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NOT #15

por parasergrandeseinteiro, em 23.04.15
  1. Numa bela manha, uma vizinha muito fofinha ao tirar o carro da nossa garagem-Robot, avariou o elevador de carros.  E o que decidiu esta doce alma fazer?

Bazar... E o elevador ficou encravado a meio caminho. Quando sai do elevador deparei-me com este cenário!

 

IMG_2507[1].JPG

Estando o carro dela no MEIO da garagem, todos os outros que se encontram atrás não podem sair.

Quando a voltar a ver tenho que lhe agradecer a maravilhosa manha que me proporcionou (chamar assistência, esperar que arranjassem o sistema e só depois poder sair).

Não foi fofinha? Ate me apetece dar-lhe uma festinha (COM TODA A FORÇA).

 

  1. Ir por o lixo (à conduta do lixo) a lavar os dentes e encontrar um vizinho no corredor, dizer boa noite a cuspir pasta de dentes e a babar-me (PORQUE????) 

(o meu pai sempre se aborreceu com este meu estranho habito de fazer coisas e deambular pela casa enquanto lavo os dentes...)

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publicado às 01:32

E finalmente a esperada notícia

por parasergrandeseinteiro, em 15.07.14

Depois de algum tempo de procura, estou feliz e principalmente muito entusiasmada por poder trabalhar (finalmente) numa empresa que gosto, porque já lá trabalhei em Portugal, e principalmente na área que desejo.

Depois de todo o esforço, momentos que desanimaram, perseverança e resiliência, uma comemoração caiu que nem ginjas :)

 

 

 

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publicado às 10:26

Tinha que ser

por parasergrandeseinteiro, em 03.07.14

Sou uma esquisita com cabeleireiros, manicuras, depiladoras e qualquer outro serviço que mexa no meu visual. Não é porque me ache uma grande espingarda mas tenho dificuldade em entregar-me a quaisquer mãos. E se a coisa corre mal é caso para ter pena da parte responsável porque serei capaz de lhe rosnar!

 

Hong Kong, 8 meses sem cortar cabelo... Ah pois! Nunca ponderei sequer experimentar, tais eram as lamentações das demais Europeias! Cheguei a Portugal fui directa para o cabeleireiro. Aeroporto - Cabeleireiro!

 

Melbourne! Já vão 7 meses desde a última visita a Portugal. Ora bem, está na hora... Por aqui os cabeleireiros, SpAs, Salões são porta sim porta sim... Perguntei a algumas portuguesas que vivem por aqui e fiquei PANICADA! Cortam mal e é caríssimo. Mas quando digo caro, é mesmo caro!!!! E se é mau, não vai dar!

 

Mas eis que encontrei a solução!

Quais são as mulheres que mais se cuidam no mundo?

Quais são as mulheres que melhor fazem unhas, cabelos, depilações.... e afins?

Brasileiras!

 

Fácil: perguntei a uma Brasileira como fazia para arranjar o cabelo, mãos, pés... e pois claro: A X, a Y e a Z fazem isto, isto e mais isto e ainda vão a casa.

 

Hoje foi o dia:

 

 

 

Tratamento completo!

Minina, não há como garota Brasileira! Manerissima!

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publicado às 10:07

Vivendo e aprendendo. Sempre!

por parasergrandeseinteiro, em 03.07.14

 

Há dois meses e meio atrás, paralelamente à incessante e activa procura de emprego, investiguei cursos de conversação de inglês aqui por Melbourne.

O meu objectivo era no tempo que não estivesse a trabalhar, pudesse interagir e alinhar-me com a cultura australiana, melhorar o meu inglês, não estar o dia inteiro sem um objectivo concreto (embora tenha sempre tido os meus projectos pessoais), manter a cabeça sã e ocupada... e todas as vantagens óbvias de quando nos expomos a novos ambientes.

O resultado foi: participar em 3 cursos de inglês e um “Job Club”, em regime de voluntariado.

Não fazia ideia para o que ia… mas cedo me fascinei com a experiência que tive principalmente neste último.

 

Há uns anos atrás movia-me de garagem para garagem (casa-empresa-ginasio-casa), as pessoas com quem estava eram todas da mesma “prateleira”, “etiqueta”… Por esta razão cheguei a deixar o ginásio poch que frequentava para mudar um pouco de ares e fui para a piscina municipal perto da casa onde vivia na altura em Entrecampos.

Nessa altura confesso que me sentia embebida numa realidade muito pouco interessante, homogenia, alimentada por requisitos que nada me diziam. (Esta reflexão tem sido feita nestes últimos tempos porque me vi a viver uma realidade completamente diferente, e realmente a vida é um “sopro” e dá uma voltas muito refinadas.)

Estas voltas que são confusas, desafiam-nos, a mim têm-me feito crescer e melhorado como ser humano.

 

Melbourne, e as principais cidades Australianas, são muito multiculturais.

Adoro essa característica, adoro ir na rua e ver "de tudo", há espaço para todos os estilos e culturas. Sentem-se as diferenças cravadas na fisionomia de todos, mas todos andam de um lado para o outro nos seus desafios e lutas… somos todos "iguais" com as mesmas fragilidades, desejos e susceptibilidades (grosso modo).

 

Gosto de sentir esse crescimento dentro de mim, lidar com a diversidade ao ponto de a ignorar… e aqui não me refiro a origens mas a histórias de vida. O que “para aí há” que nós nem capacidade temos de imaginar.

Basicamente estou a gostar deste "sair da bolha".

 

Nestes cursos que frequentei, e que agora chegaram ao fim, comecei por estranhar conversas e opiniões e terminei a perceber (e não só compreender) muitas atitudes e motivações. Tão diferentes, tão mais complexas do que a nossa “feliz” e “fácil” realidade.

Há coisas que não esqueço, nem nunca quero esquecer, como por exemplo uma conversa com um refugiado do Afeganistão. Veio numa barqueta em condições miseráveis para Melbourne, como o seu irmão que numa altura diferente ficou a meio caminho num acidente. Cá está ele, sem o irmão, sem visto de trabalho ou residência numa família de acolhimento… mas sorri. Qual a motivação para dar uma gargalhada, aprender inglês com gestos e palavras-chave naquele contexto difícil… Ali estava ele de cabeça erguida!

Houve alturas em que me senti encapsulada na minha condição, complexa mas tão mais fácil e feliz que a dele. Ok, não podemos comparar tudo à fome no mundo, cada um tem as suas dores, mas é sempre bom perceber “as vidas”.

 

No Job Club impressionou-me a dedicação dos facilitadores voluntários que organizaram o curso, tão bem… aprendi tanto sobre curriculums, cartas de apresentação, motivação, expressão de interesse, como fazer entrevistas telefónicas e presenciais e tantas outras dicas.

Já não sou uma novata na procura de emprego, e já fiz dezenas de entrevistas, mas temos sempre coisas para aprender.

E eu aprendi tanto! Guardo esta experiência no meu coração. Fez-me sentir que o tempo que não estive a trabalhar foi muito bem aproveitado com outros investimentos pessoais. Não foi fácil por muitas razões, mas fica uma lembrança muito especial.

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publicado às 09:49

Uma casa Portuguesa

por parasergrandeseinteiro, em 27.06.14

Uma casa Portuguesa, é sempre uma casa Portuguesa e tem sempre dois abraços abertos com certeza!

