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Sempre a aprender

por parasergrandeseinteiro, em 19.01.14

(NOTA: Esta bagagem é de duas pessoas e não apenas minha)

 

Esta viagem está a servir entre muitas coisas boas e maravilhosas para perceber como devo viajar para a próxima e evitar cometer os mesmos erros.

Refiro-me a essencialmente a bagagem, porque neste momento se eu pudesse eliminava uns 75%! Já perdi uns 10%... e não sou pessoa de “semear” coisas, mas quando se anda com 2 malas mais uma mochila acontece!

 

Tudo o que se traz carrega-se às costas e ainda se paga excesso de bagagem. Ah pois é!

 

De qualquer forma posso sempre salvaguardar-me com a desculpa que estou a fazer uma viagem "nomada” que é igualmente uma transição da minha vida de Hong Kong para o próximo destino logo não é assim tão fácil viajar só com o essencial.

 

Para a próxima viagem que fizer não me quero esquecer de:

- Chapéu (trouxe)

- Óculos de sol (na trouxe)

- Protector solar (trouxe)

- Ténis (perdi logo nos primeiros dias)

- Chinelos (trouxe)

- Polar/ sweatshirt (trouxe mas é muito fina)

- Meias (trouxe)

- Cadeados para as malas (trouxe)

- Tampões para os ouvidos (mesquitas, motas, galos…) (sempre comigo)

- Lanterna (Nop)

- Fio dentário/ escova de dentes (sempre comigo)

- Toalhitas húmidas e lenços (sempre comigo)

- Corta vento/ impermeável (trouxe)

- Repelente de mosquitos (DEET) (trouxe)

- Lençol/ saco cama (Não trouxe, nem tenho)

- Máquina fotográfica (trouxe)

- Saco estanque (Não trouxe, nem tenho)

- Medicamentos (SempRRRe!)

 

Em relação a roupa, 3 a 4 mudas velhas de preferência, porque tudo o que vem idealmente deve ficar. Eu não queria acreditar mas aprendi bem a lição. Chinelo no pé, roupa confortável e paz de espírito é o essencial para se viver bem estes dias.

publicado às 10:21

BROMO, Ilha de Java, Indonésia

por parasergrandeseinteiro, em 19.01.14
O Monte Bromo é um vulcão activo e é parte do Tengger massif, oeste da ilha de Java, na Indonésia.
 
Com 2,329 metros é uma das atracções turísticas mais visitadas por aqui. O vulcão pertence ao Parque Nacional Bromo Tengger Semeru. O seu nome deriva do javanês Brahma, o Deus criador hindu.
Para chegar à borda da cratera optamos por ir a pé em detrimento das inúmeras hipóteses disponíveis: jipe, pónei, cavalo, mota...
A paisagem é árida e vulcânica, o silêncio é apaziguante e a suave textura do solo contribuem para uma caminhada muito agradável.
 

 

 

 

 

 

 

 

 Já não era o primeiro vulcão que ia ver, mas fiquei de queixo caído com a espectacularidade do que me esperava.

Depois de subir centenas de escadas até o topo, e ainda ofegante, deparo-me com um vulcão obviamente activo, imponente, um cheiro intenso a enxofre e um frio gélido devido à altitude a que me encontrava.

 

 

um vapor denso, quente e sulfurado a galgar a cratera. Uma imagem única e marcante.

Ao fim do dia tive oportunidade de assistir a um magnifico pôr-do-sol, o que fechou esta experiencia de uma óptima forma.

Adorei! valeu muito a pena a aposta no Monte Bromo.

 

 

 

Embora estivesse novoeiro, apanhei uma valente constipação e escaldão.

 

Estadia de 15 a 17/01/2014.

 

publicado às 06:15

A destacar em Yogyakarta

por parasergrandeseinteiro, em 16.01.14

Malioboro street: situada no centro de Yogyakarta, é uma das ruas mais movimentadas da cidade e vive 24 horas por dia do comércio local, pontos de alimentação típica e entretenimento.

Water Palace (Palácio da água): gostei de imaginar que, em tempos passados, o sultão escolhia do cimo de uma torre a concubina predilecta para passar um bom momento na sua piscina privada.

Kraton, Sultan Palace: residência oficial do sultão e sua família.

 

Houve oportunidade para assistir a uma exibição de dança clássica e música tradicional Indonésia.

 

Começou a chover intensamente, aproveitei para deitar uma sesta ao som da chuva em cima da pedra mesmo.

