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Um fim de semana MARAVILHOSO!

por parasergrandeseinteiro, em 30.07.15

O plano inicial era fazer um dia neve. Acordaríamos bem cedo, por volta das 5 da manha e 180 km depois estaríamos no monte Baw Baw. Com o aproximar da data e o crescente entusiasmo, os planos mudaram e decidimos ir para o monte Buller, a 270 Km de Melbourne, por ter melhores condições de neve. Sendo assim ir e vir no mesmo dia deixou de ser uma opção.

Como não havia alojamento disponível tão em cima da data, os meus compinchas decidiram acampar por lá. Adorei a ideia nos primeiros segundos e dei toda a forca, mas logo depois caí em mim. Acampar? Selvagem? Estão -2°C!?

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As pessoas que tomaram conhecimento do nosso plano riam-se ou ficavam escandalizadas. Eu nunca tinha acampado por aqui, muito menos no Inverno e muito menos ainda na neve... Movida pelo receio liguei-lhes a dizer que era melhor pensarmos noutra opção porque não queria ficar com uma pneumonia. Convenceram-me facilmente com o seu entusiasmo e espírito de aventura.... Sou uma fácil, mas adoro esta sensação de liberdade e de sentir borboletas na barriga!

Comprei equipamento e um casaco de neve, levei três sacos-cama e uma saco de agua quente (fez parte do acordo aquando da negociação, para me aquecerem agua antes de dormir).

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Chegou o dia, sexta-feira, e partimos pelas 6 da tarde já com noite serrada. Subimos parte do monte Buller e paramos para dormir já bem no cimo do monte. Na manha seguinte estávamos relativamente perto estancia e começamos a esquiar o mais cedo possível.

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O que eu adoro estar rodeada de frio e neve com um café quente na mão logo pela fresquinha!

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Na primeira noite montamos a tenda a chuva. Durante os dois dias não houve banho para ninguém. Toalhitas húmidas em casas de banho quentinhas, na estancia ou em restaurantes, foram essências para manter os mínimos.

Alugamos correntes para as rodas carro mas perdemos uma no caminho. Ainda voltamos para trás para a encontrarmos mas de nada serviu.

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Na segunda noite já não chovia, só nevava (hehe), mas foi a noite que melhor dormi e de manha quando acordei abri a tenda e tinha 5 cangurus a olhar para as tendas com um ar de: “Quem são estes intrusos que ocuparam o nosso território?”. Maravilhoso!

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Arrumamos as trouxas e seguimos caminho e paramos para comer em restaurantes e pubs deliciosos e quentinhos.

Pelo caminho tivemos alguns contratempos como troncos caídos no meio do caminho. Nada que nos impedisse de seguir depois de os desviar para berma!

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Adoro sentir (assim) a natureza, de manha à noite sem os confortos da vida moderna. Tudo se relativiza e olhamos mais para dentro de nos e para o que realmente importa.

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Fiz Ski, todo o terreno, hiking, conversei e ri muito, relaxei... Eu adoro o S e o M, são dois amigos que conheci há pouco tempo, aventureiros e loucos mas que confio e admiro muito. Relembram-me sempre como é bom testarmos os nossos limites.

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Quando cheguei a casa, tomei um banho quente "tão desejado" e ao deitar-me na minha cama confortável senti uma enorme felicidade. Foi uma aventura muito especial e o meu coração estava cheio.

Nota: desta vez não vim tão destruída como na ultima vez que decidi acompanha-los para fazer um fim-de-semana de bicicleta de montanha, também no Monte Buller.

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publicado às 05:10

Ui! Acho que arranjei uma carga de trabalhos!

por parasergrandeseinteiro, em 23.09.14

Adoro pão!

Casa sem pão, é para mim... um desconforto! Não há pão, não há comida!

 

Desde que sai de Portugal que nunca consegui encontrar uma padaria que me agradasse. Resolveu-se o assunto com uma maquina de pão.

Não é pão de Mafra ou Algarvio mas estou super feliz com os pães deliciosos que preparo. Muito mais saudáveis e variados!

 

Agora vamos ver quais as consequencias de comer pão quente todos os dias!

 

Vou ter que me controlar!

 

 

 

 

 

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publicado às 08:01

Churchil Island - Victoria

por parasergrandeseinteiro, em 23.09.14

Os dias têm estado cada vez mais agradáveis e o frio já não é um impedimento para passear o dia todo.

Adoro esta fase do ano, despedir-me do Inverno e receber os dias de Primavera cheios de brilho.

Há umas semanas atrás fui a Churchil Island. Mais um local maravilhoso...

 

 

Hong Kong tinha uma cultura de Hikes de que sinto falta. Havia grupos organizados e funcionavam perfeitamente e exemplarmente. Acho que é das poucas best practices que me impressionaram por lá.

A hora/ local eram marcados e como eles diziam: "Se chegares tarde não precisas de pedir desculpa porque nós não esperamos". Se falhássemos o compromisso mais de duas vezes era muito simples: éramos expulsos do grupo e assunto arrumado.

 

Tentei encontrar um grupo de Hike em Melbourne, à semelhança. Tinha esperança que fosse como em Hong Kong e que pudesse ter umas actividades semanais garantidas por sítios que ainda não conheço.

Pois bem, a experiencia foi tal que o lado positivo foi: estar certa de que não se volta a repetir. Pelo menos com aquele grupo!

60% do tempo foi à espera de pessoas atrasadas, perdidas, que estavam a comer.... sei lá! Uma organização inarrável! 

Eu já espumava! E tive que me conter muiiiito para não por aquela gente toda na ordem... Perder tempo ataca-me os nervos!

 

Por isso Churchil Island, voltarei para te caminhar de uma ponta à outra mas pelos meus meios!

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:41

Coisas diferentes. E mais simples!

por parasergrandeseinteiro, em 14.09.14

Há uns tempos atrás fui convidada de véspera para o casamento de um colega de trabalho, mais propriamente para a festa pós casamento. 

