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Para noites de insónia

por parasergrandeseinteiro, em 10.04.14

 

Flocos de aveia quentinhos!

publicado às 16:38

Pegar ao "serviço"!

por parasergrandeseinteiro, em 25.03.14

Depois da confirmação e burocracias inerentes à nova casa, foi preciso assegurar os mínimos para a mudança.
Aqui as casas raramente estão mobiladas. Não há um talher, uma toalha… só temos as paredes, uma forno e uma maquina de lavar loiça.

Preparou-se “a coisa” de acordo com:
- Nível 1 de necessidade:
Cama, colchão , lençóis e almofadas
Toalhas de banho

 

- Nível 2 de necessidade:
Pratos, talheres e panelas/ tachos

 

- Nível 3 de necessidade:
Maquina de lavar roupa, frigorifico
cadeiras e mesa


Assegurados os níveis 1 e 2 a mudança deu-se. 15 dias depois de chegar a Austrália, a casa (LINDA de morrer) recebe-nos.
É engraçado compor as coisas gradualmente. No meio de muita cabeçada... Irra que o J consegue ser mais teimoso que eu! E como homem que é, vive lá no mundo deles!

As mulheres nasceram para esta logística. Primeiro uma cama e comida e só depois um cofre, a garrafeira… do melhor!

À medida que avançamos no processo o conforto aumenta, e o espaço vai ficando ”nosso”... tudo vai tomando o seu lugar!
É bom fazer um piquenique no chão da sala, mais tarde passar para a mesa e para a loiça nova, depois a toalha, depois um assado no forno… e assim ”subimos a encosta”.

Está a saber bem, e feliz que estou por uns quantos meses depois ter um poiso certo.

publicado às 00:31

A saga do colchão

por parasergrandeseinteiro, em 25.03.14

O J ligou-me a dizer que fomos aceites para a casa e que nos podíamos mudar quanto antes.

Pumba! Uns saltos no meio da rua e um movimento de braços com uma legenda a dizer (YES!!!). A casa tinha feito o clique, candidatamo-nos e fomos aceites! Que bom!

Entre escolher a companhia para ligar a electricidade, água e gás… precisamos de uma cama! E um colchão…

Fui ver o catálogo da empresa sueca que começa com I e acaba em A, e caramba!!! Até o I**A tem preços enojoosos aqui, com a agravante de que preciso de uma cama GIGANTE.
O J passou os últimos tempos a sofrer com camas que lhe deixam os pés de fora. Onde meto eu este homem?

 

Um colchão custa XL e a base para a cama custa XXL… Comprar marcas boas poderá ser uma hipótese mas no início o investimento é grande e queria encontrar algo mais em conta. Mas se tiver que ser será!

Depois de uma pesquisa pela internet a sites de venda de mobília em segunda mão e outros, ponderei… Eu sou muito nojentinha, comprar um colchão em segunda mão não me agrada muito. E caso vá por essa via ainda tenho que contratar a empresa de mudanças para o ir buscar…. Hum…
Aprofundei a minha pesquisa de mercado e encontrei um site de colchões feitos à medida aqui na Austrália, com uns preços muito catitas para a realidade de cá. Resolvi explorar. Liguei para o contacto fornecido, atendeu uma senhora com um inglês muito limitado e um barulho de fundo ensurdecedor, no meio da dificuldade lá lhe consegui pedir a morada para ir ver os "ditos".


”O que é barato sai caro” pensei eu no comboio a caminho do armazém no meio sei lá do que. Mas é um colchão novo, e se não gostarmos vendo-o e compro outro… Mas por ora, pode ser uma solução.
Cheguei ao sitio combinado, toquei e ninguém me abria a porta. Liguei, falei com a vizinhança e lá veio um senhor com um ar ensonado que me levou para dentro do armazém para ver o colchão King Size de 2mx1,88m dentro de um plástico. Pedi para me deitar para experimentar, com gestos e palavras chave (péssimo o seu inglês). Ele acena “Ok” e eu dou a entender que tem pó (do melhor!). O senhor pega no cortinado e estende-o na cama (Gosto dele, pensei!!!). Bem… não é ortopédico como eu queria. Um pouco mole. Mas… é novo.
Negociei o preço e consegui um desconto de 50 dólares, combinei a entrega. Pronto…

O J cabe no colchão, o mais importante, não é duro e consistente como eu gosto, mas serve para o propósito.