Este fim-de-semana chegou de Portugal um amigo, que conheci cá em Melbourne. Foi matar saudades da família, amigos e do nosso cantinho à beira mar plantado.

Para o receber:

 

 

Uma feijoada de choco (que por acaso foi de lulas), vinho, pudim de ovos e uma mesa cheia de amigos.

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publicado às 02:45

Ai Senhooooores!

por parasergrandeseinteiro, em 24.06.14

Não ter uma selecção nacional para torcer, e me enervar MUITO, faria de mim uma pessoa mais tranquila!

 

Olha que caramba!: 5 minutos depois do começo do jogo PUMBAAAAAA um golão - fico eléctrica... passo mal o jogo todo porque empatamos, sofremos mais um e nos últimos segundos PUMBAAAAAA mais um golão... Ai Senhooooores!

Eram 8 da manhã. Tanta adrenalina ao acordar nem é saudável!

 

 

As esperanças são poucas, mas enquanto for possível acredita-se até ao fim.

Não sei fazer a coisa por menos... e esta situação inquieta-me!

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publicado às 06:46

A vida é aprender a saber perder

por parasergrandeseinteiro, em 24.05.14

No conforto do adquirido existe o desejo profundo de que nada mude. Se houver mudança que seja para ganhar e nunca perder. 

Mudar é, na maioria das vezes, desconfortável e perder é doloroso. 

 

Vivemos em conquista galopante até uma determinada fase da vida (em princípio), tudo é crescente. Os nosso conhecimentos, aprendizagem e conquistas e estamos muito focados em nós. Contudo, e cada um no seu tempo, percebemos que as "aquisições", família, amigos, amantes e nós mesmos, são efémeros e pior... Vulneráveis. 

Não tomamos consciência disso de uma assentada só, mas vamos percebendo.

Saber perder, aceitar a mudança e contornar obstáculos optimisticamente torna-nos sábios. Não será um patamar atingido mas é todo um processo.

 

O medo é inevitável mas de nada serve porque quando perder o que tiver que perder terei que continuar a viver. Estranhamente tudo continua.

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publicado às 10:33

Estreei-me na escalada.

por parasergrandeseinteiro, em 03.05.14

No geral, gosto muito de fazer desporto. Faço diariamente por uma questão de saúde e porque me tem ajudado muito na minha recuperação, e ainda... preciso de perder uns quilinhos.

Este ano decidi perder o medo de fazer esforço nos braços e movimentos que impliquem mexer a caixa torácica. Desde que fui operada é uma zona muito sensível para mim e que me dá constantemente a sensação de não estar consistente, por isso me protejo de fazer o que quer que seja que me esforce nesse sítio.

Para isso comecei a nadar e ouso fazer umas flexões (que me custam muito) e a verdade é que tenho sentido melhorias óbvias. Devagarinho sem muitas "maluqueiras" acho que este é o caminho e assim perder o constrangimento de abrir uma porta pesada e fortalecer o meu peito. Nunca ficará igual ao que foi mas contornarei o problema, adaptando-me.

 

Para além dos treinos cardiovasculares e de resistência diários, procuro um desporto que tenha contacto com a natureza, que me faça raciocinar e assim alhear-me de qualquer outro assunto ou preocupação do momento, ou seja gostava de ter um hobbie que implicasse actividade física, que me desafiasse e ainda me proporcionasse bons momentos como por exemplo contacto com a natureza. 

Parece que nada é por acaso! Quando cheguei a Melbourne pensei na escalada, cá há muitas possibilidades de praticar este tipo de desporto tanto em "indoors" como "outdoors", e conheci uma rapariga que me desafiou para experimentar e é ideal para fortalecer o meu peito.

 

Ontem foi o dia!

 

 

Experimentei escalar com um grupo que faz escalada há muitos anos e que tiveram paciência de me introduzir nesta difícil actividade com explicações, demontrações e supervisão. É um desporto de técnica, agilidade, perícia e estratégia! Cada passo é decisivo para o resultado final.

Estar nas alturas, suportado pelos nossos membros é uma sensação desafiante (Calma! temos a corda de segurança se tudo o resto falhar).

 

Gostei muito da experiência e vou repetir. Nos entretantos tenho que fazer o trabalho de casa e ganhar força abdominal e de braços. Para isso há que fazer muitas flexões, abdominais, nadar, andar de bicicleta, correr, pesos... 

 

 

 

Fui para o HardRock em Nunawading de comboio, aqui em Melbourne. Passei um frio no caminho que me fez decidir investir em roupa bem quente para os próximos tempos. Sem dúvida... porque cheguei a casa roxa. 

Um banho quente, chá quente e uma noite muito bem dormida, fizeram-me sentir no "céu".

 

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publicado às 11:30

Era outra vez...

por parasergrandeseinteiro, em 01.05.14

Ora bem...

Há exactamente 9 meses achei por bem comprar 3,400Kg de amaciador

Já que estava a encomendar o amaciador que queria do outro lado do mundo, encomendei duas embalagens de 60 Oz e deu nisto...

 

(Era uma vez

 

9 meses depois, tenho a dizer que comecei hoje a segunda embalagem!

Sim! Eu trouxe cerca de 2Kg de amaciador de Hong Kong para Melbourne.

(Não se estranha se eu disser que o J acha isto um despautério!)

 

Cada um com a sua pancada! Eu adoro este amaciador, para mim este faz o que nenhum faz ao meu cabelo... e quando acabar vou encomendar mais. Talvez não tanto, mas é possível que repita a proeza.

 

Para a viagem da Indonésia fiz mini frascos com amaciador para levar.

Ontem estive a lavar os mini frascos e na minha vertente mais obcessiva virei-me para o J e perguntei:

- Ai... Este cheiro é maravilhoso. Não achas?

Ele sem me dirigir sequer o olhar e descontextualizado do que eu estava a falar, respondeu-me:

- Que cheiro horrível. Se cheirasses assim não conseguia estar ao pé de ti!

 

Soltei uma gargalhada e deliciei-me com esta falta de noção, tão característica do sexo masculino! 

 

Ora bem, eu cheiro todos os dias horrivelmente mal portanto!?

... Eu gosto! O J também mas não sabe!

LOL

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publicado às 07:05

Por aqui

por parasergrandeseinteiro, em 18.04.14

Como tenho andado um preguiçosa para escrever, aqui vão algumas imagens que testemunham o meu dia-a-dia:

 

 Passeio de domingo a Brighton:

 

 

 

 

 

 

Quando somos brindados com dias de sol, os dias frios ganham umas cores especiais.

 

Passeios pelo centro de Melbourne, pejado de recantos cheios de charme:

 

 

 

 

 

 

 

Já temos sofá, e tão bem que o tenho aproveitado:

 

 

 

Conduzi pela primeira vez em Melbourne com vários graus de dificuldade:

1 - Conduzi com o volante do lado direito e do lado esquerdo da via;

2 - Não conheço as estradas e claro que me perdi;

3 - Escolhi a hora de ponta para me estrear.

 

 

 

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publicado às 13:43

Para noites de insónia

por parasergrandeseinteiro, em 10.04.14

 

Flocos de aveia quentinhos!

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publicado às 16:38

Há sempre um preço!

por parasergrandeseinteiro, em 28.03.14

Desde que saí de Portugal sempre encarei a questão da distância com muita racionalidade.