Não estava certa de como funcionam as coisas por aqui mas rapidamente me apercebi que são mais práticos do que estou habituada. Aparentemente o casamento propriamente dito é para os noivos e parentes mais próximos e a festa estende-se ao resto dos convidados. Parece'me lindamente.

Nesse dia fui dar uma grande volta de bicicleta de manha com o J, chegamos a casa cansadíssimos, tomei banho e fiz um almoço deliciosos para nós.

A meio da tarde comecei a aprontar-me, maquilhagem e cabelo... e as 17h00 fui apanhar o tram para o centro da cidade.

O festa foi no ultimo piso edifício EUREKA, o mais alto da cidade. Uma vista de 360 graus sobre a cidade toda! (mas para quem já viveu em Hong Kong nada de mais, só bonito).

 

 

Durante a viagem para o casamento usei a bela da sabrina rasa e a poucos metros da recepção do edificio passei para os 12cm!

 

 

 

 

Tenho a dizer que me soube lindamente fazer o meu programa de fim-de-semana e apenas ao fim do dia de sábado ir ao casamento. Sem grande logísticas, nem stresses, e acabou por ser muito agradável.

 

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publicado às 04:50

...

por parasergrandeseinteiro, em 13.09.14

 

 

Dou-me conta de como o tempo passou desde que cheguei a Melbourne. Não interessam os meses que são na realidade mas sim o que os preencheu.
Muitas etapas se ultrapassaram. Problemas que ganharam a importância a que tinham direito ‘naquele’ momento e se resolveram ou passaram simplesmente a fazer parte.
Dou-me também conta de como a vida é cheia de conquistas (e perdas), vivências, aprendizagens de mil naturezas... e o que interessa no fundo?

Estou num país muito longe de onde originalmente sou, estou com os pés voltados para Portugal, longe de tudo o que aprendi a ser-me familiar, sem o dia-a-dia com a minha família e amigos, privada das comidas que me fizeram crescer e que são a minha referencia, com uma barreira linguística ainda muito significativa. Podemos falar tudo numa língua mas as piadas e trocadilhos ficam muito aquém do que poderiam ser na nossa língua original, e isso dêem-se as voltas que quisermos é uma barreira social. Melhorará sempre, mas ate lá só me resta resiliência e saber relativizar.
Sou uma pessoa caracterizada pela espontaneidade, e custa mais a ser quem sou noutra língua mas... consigo sempre. 
Sei perfeitamente, porque farei por isso e por relatos de amigos em idêntica situação, que só o tempo o resolverá.

Procurar casa, procurar trabalho, perceber os transportes, sistema de saúde, vistos, fazer conhecidos e depois amigos, adaptar-me a ter o Inverno no Verão, conduzir do lado contrario, acordar quando a minha avo vai dormir...
Por outro lado, honra seja feita há natureza maravilhosa que me sorri todos os dias, pássaros coloridos, ar puro, jardins cheios de flores e muito bem cuidados, cangurus que amo de paixão, uma costa maravilhosa, mar a porta de casa, pessoas simpáticas e amáveis, o por do sol mais bonito que ja vi, uma boa vida no geral... A Austrália é um sitio fantástico para se viver.

E o que interessa realmente?

Para mim: ser feliz com o que tenho. O mais possível, e na maioria das vezes consigo.
Os obstáculos existem (sempre) em qualquer lado. Há muitas coisas que pesam, questões (residuais) que não se resolvem e fazem parte de nos. É um processo de balanço.
Mas se tivesse que escolher, voltaria a fazer tudo igual, ciente do "preço" da distancia. Esse instalou-se na minha consciência, não somos “amigos” mas convivemos os dois.

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publicado às 12:57

Sydney

por parasergrandeseinteiro, em 01.08.14

 Oprera House

 

 

 

Sydney Bridge

 

 

Adorei esta marginal, com uma baía muito charmosa cheia de restaurantes convidativos para relaxar e saborear uma boa refeição ou apenas um bar para beber um copo de vinho e sentir o sol a esconder-se num degrade de tons quentes que se fundem no escuro da noite, sendo substituídos pela linda iluminação que toma conta deste tão famoso porto da cidade de Sydney.

 

 

Bondi Beach:

 

 

 

Uma das praias mais famosas de Sydney, mais uma vez preenchida por famílias, cães e seus donos, desportistas, turistas... uma imagem tão característica da Austrália. 

 

 

 

 

 

 

Featherdale Wildlife Park:

 

 

Sou apaixonada por cangurus. A visita a este parque natural deu para "tirar um pouco a barriguinha de misérias".

Pobres animais não têm culpa desta minha obsessão! Mas são uma fofura que não se aguenta.

 

 

 Wombat, mais uma fofura!

 

 

Coalas dorminhocos ao nível das 17h de sono por dia. Fiz (MUITAS) festinhas e este pequeno coala que dormia profundamente. Não fosse a tratadora dizer-me para não lhe tocar na cabeça, saía lá desconfiada da veracidade do exemplar.

 

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publicado às 10:31

Uma manhã muito especial

por parasergrandeseinteiro, em 09.07.14

Andar de bicicleta é uma forma de me deslocar económica e facilmente e que acima de tudo me dá muito prazer.

 

Melbourne está preparada para ter bicicletas, peões e carros em simultâneo em quase todas as ruas, com estacionamento apropriado, o que permite utilizar a bicicleta como um meio de transporte, por ora o principal para mim, de uma forma cómoda. Obviamente quando chove torrencialmente é desconfortável e fico toda suja dos salpicos...

 

 

 

 

Tenho descoberto sítios lindos com a a minha bicicleta. Houve uma manhã destas de Inverno, que aqui mesmo perto de casa, me meti por uns caminhos de "cabras" e tive uns bons Kms de silencio, paz e uma vista maravilhosa.

Foi uma manhã especial, um momento meu.