Quando chove a temperatura fica mais generosa e aproveitei para relaxar um pouco.

 

 

 

Bird market: Não fiquei particularmente impressionada. Não gosto muito de ambientes de aviário e havia muitos mais que pássaros, larvas gigantes por exemplo...

 

 

 

 

 

Merapi Mountain: saímos do hotel por volta das 22:00, e começamos a caminhada por volta da 1:00 da manhã. 16km (ida e volta), numa encosta íngreme, escorregadia e com acessos pouco fáceis. Pelo menos para mim que perdi os meus ténis e resolvi fazer esta caminhada de sabrinas.

O objectivo era ver o nascer do sol do cimo do monte Merapi, um vulcão activo. Depois de um esforço aliviado pela motivação de ver o nascer do sol numa paisagem promissora fomos traídos pelo imenso nevoeiro. De qualquer forma valeu pela experiencia.

Templo de Borobudur: um dos centros de budismo mais importantes da Indonésia. É também considerado um dos maiores templos budistas do mundo.

Imponente e colossal. As sua dimensão e cor vulcânica enquadram-se harmoniosamente num cenário verde vibrante que lhe da colo. Este monumento foi restaurado pela UNESCO nos anos 70.

 

 

 

 

 


Templo Prabanam: é um templo Hindu. O maior templo na Indonésia dedicado à Deusa Shiva.

(estadia de 9/01 a 15/01/2014)

publicado às 12:43

Parte 2/3 Indonésia - Ilha de Java, em Yogyokarta

por parasergrandeseinteiro, em 11.01.14

Senti este cheiro logo que aterrei em solo Indonésio. Esta terra tem um perfume intenso e, acredito que, característico.

Rapidamente me apercebi dos sorrisos fáceis e sinceros, definitivamente são um povo especial com características muito peculiares.

É fácil e simples andar feliz por aqui. Todos oferecem sorrisos e simpatia.

 

O calor, embora ardente, dá um conforto constante e faz-nos estar mais perto da natureza que se faz sentir fortemente por aqui.

Quando chove o cheiro intensifica-se, molhamo-nos mas ninguém pára. Molha e logo seca, sem sentir frio.

 

As crianças andam descalças à chuva. Felizes com o novo cenário para as suas brincadeiras, afinal a "chuva faz as pessoas bonitas" e pelos vistos felizes.

 

Caminho o dia todo. Não nada melhor para sentir e perceber a dinâmica e a vida de um local. É uma forma de passar, olhar ou observar as barracas de comida, batik (técnica típica da Indonésia de pintura de vestuário, também aplicada a arte), bijutaria, combustível em garrafas de 1,5L para as inúmeras motorizadas que enchem as ruas numa desordem e anarquia próprias.

As deslocações mais longas ou quando as pernas já imploram por descanso fazem-se de "becak", bicletas com um banco duplo à frente. Estas são pedaladas pelo esforço humano. Os locais de dicam uma vida inteira a este ganha pão. Às vezes magros, velhos e franzinos mas sempre de olho e viva voz para nos oferecerem o seu serviço.

 

A comida é deliciosa, colorida e saudável. Fruta e vegetais abundam por cá.

 

Dá que pensar... Este mundo tem padrões de vida e felicidade tão diferentes. As necessidades são tão relativas, e não me refiro às fisiológicas, obviamente.

Sentir estas diferentes realidades é tão enriquecedor! Dou-me conta como tudo é tão relativo, que sinto reservas ao tecer comentários ou opiniões ao que estranho me parece. Afinal é só diferente...

Quanto mais me exponho a este mundo mais me apercebo de quão reduzidos podemos ser ao impor a nossa visão e opinião quando são baseadas apenas na nossa "pobre" experiência. Somos encaixados em regras tão limitativas que nos tornamos marionetas da nossa sociedade. Algo necessário sem dúvida! Mas de repente... Parece-me tão importante ter noção disso, e perceber porque é assim.

 

Na simplicidade há mais paz. Parece-me. Nós, Temos muito, queremos muito e pouco estamos dispostos a dar. A sobrevivência já não é por fome, sede ou frio. Mas sim por uma mente sã, equilíbrio e felicidade porque de repente estamos sós e deprimidos... E às vezes pouco felizes com a nossa vida.