Não me custou deixar Portugal, é e sempre será o país do meu coração, custou-me sim deixar a minha família e os meus amigos.

 

Estar em Hong Kong ou na Austrália não traz grande acrescento à sensação de distância… se precisar de estar em Portugal numa urgência consigo fazê-lo em 27 horas.

Gosto do rumo que a vida leva, não olho para traz a achar que poderia ter sido diferente. Até sinto bastante orgulho no que tenho vivido, conhecido e assim crescido e aprendido sempre.

Faz-me sentido e estou em paz com isso.

 

Mas há uma conta para “pagar” sempre!

...Ultimamente tenho sentido um aperto no coração cada vez que me lembro dos meus pais, avós, tios, primos… tem-me custado assumir cá dentro que a rotina de família, que tanto gosto e aprecio, está quebrada pela distância. Isso dói assim de repente. É um preço tão alto!

E cada dia me custa mais. Apercebo-me das circunstancias da situação e não a vejo como efémera.

As crianças crescem, os adultos envelhecem, e eu também, À distancia!

 

Sinto-me determinada com o meu projecto de vida, sei porque estou aqui e tenho aqui a minha pequena família, construída por mim e pelo J. Mas a “moínha" aparece e de repente parece que a vida passa e deixei algo tão precioso para trás.

 

Tem-me dado para isto, choro um pouco e depois agarro-me com "unhas e dentes" à vida. É assim, tenho que aceitar as circunstancias e ver sempre o lado mais leve e iluminado.

Eu tenho essa família que amo. Tenho essa sorte e esse orgulho. Mesmo estando tão longe.

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publicado às 04:04

Tudo tem uma solução...

por parasergrandeseinteiro, em 25.03.14

 

Comprar pratos, copos, panelas, tachos, talheres, loiça de forno, torradeira, almofadas, lençois... e trazer para casa de tram!

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publicado às 00:39

A saga do colchão

por parasergrandeseinteiro, em 25.03.14

O J ligou-me a dizer que fomos aceites para a casa e que nos podíamos mudar quanto antes.

Pumba! Uns saltos no meio da rua e um movimento de braços com uma legenda a dizer (YES!!!). A casa tinha feito o clique, candidatamo-nos e fomos aceites! Que bom!

Entre escolher a companhia para ligar a electricidade, água e gás… precisamos de uma cama! E um colchão…

Fui ver o catálogo da empresa sueca que começa com I e acaba em A, e caramba!!! Até o I**A tem preços enojoosos aqui, com a agravante de que preciso de uma cama GIGANTE.
O J passou os últimos tempos a sofrer com camas que lhe deixam os pés de fora. Onde meto eu este homem?

 

Um colchão custa XL e a base para a cama custa XXL… Comprar marcas boas poderá ser uma hipótese mas no início o investimento é grande e queria encontrar algo mais em conta. Mas se tiver que ser será!

Depois de uma pesquisa pela internet a sites de venda de mobília em segunda mão e outros, ponderei… Eu sou muito nojentinha, comprar um colchão em segunda mão não me agrada muito. E caso vá por essa via ainda tenho que contratar a empresa de mudanças para o ir buscar…. Hum…
Aprofundei a minha pesquisa de mercado e encontrei um site de colchões feitos à medida aqui na Austrália, com uns preços muito catitas para a realidade de cá. Resolvi explorar. Liguei para o contacto fornecido, atendeu uma senhora com um inglês muito limitado e um barulho de fundo ensurdecedor, no meio da dificuldade lá lhe consegui pedir a morada para ir ver os "ditos".


”O que é barato sai caro” pensei eu no comboio a caminho do armazém no meio sei lá do que. Mas é um colchão novo, e se não gostarmos vendo-o e compro outro… Mas por ora, pode ser uma solução.
Cheguei ao sitio combinado, toquei e ninguém me abria a porta. Liguei, falei com a vizinhança e lá veio um senhor com um ar ensonado que me levou para dentro do armazém para ver o colchão King Size de 2mx1,88m dentro de um plástico. Pedi para me deitar para experimentar, com gestos e palavras chave (péssimo o seu inglês). Ele acena “Ok” e eu dou a entender que tem pó (do melhor!). O senhor pega no cortinado e estende-o na cama (Gosto dele, pensei!!!). Bem… não é ortopédico como eu queria. Um pouco mole. Mas… é novo.
Negociei o preço e consegui um desconto de 50 dólares, combinei a entrega. Pronto…

O J cabe no colchão, o mais importante, não é duro e consistente como eu gosto, mas serve para o propósito.

A entrega foi outra anedota.

A senhora que anteriormente me atendeu o telefone veio num carro com um atrelado, que à primeira vista parecia um transporte para cavalos, grita-me lá de dentro, de uma forma estridente, que não pode estacionar...

...a solução foi ir tirando as coisas enquanto dava voltas à rotunda. No momento pensei:

1- "ainda bem que o J esta a trabalhar e estou aqui sozinha a lidar com esta loucura”

2- “...e ainda bem que não conheço os vizinhos, nem eles a mim”.

 


Lá se montou a base e colocou-se o colchão. 

 

 

 

Os senhores eram bastante simpáticos e no fim um deles (o de cabelo à tigela encaracolado que pesada uns 100kg (+ alguma coisa) e estava todo suado) resolveu fazer uma piadola e disse-me “queres ver como é resistente?” e mandou-se para cima da cama… Eu sorri muito amareladamente, porque cá por dentro só senti o eco (NÃAAAAAAAO! sai dai!).

Mas o resultado final ficou bonito. Vamos ver quantas semanas ou dias dura esta minha aposta numa empresa de "vão de escada" nacional!

 

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publicado às 00:04

Primeira noite na casa nova!

por parasergrandeseinteiro, em 23.03.14

E já cá estamos...

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 00:55

Os primeiros dias

por parasergrandeseinteiro, em 13.03.14

Os Dias por aqui correm com alguma azáfama.

 

O J começou a trabalhar e está animado.

 

Já temos os nossos 7 caixotes que viajaram 2 meses de barco, de Hong Kong até Melbourne.

Tão bom ter as minhas coisas de novo.

 

...Ter 7 caixas mais umas 6 malas, as da nossa viajem mais umas que o J tinha já deixado cá, tudo num apart-hotel... Está-se a ver o caos!

Ahhh! E mais o bobi.

E no meio de tanto pacote encontrar roupa e sapatos para entrevistas!? Socorro.

As calcas ainda não me servem bem!

E Maquilhar-me?... Eu adoro e costumo maquilhar-me todos os dias, mas já não sabia o que isso era.

 

Lá nos vamos orientando.

 

Há muito para fazer:

 

- Descobrir os melhores sítios para fazer compras, diariamente já que o frigorífico é muito pequeno e não da para acumular grandes coisas.

Ah! Não há fogão, nem forno... Só microondas. Já tenho prática de semelhantes percalços passados e tenho conseguido cozinhar, mas sempre limitada. Por agora evitamos comer na rua, porque estivemos 2 meses a comer sempre fora e porque aqui os preços tiram-me o apetite.

Comer em casa é tão bom. Quando tivermos uma cozinha ainda vai ser melhor. Ando cheia de vontade de cozinhar.