 

 

 

 

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publicado às 23:37

Vivendo e aprendendo. Sempre!

por parasergrandeseinteiro, em 03.07.14

 

Há dois meses e meio atrás, paralelamente à incessante e activa procura de emprego, investiguei cursos de conversação de inglês aqui por Melbourne.

O meu objectivo era no tempo que não estivesse a trabalhar, pudesse interagir e alinhar-me com a cultura australiana, melhorar o meu inglês, não estar o dia inteiro sem um objectivo concreto (embora tenha sempre tido os meus projectos pessoais), manter a cabeça sã e ocupada... e todas as vantagens óbvias de quando nos expomos a novos ambientes.

O resultado foi: participar em 3 cursos de inglês e um “Job Club”, em regime de voluntariado.

Não fazia ideia para o que ia… mas cedo me fascinei com a experiência que tive principalmente neste último.

 

Há uns anos atrás movia-me de garagem para garagem (casa-empresa-ginasio-casa), as pessoas com quem estava eram todas da mesma “prateleira”, “etiqueta”… Por esta razão cheguei a deixar o ginásio poch que frequentava para mudar um pouco de ares e fui para a piscina municipal perto da casa onde vivia na altura em Entrecampos.

Nessa altura confesso que me sentia embebida numa realidade muito pouco interessante, homogenia, alimentada por requisitos que nada me diziam. (Esta reflexão tem sido feita nestes últimos tempos porque me vi a viver uma realidade completamente diferente, e realmente a vida é um “sopro” e dá uma voltas muito refinadas.)

Estas voltas que são confusas, desafiam-nos, a mim têm-me feito crescer e melhorado como ser humano.

 

Melbourne, e as principais cidades Australianas, são muito multiculturais.

Adoro essa característica, adoro ir na rua e ver "de tudo", há espaço para todos os estilos e culturas. Sentem-se as diferenças cravadas na fisionomia de todos, mas todos andam de um lado para o outro nos seus desafios e lutas… somos todos "iguais" com as mesmas fragilidades, desejos e susceptibilidades (grosso modo).

 

Gosto de sentir esse crescimento dentro de mim, lidar com a diversidade ao ponto de a ignorar… e aqui não me refiro a origens mas a histórias de vida. O que “para aí há” que nós nem capacidade temos de imaginar.

Basicamente estou a gostar deste "sair da bolha".

 

Nestes cursos que frequentei, e que agora chegaram ao fim, comecei por estranhar conversas e opiniões e terminei a perceber (e não só compreender) muitas atitudes e motivações. Tão diferentes, tão mais complexas do que a nossa “feliz” e “fácil” realidade.

Há coisas que não esqueço, nem nunca quero esquecer, como por exemplo uma conversa com um refugiado do Afeganistão. Veio numa barqueta em condições miseráveis para Melbourne, como o seu irmão que numa altura diferente ficou a meio caminho num acidente. Cá está ele, sem o irmão, sem visto de trabalho ou residência numa família de acolhimento… mas sorri. Qual a motivação para dar uma gargalhada, aprender inglês com gestos e palavras-chave naquele contexto difícil… Ali estava ele de cabeça erguida!

Houve alturas em que me senti encapsulada na minha condição, complexa mas tão mais fácil e feliz que a dele. Ok, não podemos comparar tudo à fome no mundo, cada um tem as suas dores, mas é sempre bom perceber “as vidas”.

 

No Job Club impressionou-me a dedicação dos facilitadores voluntários que organizaram o curso, tão bem… aprendi tanto sobre curriculums, cartas de apresentação, motivação, expressão de interesse, como fazer entrevistas telefónicas e presenciais e tantas outras dicas.

Já não sou uma novata na procura de emprego, e já fiz dezenas de entrevistas, mas temos sempre coisas para aprender.

E eu aprendi tanto! Guardo esta experiência no meu coração. Fez-me sentir que o tempo que não estive a trabalhar foi muito bem aproveitado com outros investimentos pessoais. Não foi fácil por muitas razões, mas fica uma lembrança muito especial.

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publicado às 09:49

Um sítio que adorei conhecer e quero voltar!

por parasergrandeseinteiro, em 29.06.14

Lentil, um espaço onde se come, bebe, toca-se e ouve-se música ao vivo, convive-se e socializa-se baseado num modelo de generosidade, amabilidade e inclusão. Se tirarmos o que nos "veste" somos todos iguais, precisamos todos do mesmo.

Uma comunidade de voluntários (cozinheiros, empregados de mesa, músicos...) que dão o contributo no que melhor sabem fazer, e o resultado é fabuloso.

 

 

Um sítio que investe no "melhor" da humanidade, que faz de cada mesa um espaço de partilha por todos os que lá couberem.

Um sitio igual para todos, com equidade, fomentando o convívio.

Não há preços para os menus. A comida é boa, na minha opinião deliciosa. Ao pequeno-almoço comi panquecas com iogurte e fruta, café e chá, ao almoço comi um mix de vegetais, ovos escalfado e molho vinagrete.

 

 

 

 

 

 

Cada um paga o que entende, ou o que pode, no final da(s) refeição(ões) e coloca o seu contributo consciente e justo na caixa da honestidade.

O principal objectivo desta comunidade de voluntários é criar a consciência básica de justiça e entreajuda, que às vezes nos escapa, para que os que possam contribuir mais compensem os que não têm tantas possibilidades de o fazer.

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publicado às 10:31

Uma casa Portuguesa

por parasergrandeseinteiro, em 27.06.14

Uma casa Portuguesa, é sempre uma casa Portuguesa e tem sempre dois abraços abertos com certeza!

Este fim-de-semana chegou de Portugal um amigo, que conheci cá em Melbourne. Foi matar saudades da família, amigos e do nosso cantinho à beira mar plantado.

Para o receber:

 

 

Uma feijoada de choco (que por acaso foi de lulas), vinho, pudim de ovos e uma mesa cheia de amigos.

