de emoções são o caminho a seguir!

 

Liberta-te disso, já não se usa. Não quiseste, não soubeste ou sei lá o que… e ainda não queres. Ou sabes lá tu o que queres. Tão perigoso… Mensagens cheias de nada… guarda-as para ti.

 

O grande António Variações, ‘diz’ algo tão bonito e verdadeiro como:

“Vem que o amor não é o tempo, nem o tempo que o faz.

Vem que amor é o momento em que eu me dou, em que te das

 

Faz todo o sentido. Só quero perto de mim quem queira a aventura dos sentidos, quem tenha a ousadia de se ver, que chore e ria quando assim tiver que ser. que corra atrás do que sente, que saiba o que sente ou o que quer sentir. "Quero ter a minha mão aberta a espera de se fechar, numa mão deserta…"

 

E por favor, não faças mais das tuas limitações os meus defeitos! porque isso dói... ainda!

(partilho uma intrepetação maravilhosa de Tiago Bettencourt da canção do engate de António Varições)

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publicado às 11:20

Posso não ter tido (AINDA) muita sorte com os namorados...

por parasergrandeseinteiro, em 14.03.13

 

mas os meus ex-namorados têm sido incríveis!

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publicado às 13:00

Estou pois!

por parasergrandeseinteiro, em 12.03.13

Depois de anos difíceis, em que até o confronto dos olhares era evitado… “encarrilamos” numa visita de portão só para me veres e saberes se estou melhor!

Estou pois!!! Porque não gosto só de passar etapas, gosto de viver. Ainda bem que conseguiste fazer isso e olhar nos meus olhos.

Estou muito melhor e desejo-te, tranquilamente, o melhor!

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publicado às 21:29

 

 

O “porquê” não tem que ter uma resposta…

Eu vou partir, mas vou levar o meu coração… quero enchê-lo devagarinho, com cuidado e desta vez serei eu a tomar conta dele. Vai ser bom estar por mim, se um dia puder ser melhor quero ter os meus braços abertos a ansiar por um abraço, um peito encaixável, e um coração completo.

As situações valem o que são, mas para nós podem ser um tudo ou um quase nada, eu e tu respetivamente.

Caramba… Dei muito, e dei da melhor forma que soube, sempre com a consciência de fazer por mim e depois por nós. Mas lá no meio pensei mais em ti, mas não me quero arrepender, só aprender a perdoar-me.

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publicado às 22:35


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