E o J lava a loiça :)

 

- Procurar casa, fazer os contactos, marcar as visitas ou perceber quais as horas disponíveis para visitar...

 

- Abrir contas e tentar fazer transferências... DOR de CABEÇA. Problemas com o banco de HK, pois claro!

Nestas coisas os amigos de olhos rasgados não me deixam saudades. Nenhumas!

Bem, há sempre coisas aborrecidas, entraves e problemas imprevisíveis. Têm que se contornar da melhor forma.

 

- Tento fazer as distâncias a pé para não gastar dinheiro em transportes (caros!!!). Ontem fiz 14 km.

Assim faço exercício e vou onde quero na mesma. Um problema resolve o outro.

 

- Procurar emprego. Já tinha contactos feitos e processos em andamento. Cá estou eu, em entrevistas e contactos. Estou positiva, e estou disposta a ter paciência para encontrar uma boa oportunidade.

É importante relativizar as coisas. É tudo novo, mas tudo se resolve.

 

Encontro-me neste momento a fazer tempo antes de uma entrevista. Cheguei 2 horas antes com receio de me perder.

Agora escrevo, leio e espero.

 

Tudo vai tomando o seu lugar e se ajustando à nossa vontade. Se não ajustamos a nossa vontade as circunstâncias :)

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publicado às 01:40

E tudo muda

por parasergrandeseinteiro, em 11.02.14
Fiz uma mala com dois pijamas, um par de chinelos e um casaco de lã amoroso escolhidos ao meu gosto e oferecidos pelos pais. Pouco mais foi necessário levar. Não eram umas férias, mas o quarto era confortável e apenas para mim.
Estava esclarecida e bem elucidada do que que me esperava. Ou então não estava. Mas também não era preciso.
Entrei na véspera. Aproveitei o serão para terminar um projecto proposto numa ultima fase de entrevistas da minha futura (actual ex) empresa em Hong Kong. Era importante para mim, não tanto como o que iria acontecer no dia a seguir, mas queria fazê-lo e entregar.
Como estaria eu nas próximas semanas? Dificilmente capaz de fazer o que quer que fosse.
O Prof. JF entrou no meu quarto e admirou-se, repreendendo-me de imediato: T, quero-a a dormir quanto antes para amanhã estar fisiologicamente apta para a cirurgia.

Tomei um banho com um líquido, para mim lixívia, embora me garantissem que não, e vesti uma bata que me deixou o rabo de fora. A toca deu o charme final.
Subi para a maca. E ouço a Sra. Enfermeira dizer sobriamente: despeça-se dos pais.
Despeça-se? Oh diabo! Então? Senti a situação como um soco!
Ali caí em mim. Os 7% de taxa insucesso associados à intervenção que me esperava, pareciam-me agora significativos, e nunca me tinham sequer incomodado até data.
Sou muito pragmática e prática nestas situações. A solução para o problema era aquela. Escolhi o melhor cirurgião, tinha confiança nele e queria resolver a situação da forma mais célere. Estava muito positiva.

Lembro-me dos olhos azuis aguados do meu pai, da expressão de ternura da minha mãe que me disse inquieta: até já meu amor, vai correr tudo bem. Estamos aqui à tua espera.

Há pois vai, só pode!
Enquanto me pincelavam para entrar na sala de anestesia, tive uma conversa seria com o meu corpo:
"Nem sempre te tratei da melhor forma, sou gulosa para caramba, fui uma adolescente rebelde e bebi algum álcool e essas cenas que parecem ser "saudáveis" (irónico) para ser um adulto equilibrado e resolvido. Mas agora cresci, como sempre sopa e fruta, bebo muita agua, faço desporto, e sou consciente com a minha saúde... E não é por mim! Até porque não estarei cá para lamentar. Mas as pessoas que estão lá fora não merecem sofrer. Por isso dá o teu melhor!"
E pronto, entrei na sala de Cirurgia e fui super bem tratada. Os minutos que estive consciente negociei uma cicatriz horizontal. Já apalavrada, mas teimosa como sou queria reforçar a ideia. Ficou combinado que não havendo questões de maior assim seria feito. Se complicasse, para além da horizontal teria uma vertical... Justo!

Foi assim que há uma ano atrás fiz uma cirurgia de peito aberto ao coração, para emendar um defeito genético com 30 anos (incrível) chamado "ostium primum", que me traria a muito curto prazo problemas e dissabores na minha vida: hipertensão pulmonar crônica e impossibilidade de terminar uma gravidez... Entre outros.

A cirurgia foi um marco importante na minha vida obviamente, mas esse foi o começo de uma viragem abrupta.
No espaço de um ano tudo mudou. Não tudo, mas muito.
Percebi e aprendi algumas coisas. E descobri uma garra interior que não conhecia.

Primeiro não há amor nem dedicação como o de mãe e pai.
Não ter autonomia, nem capacidades de ter a minha intimidade e higiene. Sentir-me incapaz de me levantar ou subir uma escada. E te-los ali prontos, a postos!, e disponíveis 24h por dia, capazes do inimaginável só para diminuir um milímetro que fosse o meu desconforto ou dores.
Aprendi depois de algumas lágrimas e surpresas que é assim, um amor incondicional sente-se por pais e filhos. Há muitos tipos de amor paralelamente, mas vamos lá crescer e gerir expetativas... Não estão lá sempre. Muito menos quando "é preciso".

Lamentar situações, acontece, mas o mundo não nos deve nada, devemos nós ao mundo. Falo por mim.

Esta coisa de andar para aqui não é fácil, nem sempre percebo o objectivo, mas felizmente vou tendo a maioria das vezes energia positiva e motivação para viver feliz no meu presente e sonhar com o futuro. E a coisa anda maioritariamente de sorriso aberto.

Aprendi que prefiro pedir disposição, motivação e boa energia, se é que isso se pede, ao invés da sorte, do sucesso e derivados. Tenha eu vontade, motivação e um sorriso e meu deus, do que sou capaz! Não é preciso ter muito, mas a proeza de viver com pouco. Essa quero-a!

Aprendi a não ter medo da solidão. Para que? Já estive tão só, achando-me acompanhada. Autocomiseração também já não dá com nada!

Senti que não é tão difícil começar de novo. Pelo contrário, é altamente recompensador. Ainda mais quando se tem uma oportunidade para viver outra vez.
Conquistar espaço e confortos torna-se um estilo de vida saudável!

Despedi-me da minha casa, do meu trabalho, mudei de país, terminei uma relação, comecei um novo projecto profissional, apaixonei-me de novo, senti-me feliz muitas vezes, terminei uma pós-graduação, terminei um contrato, despedi-me de HK, viajei, propus-me a outro projecto... E cá estou, com uma mão cheia de nada e um coração cheio tudo!

Um ano depois, guardo este percurso como a maior das oportunidades que tive na vida.
Desde não conseguir subir um único degrau, até estar do outro lado do mundo cheia de projectos.
Tudo muda!

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publicado às 01:26

Padang Padang

por parasergrandeseinteiro, em 10.02.14
Chegamos a Padang Padang, no sul da ilha Bali.

Não sei se foi do excesso de calor, da "onda" demasiado turística, das abordagens para oferta de serviços (transporte, alojamento...) com preços ousados e para mim ofensivos. Encanitei-me!
Como turistas, e antes disso como pessoas civilizadas, devemos todo o respeito a culturas diferentes, mas não me façam de tonta!!! É que depois não é bonito!