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publicado às 02:45

Já no final da "road Trip"

por parasergrandeseinteiro, em 26.06.14

 A última "voltinha" (2014.06.14 and 15)

 

 

 

Perth:

 

 

 

 

 

City Beach: Mais um pôr-do-sol

 

 

 

 

Cottesloe Beach:

 

 

 


Sorrento beach:

 

 

Fremantle (tem muitos edifícios coloniais e mercados, muito agradável para "bater perna"):

 

 

E assim terminou uma "Road Trip" de Perth a Exmouth e de Exmouth a Perth. 

Apanhei o avião de Perth para Melbourene de coração cheio.

 

 

 

Resumo: WESTERN AUSTRALIA trip

2014.06.07

Pináculos

Lancelin Beach

 

2014.06.08

Geraldton

Shell Beach, Wulgada

Shark Bay - World heritage area: Hamelin pool (Estromatolitos)

 

2014.06.09

Shark Bay - Monkey Mia - Dolphin resort

 

2014.06.10

Exmouth Lighthouse/ SS Mildura Wreck

 

2014.06.11

Tantabiddi Boat Ramp, Ningaloo Marine park (tubarões baleia)

 

2014.06.12

Cape Range National Park:Yardie Gorge trail

Turquoise Bay - Bloodwood Creek

 

2014.06.13

Coral Bay: Ningaloo reef

 

2014.06.14 and 15

Perth

Frementle

Cottesloe Beach

City Beach

Sorrento beach

Melbourne

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publicado às 04:33

Cape Range National Park

por parasergrandeseinteiro, em 23.06.14

Um parque natural maravilhoso ao longo da costa do Ningaloo reef onde tive oportunidade de ver muitos cangurus (wallabies) e Emas 

 

 

 

 

 

 

Fui fazer a caminhada pelo Yardie Gorge trail com uma vista privilegiada sobre o Ningaloo reef:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

Parei numa praia considerada das mais bonitas da Australia: Turquoise Bay

 

   

Bloodwood Creek:

 

 

 

 

 

  

2014.06.12 

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publicado às 03:02

Uma viagem por "Western Australia"

por parasergrandeseinteiro, em 06.06.14

Começamos hoje uma viagem de Perth a Exmouth, passando por Shark Bay, Monkey Mia, Coral Bay, Ningaloo Reef... Aí vamos nós!

Uma grupeta de cinco bem dispostos!

 

 

 

 

 

2014.06.07 Lancelin Beach, WA

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publicado às 14:16

...e eis que tenho uma nova companheira

por parasergrandeseinteiro, em 31.05.14

Com tantas condições para fazer deste meio de transporte uma eleição, só não tinha comprado uma bicicleta mais cedo por falta de oportunidade.

Ciclovias por toda a cidade, espaços amplos e planos, possibilidade de fazer desporto e ainda é custo efectivo a longo prazo.

Comprei ontem a minha primeira bicicleta, em segunda mão!

 

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publicado às 06:59

Meu Twingo Boy!

por parasergrandeseinteiro, em 29.05.14

Foi o meu primeiro carro. Não o recebi novo, mas nem uma mão cheia de anos contava na altura.

Cada vez menos me prendo a bens materiais. O valor das coisas está nas lembranças que guardo e andar com tralha deixou de ser o meu género.

Hoje, 20 anos depois, o meu pai vendeu-o a um coleccionador de Twingos. Achei piada!

 

Gosto muito de me lembrar de todas as aventuras que vivi neste carro e tão carismático que se tornou no meu grupo de amigos.

Quantas pessoas transportei, quantos Kms lhe fiz...? E poucas vezes me deixou mal.

Rebentei-lhe uns pneus, queimei-lhe a cabeça do motor e mais umas quantas peripécias às vezes a horas impróprias. Cumpriu e adorei ter um Twingo, não roxo como havia quem o achasse, mas CINZENTO! ;)

 

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publicado às 09:32

Passeios ao fim do dia

por parasergrandeseinteiro, em 28.05.14

Por aqui, ao fim do dia, correm, anda-se de bicicleta, caminha-se, pesca-se... Sente-se um espírito relaxado e muito saudável.

 

No worries! Be happy!

 

 

 

 

 

Das melhores coisas de viver em Port Melbourne!

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publicado às 08:58

Williamstown

por parasergrandeseinteiro, em 25.05.14

Adoro passear ao fim-de-semana. Ter o dia todo dedicado a uma causa... Simplesmente cirandar e contemplar as paisagens!

Ontem o destino foi Williamstown. Apenas a 9Km do centro da cidade, com uma marginal e uma baía muito bonitas. Um dia de Outono aquecido pr um sol ousado e ilustrado por uma bonita paisagem.


 

 

 

 

 

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publicado às 10:41

O meu dia de aniversario

por parasergrandeseinteiro, em 28.04.14

Sempre festejei os meus anos e gosto de festejar as mais diversas ocasiões. É, para mim uma forma de estar na vida, celebrar momentos é tomar consciência de situações e tem tudo para ser um exercício positivo e saudável. Estar de bem com a vida traz momentos felizes e a forma que tenho de "agradecer" o bom que tenho é viver a vida com alegria. 

 

  

Desde sempre gostei de passar o meu aniversário com uma festa, fazer um grande almoço de família, cantar os parabéns com bolo e velas, convidar amigos mais próximos para o almoço em família e ainda fazer uma festa pela noite dentro com muitos amigos.

Em Portugal eu faço anos num feriado, numa comemoração da liberdade logo eu não poderia ser diferente.

Na Australia, não é o dia da liberdade mas é igualmente um feriado de comemoração que assinala a lembrança das tropas Australianas e da Nova Zelândia que serviram e morreram na guerra, ANZAC DAY.