 

O que tenho a dizer é que em vez de me sentir uma privilegiada perante esta gente, por ter estudos e esclarecimentos mil, sinto uma "inveja saudável" pela sua doce e abençoada "ignorância".

publicado às 14:23

Parte 1/3: Singapura

por parasergrandeseinteiro, em 06.01.14

Para quem viveu em Hong Kong (HK), a surpresa inicial não é marcante. HK é bem mais imponente, consideravelmente mais populado e tem uma vida própria muito característica.

Lembro-me quando fui apresentada pela primeira vez a HK, a imagem do Victoria Harbour ficou-me gravada. Foi uma sensação inesquecível. Aquela vista é inspiradora e arrepiante.

 

Singapura impressiona pela extrema organização e limpeza, essencialmente no centro da cidade.

Pontos curiosos: Não é permitido mascar pastilha elástica e não há um papel no chão. A acrescentar, não se vêem cães nem pessoas a fumar na rua. Sente-se uma certa competição entre Singapura e HK, andam no chamado "taco-a-taco".

 

Ambos têm lojas hiper mega de luxo num tamanho e número surreal, o que a mim não me serve de muito! Em termos de arquitetura Singapura é mais original mas HK tem mais arranha-céus e mais altos. A primeira tem espaços mais amplos, ruas mais convidativas para um passeio relaxado, mas não tem a possibilidade de contato com a natureza de HK quer em termos de híkes/ caminhadas como acesso a boas praias.

De qualquer forma senti que em Singapura há uma certa tentativa de fabricar ambientes, o que em HK pelo facto de haver mais pessoas não se sente tanto e torna a cidade mais carismática.

 

Alguns locais que me marcaram por cá:

 

 

 

 

 

Cidade - centro

 

 

Super Tree Grove

 

 
Marina Bay

 

Marina Bay Hotel

 

 

Pasarella Market

 

 

 

Botanic Garden

 

Bugis Market

publicado às 15:30

Boas recordações

por parasergrandeseinteiro, em 29.11.13

13 de Outubro 2013, 14:12 Sabang, Puerto Princesa


O mar apresenta-se irresistivelmente azul, musical e ritmado. Embala-me.

A sombra faz-se de arvores robustas e verdes sobre uma cama fofa de areia dourada. E cheira bem!

O azul do mar é obsceno, ate dé olhos fechados o vejo. 

Sinto a tranquilidade, penso na vida docemente, ou então não penso em nada. Só ouço.

Pode parar tudo. Este momento é uma bênção!

publicado às 02:27

Momentos que ficam (aqui dentro)

por parasergrandeseinteiro, em 05.11.13

Nesse dia não tinha recebido uma grande noticia. Pareceu-me assim nessa altura.

Queria (mais uma vez) aquele chão seguro e robusto debaixo dos meus pés!

O que se faz sem “certezas” e previsões…? (ui tanta coisa! e também se come e toma banho).

 

Era o final de um dia de trabalho, esperava no portão para embarcar e ocorriam-me milhares de pensamentos, questões...

 

Iria voltar a uma cidade que tinha ficado a “meio”, tínhamos mais para viver do que a primeira vez nos permitiu.

Isso agradava-me, mas confesso que ia desejosa por te ver.

Cresceu aquela emoção e sentimento, mal podia sentir o “mote” para ao avistar-te "fazer a chamada" e acelerar o passo e correr para esses braços.

 

Entrei num paraíso.

Descansei a alma como nunca… 

Vi as cores mais vivas de muito tempo, voltei a cheirar delicias e horrores tao contrastantes e característicos desta cidade.

Recebi e dei muitos sorrisos.

Sentia-me leve, as minhas pernas seguiam a minha curiosidade.

Caminhei até sentir gastar as solas dos sapatos, adormeci no teu ombro na viagem doce e interminável de barco. Fui bem massajada por abençoadas mãos de quem sabe (como adoro aquela forca).

 

Conversei muito (o que adoro falar!), mas vivi pacíficos silencios… Cada vez os aprecio mais.

Chinelo no pé, um trapinho confortável, boa energia, um olhar doce ao meu alcance e dias inteiros pela frente. Um paraíso gerou-se, assim!

 

Consegui isolar aqueles momentos cheios e completos, senti amor pela vida de uma forma tão genuína. Eu estava ali!

Digo com vaidade: Eu sou assim! (sempre que consigo!)