Não aconselho. Na possibilidade de escolher outro destino na ilha de Bali, nem questiono.
Vínhamos mal habituados de Padang Bai. Boa casa, boa comida e uma gente mais humilde.

De qualquer forma tem o seu encanto:

Por do sol na praia:



Templo de Uluwato:



Estadia de 7 a 9 de Fevereiro de 2014

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publicado às 10:08

Como conduzir na Indonésia?

por parasergrandeseinteiro, em 04.02.14

Não sei a resposta e não tenho muitos bons conselhos para dar. Ter sorte será uma ajuda importante.

Motas com 3 e 4 pessoas mais um carrinho de mão em suspensão ou um bicicleta em braços erguida no ar, é normal.

Montes de terra a ocupar a minha faixa. Obras.

E tudo o que pode ocupar uma estrada não é estranho! Os obstáculos de variadas naturezas estão la e o pessoal que se desvie.

Bicicletas e mesmo motas encostadas à minha berma, mas a moverem-se em sentido contrário. É mato!

Camiões gigantes, carroças e animais a atravessarem-se na estrada mais uma densidade de motoretas a aparecerem em todas a direcções possíveis e a ultrapassarem por ambos os lados conduzidas por seres humanos desde os 8 anos aos 90 anos de idade. Igualmente normal!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(Estas fotos pouco reproduzem o caos da estrada. Ia agarrada ao volante e o J aos ... OO, mapas :) )

 

Tudo é possível e as regras não existem. Cumpri-las chega a ser um perigo. Se paro numa passadeira vou ser ultrapassada certamente e os peões ficam confusos COMIGO.

 

Choveu torrencialmente, andamos 300 Km em dois dias inteiros já que 30Km/h é uma boa média por aqui! Apanhámos estradas em que a largura das duas faixas juntas, era pequena para um carro...

 

Uma tarefa arriscada! Enfrentei provas arriscadíssimas! E já no final do segundo dia, a inverter a marcha numa estrada vazia bati (encostei levemente) numa mota de uma adolescente com 15 anos, parada atrás de mim (Céus! Eu não a vi).

Ficou presa ao meu pará-choques! Fiquei "roxa" e super incomodada (ou talvez mesmo aborrecida). Senti-me super preocupada (sentia os meus olhos em água) com a menina e a sua mota mas felizmente não houve danos. Numa estrada deserta apareceram não sei quantas almas para ver o que se passava. Insistimos para saber se a menina estava bem e se a mota precisava de reparação. Mas ficou tudo certo. Diz o J que se fosse em Timor Leste seriamos abordados com catanas e abriríamos a carteira à grande!

 

 

 

(Locais + J a desencastrarem a mota do nosso para-choques)

 

Depois de ficar descansada com a minha vítima, só pensava o quanto iríamos ser "sugados" pelos riscos no carro! Aqui estrangeiro PAGA sempre! No fim, felizmente não houve consequências.

 

Foi uma experiência. Sem dúvida! Intensa e stressante.

Foi a minha primeira vez a conduzir à direita. Cada vez que queria fazer pisca limpava os vidros. E às vezes em vez da segunda metia a marcha atrás. Ah, também confundi as faixas!

Conduzir uma carripana de 7 lugares também não é maneirinho!

E a experiência de condução aqui é tipo jogo de computador. Vão aparecendo "cenas" e temos que nos desviar. E há vários níveis! Mas só devemos ter uma vida!

 

Apesar do J ir tenso e com dificuldades de fazer a digestão ao meu lado, enquanto eu dominava a viatura, vimos sítios muito bonitos e outros nem tanto mas conhecemos as redondezas de PadangBai!

 

A pérola da viagem:

Eu: J, não me trates com uma anormal sff!

J: T! Então vai para a tua faixa sff!

 

Nota: Pais! Prometo não conduzir mais aqui. Pelo menos tão cedo. Até para o bem da minha relação com o J (LOL).

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publicado às 09:16

Sempre a aprender

por parasergrandeseinteiro, em 19.01.14

(NOTA: Esta bagagem é de duas pessoas e não apenas minha)

 

Esta viagem está a servir entre muitas coisas boas e maravilhosas para perceber como devo viajar para a próxima e evitar cometer os mesmos erros.

Refiro-me a essencialmente a bagagem, porque neste momento se eu pudesse eliminava uns 75%! Já perdi uns 10%... e não sou pessoa de “semear” coisas, mas quando se anda com 2 malas mais uma mochila acontece!

 

Tudo o que se traz carrega-se às costas e ainda se paga excesso de bagagem. Ah pois é!

 

De qualquer forma posso sempre salvaguardar-me com a desculpa que estou a fazer uma viagem "nomada” que é igualmente uma transição da minha vida de Hong Kong para o próximo destino logo não é assim tão fácil viajar só com o essencial.

 

Para a próxima viagem que fizer não me quero esquecer de:

- Chapéu (trouxe)

- Óculos de sol (na trouxe)

- Protector solar (trouxe)

- Ténis (perdi logo nos primeiros dias)

- Chinelos (trouxe)

- Polar/ sweatshirt (trouxe mas é muito fina)

- Meias (trouxe)

- Cadeados para as malas (trouxe)

- Tampões para os ouvidos (mesquitas, motas, galos…) (sempre comigo)

- Lanterna (Nop)

- Fio dentário/ escova de dentes (sempre comigo)

- Toalhitas húmidas e lenços (sempre comigo)

- Corta vento/ impermeável (trouxe)

- Repelente de mosquitos (DEET) (trouxe)

- Lençol/ saco cama (Não trouxe, nem tenho)

- Máquina fotográfica (trouxe)

- Saco estanque (Não trouxe, nem tenho)

- Medicamentos (SempRRRe!)

 

Em relação a roupa, 3 a 4 mudas velhas de preferência, porque tudo o que vem idealmente deve ficar. Eu não queria acreditar mas aprendi bem a lição. Chinelo no pé, roupa confortável e paz de espírito é o essencial para se viver bem estes dias.

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publicado às 10:21

Ainda na ilha de Java: Viagem para Probolinggo

por parasergrandeseinteiro, em 16.01.14

De Yogyakarta para Probolinggo são cerca de 355 Km. Partimos as 7:45 e resolvemos ir de comboio, em classe económica ao invés de ir de avião. Foram oito horas de viagem e uma excelente oportunidade de conviver com os locais e embebermo-nos o mais possível na sua rotina. Éramos os únicos turistas.

 

Desde pés nós bancos (eu também os pus para estar mais confortável), caixas, caixotes e malotes. Comida, café, chá e outras bebidas disponibilizadas por vendedores ambulantes que entravam no comboio em certas paragens. Arroz acondicionado numa folha de bananeira e um elástico mais uma colher por exemplo...

 

 

 

 

 

 

 

 

Bebés desesperados com o desconforto da viagem mas sempre com o pai numa dedicação incansável a socorrer as suas vontades. Mais uma vez destaco: as pessoas aqui são naturalmente dóceis, tranquilas e carinhosas. É muito comum ver manifestações de afecto de pais para filhos.

Acho que é por isso que eu cada vez os acho mais especiais.

São amorosos e sempre sorridentes.