 

O meu primeito aniversário na Australia foi um dia muito bem passado com o meu J e amigos recentes que partilharam um jantar comigo. A minha família, apesar de longe esteve muito perto e contribuiu para o meu dia se tornasse ainda mais especial e feliz, através de mensagens, emails, telefonemas e uma surpresa muito especial: Reuniram-se, pais + tios + primos +avós, cantaram-me os parabéns, sopraram as velas, beberam champanhe numa sessão de skype... fiquei sem palavras e muito emocionada.

 

 

 

 

O J levou-me a uma chocolateria clássica e repleta de delícias de chocolate (a minha perdição) e não consigo adjectivar o cacau quente que experimentei de tão bom que era, só sei que quero voltar lá.

 

 

Esteve um dia muito bonito, frio mas solarengo e seco, o que nos permitiu acordar cedo e ir passear pela cidade para ver as comemorações do ANZAC DAY.

 

 

 

 

 

 

Fomos almoçar os dois, um bom bife Australiano acompanhado com bom vinho.

 

 

Fiz um jantar para amigos, cantamos os parabéns, soprei as velas e comi (muito) bolo.

 

Foi um dia muito, muito bem passado.

25 de Abril, SEMPRE!

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publicado às 10:04

 

 

Se com um/a amigo/a falasse prontamente responderia: De cabeça erguida e cheia de força.

Chora quando tiveres chorar, faz parte, mas não percas nunca a noção da meta que queres atingir.

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publicado às 09:21

Às vezes estão lá!

por parasergrandeseinteiro, em 07.04.14

Ponho-me a pensar, e recordo com a nossa tão portuguesa saudade, pessoas minhas, pessoas que são a minha história ou simplesmente sinto cumplicidade e que me fariam feliz ter aqui por perto. Mas mesmo longe essas pessoas confortam-me por fazerem parte da minha vida.

Há uns tempos ouvi algo muito bonito que registei, - esse “fulano” que me dá o prazer de ser meu amigo -. É bom sentir isso e eu sinto-o.

 

Ser amigo, e estabelecer uma relação de amizade, é algo bastante abrangente. Sou amiga de muita gente e vice-versa. Mas se tivesse que ridiculamente atribuir valores às relações que vou desenvolvendo na minha vida precisaria de uma escala megalómana. Do 0 ao 10…00000 não chegava.

Onde quero chegar é: facilmente se atribui o “titulo” de amigo, mas dentro desta categoria a diversidade de intensidades é significativa. Sinto por (poucos) sentimentos muito fortes, inquebráveis, e a esses considero-os o meu núcleo duro. No outro extremo tenho amigos (muitos) com quem partilho bons momentos, mas a química não é tão forte. E ainda há um estadio mais intermédio, não lhes daria um rim ao contrário dos primeiros mas há para todos os gostos.

...Até porque ser BOM amigo dá trabalho e ninguém é BOM Amigo dos 600 “amigos” do Facebook… 

 

Ouvi uma história bonita, que me marcou… ao ponto de me apetecer escrever sobre ela.

Um grupo de rapazes, que hoje são uns homens nos últimos anos dos 20's e cada um com o seu percurso talhado, tiverem que lidar com esta “cena” da amizade. Se calhar achavam que eram amigos, mas agora acredito que têm a certeza! 

 

Quatro amigos, um por Portugal, outro em Luanda, outro na Alemanha e outro no Dubai… cada um com a sua rotina e uns com mais sucessos que outros… 

Uns homens, que são os mesmos rapazinhos que fizeram viagens de bicicleta, de comboio, entraram na faculdade, partilharam e viveram férias de Verão, sonhos… por aí adiante.

Um deles, que enveredou ou tentou seguir a carreira de piloto, sem cunhas nem “encarregados de educação" com poder económico e de influência para hoje estar onde desejaria, ou simplesmente a exercer… perdeu-se algures no meio do caminho. 

Não sei muitos pormenores mas ouvi sobre a sua infelicidade e actual situação que é difícil. Hipotecou a casa, subjugou-se a pesados empréstimos e está simplesmente apático e aparentemente conformado com o seus insucesso e falhanço. 

Não concretizou e comprometeu os seus numa aposta que não deu em nada… 

Neste momento falta-lhe a motivção e o dinheiro para comprar as horas de voo que precisa para ter algum poder competitivo sobre os pares e assim concorrer a oportunidades fora do país. Porque em Portugal tristemente sabemos que não vai acontecer.

Os outros três nas suas também esforçadas mas melhores sucedidas vidas, inconformados com situação deste último, fizeram-lhe uma proposta: pediram um orçamento de TUDO o que precisaria para se "endireitar", desde a actualização de carteira, horas de voo, viagens e estadia para poder dar o salto final que ficou àquem anteriormente. 

Estamos a falar de uma quantia generosa o suficiente para simplesmente não poder ser… 

 

Cada um tem a sua vida e todos precisam. Mas eles fizeram! Juntaram-se e estenderam a mão. 

 

Não sei se se importa ou não, mas tenho muito orgulho que um deles seja meu irmão.

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publicado às 13:15

Há sempre um preço!

por parasergrandeseinteiro, em 28.03.14

Desde que saí de Portugal sempre encarei a questão da distância com muita racionalidade.

Não me custou deixar Portugal, é e sempre será o país do meu coração, custou-me sim deixar a minha família e os meus amigos.

 

Estar em Hong Kong ou na Austrália não traz grande acrescento à sensação de distância… se precisar de estar em Portugal numa urgência consigo fazê-lo em 27 horas.

Gosto do rumo que a vida leva, não olho para traz a achar que poderia ter sido diferente. Até sinto bastante orgulho no que tenho vivido, conhecido e assim crescido e aprendido sempre.

Faz-me sentido e estou em paz com isso.

 

Mas há uma conta para “pagar” sempre!

...Ultimamente tenho sentido um aperto no coração cada vez que me lembro dos meus pais, avós, tios, primos… tem-me custado assumir cá dentro que a rotina de família, que tanto gosto e aprecio, está quebrada pela distância. Isso dói assim de repente. É um preço tão alto!

E cada dia me custa mais. Apercebo-me das circunstancias da situação e não a vejo como efémera.