 

Banguecoque, Tailândia. Setembro de 2013

publicado às 09:00

HAVAIANAS... Nunca mais!

por parasergrandeseinteiro, em 23.10.13

As primeiras havaianas surgiram em 1962 inspiradas numa sandália Japonesa típica chamada Zori.

 

 

Gosto do seu design e conforto, e por isso há muito tempo que as uso. Já comprei e ofereci inúmeros pares, principalmente nas viagens que fiz ao Brasil mas… Em termos de segurança deixaram de me convencer.

Por experiência de outrem e agora pela minha própria experiência deixaram de ser a minha eleição.

 

Viagem a Sabang:

 (Eu e o meu irmão. Fotografia de Miguel Miraldo)

 

Outubro 2013, Sabang (Palawan), Puerto Princesa, Filipinas

 O tipo de rocha lascada em forma de bisel disposta em camadas sequenciais da uma uma imagem continua com altos e baixos. Um trabalho muito bem ordenado pela natureza.

 

 (Eu, F. e o meu irmão. Fotografia de Miguel Miraldo)

A travessia por por esta via não era uma grande ideia mas pareceu-nos possível. Aí fomos nos!

Em grupo íamos decidindo: Vamos por aqui, depois por ali, atenção onde se colocam os pés!

Esperávamos que a onda rebentasse numa explosão impressionante que culminava numa ascensão de espuma vários metros acima de nós e o caminho ficava livre novamente, por uns segundos (necessários), para atravessar para a próxima etapa.

Outra rocha e assim sucessivamente ate chegar a desejada praia a jusante da cabana onde pernoitamos embalados pelo som do mar.

 

 (Fotografia de Miguel Miraldo)

  

Num determinado momento, uma das minhas havaianas cede e torce-se (não são o calçado ideal para andar em cima de rochas é um facto!), tropeço, agarro-me num “mano a mano” à rocha lascada com inúmeras laminas afiadas, numa intimidade em que “lhe” implorei um abraço reciproco “NÃO ME DEIXES IR!!!”.

Perdi os segundos a que tinha direito para a minha passagem para a rocha seguinte e fui coberta e esmagada pela força da água que me faz deslizar, com o devido atrito e posteriores sequelas, pela rocha abaixo.

Eu só não queria soltar-me e ficar à demanda da corrente. Aí as consequencias seriam mais graves!

O pior passou, sentia dor e ardor mas galguei a rocha com a uma força e vontade que antes não existiam. A adrenalina faz milagres.

 

Cheguei a um topo um pouco mais seguro, contudo ainda ao alcance da água.

Eu levava comigo a câmara fotográfica do meu irmão à tiracolo numa bolsa de viagem bem volumosa, muito mais resistente que poderia achar, já que fiquei submersa na água por segundos.

Logo que ganhei algum tempo abro a bolsa embebida em água e saco a maquina num gesto rápido e preciso e prossigo caminho com o braço esticado, a mão ao alto a segurar a câmara.

A F. ao avistar-me lança-me uma expressão de espanto e diz: Calma! Vamos tratar disso e vai ficar tudo bem!

Olho para as minhas pernas encarniçadas do sangue que escorria e percebi que me tinha magoado à séria. Os cortes não foram profundos embora numerosos, os hematomas foram significativos mas não tiveram consequencias maiores.

 

Perdi os chinelos, feri-me e mergulhei a câmara fotográfica do meu irmão no mar.

 

O meu irmão enfureceu-se com a minha preocupação com a maquina, o que poderia levar a uma segunda colheita pelo mar.

É bom interiorizar que nestas situações o material não é importante e os acidentes mais graves acontecem muitas vezes por essa preocupação. Contudo a câmara salvou-se, felizmente!

 

Embora eu queira muito, ainda não tenho a força de braços que tinha antes e tenho que ter uma postura mais conscienciosa e defensiva nestas situações. Tenho que ter paciência!

 

Ainda com havaianas, mas com outro protagonista - o meu irmão - no caminho para casa, agora pelo mato a dentro (uma alternativa mais segura e com algumas surpresas também), torceu uma havaiana (outra vez) e deu um mergulho direto numa poça densa de lama.

Ouço um splash, olho para trás, procuro o meu irmão branquinho e imaculado e encontro uma personagem castanha enlameada e irritada! A situação serviu de analgésico para as minhas mazelas e ainda me fez dar umas boas gargalhadas.

 

(aguardo uma foto ilustrativa da hilariante situação :))

 

Para mim Havaianas nunca Mais!!!

publicado às 07:13


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