 

(Fotografia a ser publicada assim que as condições de WiFi o permitam)

 

Adorei a experiência!

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publicado às 13:04

2014, um novo ciclo. Um novo desafio!

por parasergrandeseinteiro, em 06.01.14

Hong kong e o sudoeste asiático marcaram a minha "caminhada". Esta experiência foi definitivamente um ponto de viragem na minha vida. Foi das decisões mais importantes com que me deparei e tomei. Não voltaria atrás, jamais! Ficaram hábitos e referências culturais curiosos:

1- Beber água quente. Chá durante o dia e às refeições. Independentemente do calor que se faça sentir! Adoro o conforto de beber algo quente ou tépido. Principalmente a seguir as refeições.

2 - Negociar preços.

3 - Não estranhar penteados/ cores de cabelo, roupas, calçado diferentes do habitual.

4 - Mover-me numa densa multidão diariamente. Tolerar (relativamente) empurrões e tentativas de passagem à frente, até porque já faço o mesmo.

5 - Tirar os sapatos antes de entrar em casa.

6 - Lavar a loiça nos restaurantes de rua com água ou chá quente e deitar a água utilizada para o efeito para o chão ou para um recipiente colocado no centro da mesa.

7 - Fazer um ar natural com o barulho de sorver líquidos, arrotos, comer com a boca aberta, falar com a boca cheia... Não faço, nem quero fazer o mesmo!

8 - Agarrar os cartões, dinheiro... com as duas mãos em simultâneo e fazer um aceno de baixo para cima (tipo vénia) em sinal de agradecimento.

 

Fecha-se o ciclo de Hong Kong e abraço um novo desafio. Pôr-me ao "caminho" de novo é tão deslumbrante para mim! Conhecer uma nova cultura, novas gentes, cenários diferentes e começar tudo de novo. Pôr-me à prova no desconhecido faz conhecer-me ainda mais. Isso faz-me muito sentido e... É tão libertador! Chama-se a isto viver!

 

Bom ano de 2014! Para além dos alicerces essenciais como a saúde, desejo e peço: motivação, boa energia, vontade de sorrir e ao invés de ser brindada com a sorte ir eu à procura dela e ser feliz!

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publicado às 04:08

Os pontos de viragem...

por parasergrandeseinteiro, em 02.12.13

Aeroporto de Hong Kong, 28 de Setembro às 20:05 (ida para Banguecoque).

 

Faz hoje 5 meses que abracei este desafio: novo projecto de vida. Comecei tudo de novo.

Faz hoje 5 meses que vi os olhos tristes dos meus pais por me verem partir. Grandes senhores que são, levaram-me à fronteira da mudança após uma cirurgia major, "aleijada" nas minhas crenças e esperanças.

 

Apostei alto! Deixei tudo para trás. Um TUDO que se calhar era um NADA, mas nos moldes da sociedade vigente era o adequado e era pelo menos o BASTANTE.

 

Mas eu precisei de "mandar tudo ao ar"! 

Faz hoje 5 meses que me sentei no lugar errado do avião, de cara chorosa, onde dormia e aliviava a dor de partir com algumas lágrimas que se deixavam vencer. Aí, conheci, tive o prazer de conhecer, uma pessoa que assume um lugar de destaque na minha realidade. Sinto-me abençoada por isso. Hoje, esse alguém, podia dar-me aquele abraço, com aquele aconchego, que me saberia a conforto.

 

Eu adoro abraços. Um abraço é abrir o peito, é sentir sem medo e é dar boa energia forrada de carinho.

De todas as possibilidades de contacto físico, linguagem gestual dos nossos afectos não há nenhuma mais completa do que um abraço sentido.

 

Faz hoje 5 meses que depositei todas as energias numa estratégia delineada para uma nova vida, diferente de tudo o que ja tinha vivido.

Na altura pareceu-me uma escadaria enorme, infinita que se perdia bem lá no fundo. Numa nuvem pouco definida. Suscitava uma sensação de mistério e incerteza em relação ao depois.

 

Hoje, 5 meses depois, entrei nessa nuvem, e é difícil perceber o caminho. Se é direito, inclinado, tortuoso... e porque não posso apenas "deixar ir" ao invés de o perceber à priori? Que mania que nós temos de querer controlar o futuro com o presente mesmo ali à mão!

Isto requer trabalho! Nunca é confortável não saber. Talvez o futuro não vá ser como eu achei que queria... Mas... que bom!!! de repente há hipótese de ser surpreendida. Se não for melhor também não terá que ser "mau", pode ser só e apenas diferente.

 

Escolher as minhas guerras e o que me atormenta é uma arte. Não se perde a esperança. Pelo contrario aumenta-se.

O prazer do dia-a-dia não está no que temos mas na forma como o vivemos. E só uma questão de atitude.

Não é fácil nem simples, mas é assim. 

 

Se voltava atrás...? Certamente que não!

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publicado às 12:44

Ponderação

por parasergrandeseinteiro, em 28.11.13

As diferenças existem e sempre existiram.

Hoje percebo a falta de tolerância, resultado da intensa convivência, que existe por parte dos expats perante os locais.

No inicio não percebia muito bem porque havia tantas queixas! Mas trabalhar num ambiente local é bem diferente do convívio social que se desenvolve ao longo do (muito) tempo que, eventualmente, se passe por aqui.

 

Implicamos porque: há falta de frontalidade, pela aparente falta de maturidade, humor básico e criançola, falta de eficiência, de estrategia… arrotos em público, excesso de decibéis... e por aí adiante!

 

Mas: Não roubam, não refilam, não respondem agressivamente, não são mal intencionados, são incrivelmente pacíficos e de trato muito agradável na maioria das vezes. Esta saturação, chamemos-lhe assim, que nos aborrece ou irrita muitas vezes não nos faz melhores pessoas. Por isso merece alguma reflexão!

 

Nunca me esqueço que não estou no meu pais e por isso respeito-os e sinto-me feliz de ser bem tratada por aqui, e por outro lado as diferenças não têm que ser negativas. São assim e pronto! 

De facto, eu não gosto de “incompetência” mas talvez eles não apreciem esta “velocidade” e “stress” tão natural para nós.

Se às vezes não pratico tão bem esta 'compreensão', ao menos tenho consciência e valorizo as suas qualidades mais do que os seus defeitos.

 

Nota: O facto de considerar "nós" e "eles" denota uma separação não intencional e que foge do objectivo. 

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publicado às 02:54

E o amor...

por parasergrandeseinteiro, em 21.11.13

O amor que se pratica no (meu) dia-a-dia, é assim, para entrar a “pés juntos”, egoísta.

 

O amor incondicional sente-se por filhos, por pais… e (aqui) não me atrevo muito porque ainda não tenho a desejada experiencia de ser mãe. Contudo, no (meu) dia-a-dia o amor que se sente está condicionado por um dar e receber e aqui cresce-se e amadurece-se e tornamo-nos em melhores amantes |até de nós mesmos|.

 

O percurso talhado faz-nos melhores, se nós deixarmos e abrirmos o coração. Uma vida inteira talvez não chegue para a perfeição, mas o melhor está na “subida da encosta”.

Para mim, o meu amor é assim algo comparável a uma fé. É um sentido que dou à minha vida.