As crianças crescem, os adultos envelhecem, e eu também, À distancia!

 

Sinto-me determinada com o meu projecto de vida, sei porque estou aqui e tenho aqui a minha pequena família, construída por mim e pelo J. Mas a “moínha" aparece e de repente parece que a vida passa e deixei algo tão precioso para trás.

 

Tem-me dado para isto, choro um pouco e depois agarro-me com "unhas e dentes" à vida. É assim, tenho que aceitar as circunstancias e ver sempre o lado mais leve e iluminado.

Eu tenho essa família que amo. Tenho essa sorte e esse orgulho. Mesmo estando tão longe.

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publicado às 04:04

A candidatura foi aprovada....

por parasergrandeseinteiro, em 19.03.14

E a casa será nossa!

 

Port Melbourne, será o nosso poiso nos próximos tempos e que feliz e entusiasmada que estou!

 

 

Praia mesmo ali ao lado!

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publicado às 08:43

Os primeiros dias

por parasergrandeseinteiro, em 13.03.14

Os Dias por aqui correm com alguma azáfama.

 

O J começou a trabalhar e está animado.

 

Já temos os nossos 7 caixotes que viajaram 2 meses de barco, de Hong Kong até Melbourne.

Tão bom ter as minhas coisas de novo.

 

...Ter 7 caixas mais umas 6 malas, as da nossa viajem mais umas que o J tinha já deixado cá, tudo num apart-hotel... Está-se a ver o caos!

Ahhh! E mais o bobi.

E no meio de tanto pacote encontrar roupa e sapatos para entrevistas!? Socorro.

As calcas ainda não me servem bem!

E Maquilhar-me?... Eu adoro e costumo maquilhar-me todos os dias, mas já não sabia o que isso era.

 

Lá nos vamos orientando.

 

Há muito para fazer:

 

- Descobrir os melhores sítios para fazer compras, diariamente já que o frigorífico é muito pequeno e não da para acumular grandes coisas.

Ah! Não há fogão, nem forno... Só microondas. Já tenho prática de semelhantes percalços passados e tenho conseguido cozinhar, mas sempre limitada. Por agora evitamos comer na rua, porque estivemos 2 meses a comer sempre fora e porque aqui os preços tiram-me o apetite.

Comer em casa é tão bom. Quando tivermos uma cozinha ainda vai ser melhor. Ando cheia de vontade de cozinhar.

E o J lava a loiça :)

 

- Procurar casa, fazer os contactos, marcar as visitas ou perceber quais as horas disponíveis para visitar...

 

- Abrir contas e tentar fazer transferências... DOR de CABEÇA. Problemas com o banco de HK, pois claro!

Nestas coisas os amigos de olhos rasgados não me deixam saudades. Nenhumas!

Bem, há sempre coisas aborrecidas, entraves e problemas imprevisíveis. Têm que se contornar da melhor forma.

 

- Tento fazer as distâncias a pé para não gastar dinheiro em transportes (caros!!!). Ontem fiz 14 km.

Assim faço exercício e vou onde quero na mesma. Um problema resolve o outro.

 

- Procurar emprego. Já tinha contactos feitos e processos em andamento. Cá estou eu, em entrevistas e contactos. Estou positiva, e estou disposta a ter paciência para encontrar uma boa oportunidade.

É importante relativizar as coisas. É tudo novo, mas tudo se resolve.

 

Encontro-me neste momento a fazer tempo antes de uma entrevista. Cheguei 2 horas antes com receio de me perder.

Agora escrevo, leio e espero.

 

Tudo vai tomando o seu lugar e se ajustando à nossa vontade. Se não ajustamos a nossa vontade as circunstâncias :)

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publicado às 01:40

Comer, orar e amar?

por parasergrandeseinteiro, em 07.03.14

Não foi bem! mas quase.

Comer: Posso dizer que comi muito, às vezes bem e saudável e outras nem tanto. Comi tudo o que me apeteceu. (no meu caso em concreto pode ser perigoso).

Como são maravilhosos os sumos de fruta, as panquecas e os vegetais por aqui...

Mas nos últimos tempos já me sinto saturada do tipo de cozinha. (como já manifestei anteriormente)

 

 

 

 

 

Orado... Não tanto. Embora o meu objectivo de aprender a meditar, e eventualmente conseguir, não estar esquecido, sinto que ainda não é a altura.

Em termos de espiritualidade, têm sido tempos muito bons para mim. Sinto-me tranquila a maior parte do tempo. Reflicto e estou bem comigo, sonho sempre e acima de tudo "olho muito para dentro".

Nestes tempos o que rezei foi para não "engordar"! mas não valeu de muito (Kkkkk)

 

 

 

 

Amado? Amor é o termómetro da minha vida. Não sei viver sem sentir amor. Não o tenho que atribuir necessariamente a alguém, pode ser simplesmente uma forma de estar comigo e/ou com alguém. Contudo, sozinha é bom, mas "contigo" é melhor. E tenho tido tempos felizes.

 

 

 

Vi muitos paraísos, também vi pobreza, vi as melhores cores e senti os piores cheiros… mas descobri na simplicidade as melhores sensações. Trago muito aqui dentro e quero guardar da melhor forma esta experiência fabulosa que tive oportunidade de viver.

Indonésia, voltarei de certeza.

Obrigada.

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publicado às 10:20

Menjangan Island, Bali

por parasergrandeseinteiro, em 22.01.14

Há muito que tinha curiosidade em experimentar mergulho. Por muitas razões e meios diferentes, sempre estive bastante próxima de pessoas que fazem mergulho e a opinião é unânime. Adoram! Por alguma boa razão tem de ser!
Os últimos 3 anos foram extremamente preenchidos com outras prioridades e não consegui satisfazer a minha vontade e entusiasmo. O mais perto que estive não passou de uma experiência numa piscina. Aí fiz o meu baptismo de mergulho mas não foi nada de especial e não deu para deixar o "bichinho".

Agora que tinha todas as condições reunidas para o fazer, já que me faço acompanhar (e muito bem!) de um instrutor de mergulho, não posso! E é mesmo assim… Depois da mina cirurgia e complicação pulmonar pós cirúrgica não é intelingente arriscar. Se acontecer alguma coisa os peixinhos não me poderão ajudar!

Tenho a dizer contudo, que fui bastante bem recompensada nesta maravilhosa paisagem + uma máscara + um snorkel.
É incrível o que o mar esconde no seu intimo, e o que por lá se passa? Que tranquilidade, que ambiente mágico está ali?
Parecia estar dentro de um um mundo de mil cores, onde não há mais nada se não peixinhos, peixes e peixões, moluscos, esponjas e conchas maravilhosas depositadas em corais de mil texturas e cores… Absolutamente petrificante. Eu só não queria incomodar!

Estou habituada a ver peixes em aquários ou mesmo bonitas imagens na Tv mas ali senti-me no mundo de alguém que não o meu e até estava com cerimónia. Estava encantada.
A panóplia de cores e padrões vai para além da minha imaginação e quiça recordação neste momento. Seria dificil fazer uma desenho tão belo!

Não poderei ser uma mergulhadora mas poderei ser uma snorkeler! ;) 

 

 

 

 

 

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publicado às 10:17

Kuala Lumpur - Setembro de 2013

por parasergrandeseinteiro, em 03.12.13

O calor era ardente, a poluição fazia-se sentir intensamente, principalmente quando atravessávamos a estrada. Lembro-me de estarmos uma "eternidade" à espera que o semáforo virasse para encarnado e assim pudéssemos atravessar em segurança. Em vão!... porque não houve forma. Atravessamos assim mesmo, à sorte.

 

Relaxei, comi bem (Sempre!), andei muito... quando viajo é assim: gasto sola, e de que maneira senhores!... é a melhor forma de sentir o destino, é explora-lo a pé. Ter oportunidade de ver as pessoas locais na sua rotina, explorar os sítios menos turísticos e entrar na sua realidade na medida possível.

O meu tom de pele não me permite passar muito despercebida por aqui, mas tento misturar e enlear-me nesta realidade.

 

Não acho que tenha conhecido o suficiente para ter uma opinião justa. Foram 3 dias, 3 dias maravilhosos mas por outras razões!

Kuala Lumpur não me fascinou no geral mas ofereceu-me boas recordações em situações particulares:

 

Petronas: Absolutamente magníficas. Merecem uma visita de dia e de noite... Delicioso por-do-sol!

 

 

 

 

 

 

Torres Petronas: um dos arranha-céus mais altos do mundo. São ocupadas pela companhia Petronas, a companhia governamental do petróleo de Kuala Lumpur.

 

Um evento militar que permitiu aceder aos festejos a haver, música, experiências e simulações. E claro que fiz todo o gosto em participar... bastante divertido!

 

 

 

 

 

Parques naturais e muuuuuito para caminhar, conversar, relaxar... cheiinhos de calor mas sempre bem dispostos.

Pediu-se (Pedi!!! LOL) boleia descaradamente a um simpático individuo que parou para nos dar indicações. Estávamos relativamente perdidos, cansados e a ressacar algo fresco que nos saciasse a sede...

 

 

 

Bird Park! Terminamos a tarde em beleza... Cervejinha fresquinha, conversa e mais conversa e mais cerveja.

 

 

 

(Nota: não é fácil, como se compreende, encontrar álcool num pais muçulmano. Mas também não é impossível!) 

 

Ainda a registar: foi içado uma alerta de tufão numero 8 em Hong Kong que me impediu de voltar na data prevista e fez-me aguardar umas 24h até poder regressar a casa.

 

 

 

Um fim-de-semana intenso mas muito divertido que deixou uma doce recordação!

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publicado às 03:08

Os pontos de viragem...

por parasergrandeseinteiro, em 02.12.13

Aeroporto de Hong Kong, 28 de Setembro às 20:05 (ida para Banguecoque).

 

Faz hoje 5 meses que abracei este desafio: novo projecto de vida. Comecei tudo de novo.

Faz hoje 5 meses que vi os olhos tristes dos meus pais por me verem partir. Grandes senhores que são, levaram-me à fronteira da mudança após uma cirurgia major, "aleijada" nas minhas crenças e esperanças.

 

Apostei alto! Deixei tudo para trás. Um TUDO que se calhar era um NADA, mas nos moldes da sociedade vigente era o adequado e era pelo menos o BASTANTE.

 

Mas eu precisei de "mandar tudo ao ar"! 

Faz hoje 5 meses que me sentei no lugar errado do avião, de cara chorosa, onde dormia e aliviava a dor de partir com algumas lágrimas que se deixavam vencer. Aí, conheci, tive o prazer de conhecer, uma pessoa que assume um lugar de destaque na minha realidade. Sinto-me abençoada por isso. Hoje, esse alguém, podia dar-me aquele abraço, com aquele aconchego, que me saberia a conforto.

 

Eu adoro abraços. Um abraço é abrir o peito, é sentir sem medo e é dar boa energia forrada de carinho.

De todas as possibilidades de contacto físico, linguagem gestual dos nossos afectos não há nenhuma mais completa do que um abraço sentido.

 

Faz hoje 5 meses que depositei todas as energias numa estratégia delineada para uma nova vida, diferente de tudo o que ja tinha vivido.

Na altura pareceu-me uma escadaria enorme, infinita que se perdia bem lá no fundo. Numa nuvem pouco definida. Suscitava uma sensação de mistério e incerteza em relação ao depois.

 

Hoje, 5 meses depois, entrei nessa nuvem, e é difícil perceber o caminho. Se é direito, inclinado, tortuoso... e porque não posso apenas "deixar ir" ao invés de o perceber à priori? Que mania que nós temos de querer controlar o futuro com o presente mesmo ali à mão!