Se não nos tratam de forma adequada dói, se não nos superam as expetativas já não é o mesmo… lá está, é egoísta! É difícil viver sem ”ele” mas ”ele” é a causa das minhas alegrias, das minhas desilusões e das tristezas. E aqui cabe muito, os amigos pertencem a esse espaço: eu amo alguns amigos, poucos mas amo!

 

Descubro em mim que quando vivo sem amor vivo isenta de autenticidade, falta-me aquela chama aqui dentro. Adoro dar e receber ou receber e dar… um não implica o outro (ou implica!).

 

Dos muitos trambolhões que dou, é imperativo dizer que a vida tem sabido pôr-me à prova e que cada passo à frente é um desafio mais ousado. Como se fosse evoluindo, é exatamente assim que o sinto. Considero-me uma Mulher de sorte por poder crescer e sentir que o amor que procuro (e encontro) e sinto é cada vez mais completo, grandioso, honesto e mais importante que tudo… consciente.

 

“Que bom amar-te pelo respeito que suscitas em mim, pela admiração que cresce por seres tu, pela amizade que existe em nós e porque me fazes sorrir”. E sim, concordo plenamente: que assim seja, eterno, enquanto dure. Depois se a vida assim o ditar, que venha a próxima fase. Mas sempre de peito aberto.

 

“Boa noite meu amor”

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publicado às 12:09

A loucura que por aqui andou!

por parasergrandeseinteiro, em 20.11.13

Sexta feira, dia 15 de Novembro 20:00... a nossa Amália e eu recebemos o meu amigo C. de copo de vinho branco do Douro na mão e muitos abraços saudosos se deram naquela receção tão Portuguesa. Só faltou o caldo verde. Mea culpa (mas não tive tempo).


"(...)uma promessa de beijos

dois braços à minha espera...
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!"

Posso dizer que o entusiasmo era tanto que se bebeu uma garrafa assim 'rápido'? e seguiu-se para o jantar.

 

Mudou-se o ambiente para o México, não nos entregamos aos mojitos mas sim as coronitas...

E lá foi!!! Com muita alegria e boa disposição a bailar, a petiscar e a cantar. Sempre "empurrados" com brindes atrás de brindes!

COYOTE bar, HK

 

O presente de aniversário do C. foi um "corte de cabelo" na cadeira do barbeiro. BEBE!!!!

 

Cadeira de shots. COYOTE bar, HK

 

Estreei-me no 2o bar mais alto do Mundo: OZONE no ICC em HK. Ainda não tinha ido e foi uma boa oportunidade.

A noite foi... muito animada!

 

 

ICC, HKK

 

 

Eu, C., F. e M.

(esta fotografia insistiu em ficar deitada, não me apeteceu aborrecer-me mais depois de tentar 10xs para a por direita - Ficámos e estávamos tortos LOL)

 

Acabámos por regressar a casa com um cansaço extremo e com um nível alcoolémico considerável.

No dia seguinte acordamos doentes e ... a jurar que nunca mais bebíamos. A idade já não perdoa! Mas nada nos impediu de ir bater perna por HK. Mesmo estando num estado miserável. Eu ainda hoje estou doente!

MongKok (considerado dos sítios mais densamente populados do mundo) e central foram os sítios escolhidos para passar o dia depois de uma noite tão sui generis.

 

Stanley, HK

 

No domingo deu para fazer uma passeio pela parte mais costeira da ilha com praias.

Stanley proporcionou-nos uma almoço de esplanada muito agradável num edifício colonial com uma brisa quente e uma boa conversa.

 

Matar saudades, lembrar tantas coisas vividas, rizadas e conversas sérias...

É tão bom receber os nossos e sentir que por mais que o tempo passe as coisas não mudam. 

 

O Colchão extra já cumpriu a serventia destinada. Não se prevêem mais visitas até ao final do ano por isso vou vende-lo assim que for possível.

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publicado às 07:08

O "Diabo" sente comichão antes...

por parasergrandeseinteiro, em 13.11.13

1,...3!

 

De eu despachar esta ceninha!!!

 

 Não há tempo para esfregar um olho!

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publicado às 07:13

o (DES)apego

por parasergrandeseinteiro, em 02.11.13

 

Adoro proteger-me com o meu sentido de humor.

Talvez seja só isso mesmo, uma defesa. Mas já me ri muito com o que me faz chorar.

Ah! E rio-me de mim com muita frequência. Não me considero uma ”palhaça” mas acho-me piada.

 

Costumo dizer que por vezes a vida parece os “100m barreira”, mas eu não salto nem uma e PUMBA lá vai mais uma queda e de boca… Caramba! E às vezes aleija.

 

Um dos meus maiores desafios de vida (sem duvida!) é perceber o que é isso do ”apego”?

 

A primeira vez que me vi de frente com esta questão, foi há cerca (sensivelmente mais) de um ano por uma Senhora que muito me ensinou, e mais admiro ainda, que me deixou esta questão no ar! Desde então tenho refletido muito sobre o assunto! 

O apego. É complexo! Tem ramificações e complexidades pouco claras, sendo difíceis de decifrar… (Eu tenho “dissecado” o assunto aqui dentro lentamente). Tinha uma ideia mas só me apercebi da real dimensão das suas ramificações quando me meti ao caminho.

 

O apego cria-se com pessoas, animais, crenças, sentimentos, locais, memórias…

Pode-se manifestar de forma saudável, leve, tranquila, livre. Ou é facilmente transformado em algo sombrio, viciante, pesado, doloroso, tóxico…

O apego é um laço. Uma conexão. Um vínculo.

 

Ligações que provocam uma determinada emoção.

Uma necessidade (por vezes desesperada) que essa ligação permaneça para que essa emoção se perpetue.

Quando provamos, gostamos e queremos mais.

Quando associamos o sentir a algo.

Quando esse sentimento passa a ser um substantivo, um nome, qualquer coisa. Neste sentido é dependência.

É um gatilho!

 

Mas a verdadeira armadilha reside neste pormenor. De tão bem nos sentirmos, começamos a pensar: Ter é bom. Não ter é mau.

A posse, o desespero da privação, o medo da falta…

Aí Já não há amor, mas apego. O apego estraga… mata relações.

O apego é egoísta e destrutivo.

 

Infelizmente, com mais frequência que o desejável, associa-se o gostar ao apego: “preciso de ti”! Sentindo que o apego é recíproco, combate-se a solidão, sente-se a aprovação, validação e até a aceitação. …”O casulo. O veneno partilhado. A vampirização mútua. A cobrança.”

 

O amor verdadeiro é livre, não cobra. Quase utópico…

 

Sendo difícil de atingir este estadio, abordo o amor como… uma relação que estabeleço com o que recebo. Um negócio delicado!

Apaixono-me pelo que me oferecem, e aí há espaço para tudo: Para admirar uma boa pessoa para os outros e para nós, o saber dar e receber, o brilho dos olhos que me dirige, o “nós” ao invés do “eu”. Se isso se dissipar, esvair ou for um engano… o objeto do amor desaparece.

 

Praticar o desapego é, neste sentido, libertador.

Valorizar os verdadeiros sentimentos, não possuindo, viver a experiência do agora.

É dizer “quero que sejas feliz”, “quero dar-te”, “quero que sejas livre e voes”. É partilhar, fazer crescer. É ser incondicional. É amar a pessoa tal como a encontrei, sem a tentar mudar ou modificar.

 

Eu pretendo aprender o ”desapego” para sempre e não só agora.

 

Baseado num texto de David Nascimento

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publicado às 15:34

HAVAIANAS... Nunca mais!

por parasergrandeseinteiro, em 23.10.13

As primeiras havaianas surgiram em 1962 inspiradas numa sandália Japonesa típica chamada Zori.

 

 

Gosto do seu design e conforto, e por isso há muito tempo que as uso. Já comprei e ofereci inúmeros pares, principalmente nas viagens que fiz ao Brasil mas… Em termos de segurança deixaram de me convencer.

Por experiência de outrem e agora pela minha própria experiência deixaram de ser a minha eleição.

 

Viagem a Sabang:

 (Eu e o meu irmão. Fotografia de Miguel Miraldo)

 

Outubro 2013, Sabang (Palawan), Puerto Princesa, Filipinas

 O tipo de rocha lascada em forma de bisel disposta em camadas sequenciais da uma uma imagem continua com altos e baixos. Um trabalho muito bem ordenado pela natureza.

 

 (Eu, F. e o meu irmão. Fotografia de Miguel Miraldo)

A travessia por por esta via não era uma grande ideia mas pareceu-nos possível. Aí fomos nos!

Em grupo íamos decidindo: Vamos por aqui, depois por ali, atenção onde se colocam os pés!

Esperávamos que a onda rebentasse numa explosão impressionante que culminava numa ascensão de espuma vários metros acima de nós e o caminho ficava livre novamente, por uns segundos (necessários), para atravessar para a próxima etapa.

Outra rocha e assim sucessivamente ate chegar a desejada praia a jusante da cabana onde pernoitamos embalados pelo som do mar.

 

 (Fotografia de Miguel Miraldo)

  

Num determinado momento, uma das minhas havaianas cede e torce-se (não são o calçado ideal para andar em cima de rochas é um facto!), tropeço, agarro-me num “mano a mano” à rocha lascada com inúmeras laminas afiadas, numa intimidade em que “lhe” implorei um abraço reciproco “NÃO ME DEIXES IR!!!”.

Perdi os segundos a que tinha direito para a minha passagem para a rocha seguinte e fui coberta e esmagada pela força da água que me faz deslizar, com o devido atrito e posteriores sequelas, pela rocha abaixo.

Eu só não queria soltar-me e ficar à demanda da corrente. Aí as consequencias seriam mais graves!

O pior passou, sentia dor e ardor mas galguei a rocha com a uma força e vontade que antes não existiam. A adrenalina faz milagres.

 

Cheguei a um topo um pouco mais seguro, contudo ainda ao alcance da água.

Eu levava comigo a câmara fotográfica do meu irmão à tiracolo numa bolsa de viagem bem volumosa, muito mais resistente que poderia achar, já que fiquei submersa na água por segundos.

Logo que ganhei algum tempo abro a bolsa embebida em água e saco a maquina num gesto rápido e preciso e prossigo caminho com o braço esticado, a mão ao alto a segurar a câmara.

A F. ao avistar-me lança-me uma expressão de espanto e diz: Calma! Vamos tratar disso e vai ficar tudo bem!

Olho para as minhas pernas encarniçadas do sangue que escorria e percebi que me tinha magoado à séria. Os cortes não foram profundos embora numerosos, os hematomas foram significativos mas não tiveram consequencias maiores.

 

Perdi os chinelos, feri-me e mergulhei a câmara fotográfica do meu irmão no mar.

 

O meu irmão enfureceu-se com a minha preocupação com a maquina, o que poderia levar a uma segunda colheita pelo mar.

É bom interiorizar que nestas situações o material não é importante e os acidentes mais graves acontecem muitas vezes por essa preocupação. Contudo a câmara salvou-se, felizmente!

 

Embora eu queira muito, ainda não tenho a força de braços que tinha antes e tenho que ter uma postura mais conscienciosa e defensiva nestas situações. Tenho que ter paciência!

 

Ainda com havaianas, mas com outro protagonista - o meu irmão - no caminho para casa, agora pelo mato a dentro (uma alternativa mais segura e com algumas surpresas também), torceu uma havaiana (outra vez) e deu um mergulho direto numa poça densa de lama.

Ouço um splash, olho para trás, procuro o meu irmão branquinho e imaculado e encontro uma personagem castanha enlameada e irritada! A situação serviu de analgésico para as minhas mazelas e ainda me fez dar umas boas gargalhadas.

 

(aguardo uma foto ilustrativa da hilariante situação :))

 

Para mim Havaianas nunca Mais!!!

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publicado às 07:13

Gosto de saber...

por parasergrandeseinteiro, em 22.10.13

  

Tenho sido desafiada pelas regras deste "jogo".

 

Há meia dúzia de dias virei as costas a esta batalha, dei esta guerra como vencida. Verguei-me a isto, apeteceu acobardar-me. E que ninguém ouse dizer que não é assim!

Eu já senti muito sem desistir, aceitei sem porque's e agora... levei o golpe baixo, aquele que nos leva ao tapete.

Afinal de contas, qual é o limite?

 

Quis ir ao fundinho do buraco. Às vezes faz bem.

Cansei-me de ver sempre o lado positivo das coisas. Andar no escuro e fazer de conta que a vida é colorida só porque acredito que vai ser...

 Nesta ultima facada EU QUIS desistir! Foi por momentos mas precisei que fosse assim.

 

Gosto de saber:

A tua mão agarrou-me e contrariou-me a direcção, o teu abraço disse-me para ter calma, os teus olhos dão-me um espaço confortável para estar, chorar ou ate sorrir para ti.

 

As más atitudes são de quem as toma, mas rasgam o coração...

Não era preciso ser assim. E não tem que ser assim!

O mau trato por cobardia, falta de fiabilidade, egoísmo, infantilidade (eu sei lá de onde vem tamanho desastre) não chegam para eu perceber a "pancada seca e certeira" que me derrubou.

 

Lealdade! Elejo a Lealdade como o mais nobre dos princípios.

 

Gosto de saber:

Que o teu braço firme existe. Não por mim, ou só por mim, mas porque me vês para alem deste "espalho".

Tu sabes que acredito no bem, e reforças-me os meus pilares... e como preciso disso!

Fazer bem é sempre mais difícil, mas é assim que se faz. E vale sempre a pena fazer o melhor! 

 

Gosto de saber:

Que ainda há muito para eu admirar e acreditar.

 

 

Gosto de saber:

Os teus olhos confiam que eu devagarinho ganho o brilho da esperança que me caracteriza.

Eu tenho a certeza, porque eu quero isso.

 

Eu nasci para acordar a sorrir, para dar e receber abraços sinceros, para viver na verdade. 

Chorar e rir na medida certa...

Destruirmo-nos uns aos outros "não vale"! 

 

Gosto de saber:

Que, se por acaso tive a pouca sorte de me enganar muito no passado, hoje tenho ainda mais a certeza que tenho a sorte de ser como sou

...e Gosto de saber:

Que ainda há braços e abraços que seguram como os teus. Eu cai, mas não me "aleijei".

 

Tudo agora faz sentido, e questões não restam mais.

Foi da pior forma, mas assim se fechou um ciclo. Definitivamente!

Gosto muito de o saber!

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publicado às 09:56


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