Isto requer trabalho! Nunca é confortável não saber. Talvez o futuro não vá ser como eu achei que queria... Mas... que bom!!! de repente há hipótese de ser surpreendida. Se não for melhor também não terá que ser "mau", pode ser só e apenas diferente.

 

Escolher as minhas guerras e o que me atormenta é uma arte. Não se perde a esperança. Pelo contrario aumenta-se.

O prazer do dia-a-dia não está no que temos mas na forma como o vivemos. E só uma questão de atitude.

Não é fácil nem simples, mas é assim. 

 

Se voltava atrás...? Certamente que não!

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publicado às 12:44

Boas recordações

por parasergrandeseinteiro, em 29.11.13

13 de Outubro 2013, 14:12 Sabang, Puerto Princesa


O mar apresenta-se irresistivelmente azul, musical e ritmado. Embala-me.

A sombra faz-se de arvores robustas e verdes sobre uma cama fofa de areia dourada. E cheira bem!

O azul do mar é obsceno, ate dé olhos fechados o vejo. 

Sinto a tranquilidade, penso na vida docemente, ou então não penso em nada. Só ouço.

Pode parar tudo. Este momento é uma bênção!

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publicado às 02:27

E o amor...

por parasergrandeseinteiro, em 21.11.13

O amor que se pratica no (meu) dia-a-dia, é assim, para entrar a “pés juntos”, egoísta.

 

O amor incondicional sente-se por filhos, por pais… e (aqui) não me atrevo muito porque ainda não tenho a desejada experiencia de ser mãe. Contudo, no (meu) dia-a-dia o amor que se sente está condicionado por um dar e receber e aqui cresce-se e amadurece-se e tornamo-nos em melhores amantes |até de nós mesmos|.

 

O percurso talhado faz-nos melhores, se nós deixarmos e abrirmos o coração. Uma vida inteira talvez não chegue para a perfeição, mas o melhor está na “subida da encosta”.

Para mim, o meu amor é assim algo comparável a uma fé. É um sentido que dou à minha vida.

Se não nos tratam de forma adequada dói, se não nos superam as expetativas já não é o mesmo… lá está, é egoísta! É difícil viver sem ”ele” mas ”ele” é a causa das minhas alegrias, das minhas desilusões e das tristezas. E aqui cabe muito, os amigos pertencem a esse espaço: eu amo alguns amigos, poucos mas amo!

 

Descubro em mim que quando vivo sem amor vivo isenta de autenticidade, falta-me aquela chama aqui dentro. Adoro dar e receber ou receber e dar… um não implica o outro (ou implica!).

 

Dos muitos trambolhões que dou, é imperativo dizer que a vida tem sabido pôr-me à prova e que cada passo à frente é um desafio mais ousado. Como se fosse evoluindo, é exatamente assim que o sinto. Considero-me uma Mulher de sorte por poder crescer e sentir que o amor que procuro (e encontro) e sinto é cada vez mais completo, grandioso, honesto e mais importante que tudo… consciente.

 

“Que bom amar-te pelo respeito que suscitas em mim, pela admiração que cresce por seres tu, pela amizade que existe em nós e porque me fazes sorrir”. E sim, concordo plenamente: que assim seja, eterno, enquanto dure. Depois se a vida assim o ditar, que venha a próxima fase. Mas sempre de peito aberto.

 

“Boa noite meu amor”

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publicado às 12:09

A loucura que por aqui andou!

por parasergrandeseinteiro, em 20.11.13

Sexta feira, dia 15 de Novembro 20:00... a nossa Amália e eu recebemos o meu amigo C. de copo de vinho branco do Douro na mão e muitos abraços saudosos se deram naquela receção tão Portuguesa. Só faltou o caldo verde. Mea culpa (mas não tive tempo).


"(...)uma promessa de beijos

dois braços à minha espera...
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!"

Posso dizer que o entusiasmo era tanto que se bebeu uma garrafa assim 'rápido'? e seguiu-se para o jantar.

 

Mudou-se o ambiente para o México, não nos entregamos aos mojitos mas sim as coronitas...

E lá foi!!! Com muita alegria e boa disposição a bailar, a petiscar e a cantar. Sempre "empurrados" com brindes atrás de brindes!

COYOTE bar, HK

 

O presente de aniversário do C. foi um "corte de cabelo" na cadeira do barbeiro. BEBE!!!!

 

Cadeira de shots. COYOTE bar, HK

 

Estreei-me no 2o bar mais alto do Mundo: OZONE no ICC em HK. Ainda não tinha ido e foi uma boa oportunidade.

A noite foi... muito animada!

 

 

ICC, HKK

 

 

Eu, C., F. e M.

(esta fotografia insistiu em ficar deitada, não me apeteceu aborrecer-me mais depois de tentar 10xs para a por direita - Ficámos e estávamos tortos LOL)

 

Acabámos por regressar a casa com um cansaço extremo e com um nível alcoolémico considerável.

No dia seguinte acordamos doentes e ... a jurar que nunca mais bebíamos. A idade já não perdoa! Mas nada nos impediu de ir bater perna por HK. Mesmo estando num estado miserável. Eu ainda hoje estou doente!

MongKok (considerado dos sítios mais densamente populados do mundo) e central foram os sítios escolhidos para passar o dia depois de uma noite tão sui generis.

 

Stanley, HK

 

No domingo deu para fazer uma passeio pela parte mais costeira da ilha com praias.

Stanley proporcionou-nos uma almoço de esplanada muito agradável num edifício colonial com uma brisa quente e uma boa conversa.

 

Matar saudades, lembrar tantas coisas vividas, rizadas e conversas sérias...

É tão bom receber os nossos e sentir que por mais que o tempo passe as coisas não mudam. 

 

O Colchão extra já cumpriu a serventia destinada. Não se prevêem mais visitas até ao final do ano por isso vou vende-lo assim que for possível.

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publicado às 07:08


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