A entrega foi outra anedota.

A senhora que anteriormente me atendeu o telefone veio num carro com um atrelado, que à primeira vista parecia um transporte para cavalos, grita-me lá de dentro, de uma forma estridente, que não pode estacionar...

...a solução foi ir tirando as coisas enquanto dava voltas à rotunda. No momento pensei:

1- "ainda bem que o J esta a trabalhar e estou aqui sozinha a lidar com esta loucura”

2- “...e ainda bem que não conheço os vizinhos, nem eles a mim”.

 


Lá se montou a base e colocou-se o colchão. 

 

 

 

Os senhores eram bastante simpáticos e no fim um deles (o de cabelo à tigela encaracolado que pesada uns 100kg (+ alguma coisa) e estava todo suado) resolveu fazer uma piadola e disse-me “queres ver como é resistente?” e mandou-se para cima da cama… Eu sorri muito amareladamente, porque cá por dentro só senti o eco (NÃAAAAAAAO! sai dai!).

Mas o resultado final ficou bonito. Vamos ver quantas semanas ou dias dura esta minha aposta numa empresa de "vão de escada" nacional!

 

publicado às 00:04

A candidatura foi aprovada....

por parasergrandeseinteiro, em 19.03.14

E a casa será nossa!

 

Port Melbourne, será o nosso poiso nos próximos tempos e que feliz e entusiasmada que estou!

 

 

Praia mesmo ali ao lado!

publicado às 08:43

A caça de casa

por parasergrandeseinteiro, em 17.03.14

Por ora, habito num apart-hotel.

Mal cheguei pus “mãos a obra” na procura de casa.

Já tinha feito algum trabalho de base anteriormente e tinha alguns contactos feitos.

 

Aqui o aluguer de casa funciona de uma forma ligeiramente diferente do Mercado português.

As casas são colocadas nas agências (tudo funciona através de agências e não relação directa senhorio - inquilino), se parecer bem marca-se uma visita ou sujeitamo-nos às visitas/ inspecções já marcadas.

 

Depois disso, e se a casa agradar, faz-se uma candidatura com todo o tipo de informação que se possa imaginar: extracto bancário, contracto de trabalho, visto, função actual e anterior, pessoas de referência (idealmente Australianos). E depois vai para avaliação e aguarda-se o resultado.

First in, best dressed! ”Ganha” a melhor candidatura… Está-se a ver o filme!

 

Tenho ido ver umas quantas casas, estou a encarar isto como uma forma de conhecer a cidade (lindíssima), de fazer exercício (embora com a limitação de ter que ir bem vestida para causar boa impressão. Imagine-se!!!) e assim ter uma noção das zonas, vantagens e desvantagens e transportes.

 

No fim-de-semana fomos ver 6 casa e vimos uma casa pela qual nos apaixonamos em Port Melbourne, ao lado da praia.

Fez o clique… Fizemos a candidatura e agora é aguardar.

publicado às 08:37

Hoje deu-me para isto

por parasergrandeseinteiro, em 11.03.14

Sempre quis ter um destes:

 

Ah é “bimbo”! Que seja!

 

Adoro e as minhas costas agradecem!

 

Aqui o mercado (Lindo de morrer!!!), os supermercados e as lojas são todos de rua. O que requer andar a pé.

Estou a adorar a ideia de ir ao mercado e comprar frescos e todas as “coisas deliciosas” que por lá existem.

(em breve farei um post sobre o mercado).

 

Comprei uma boa carne, batata doce, legumes e um vinho e lá vim eu com o meu novo Bobi.

Na verdade caminhei 7 Km, e o bobi a rolar…

 

 

Preparei um jantar mais especial para o meu J para comemorarmos o seu primeiro dia de trabalho.

 

Sempre quis ter um bobi, e hoje foi o dia...

publicado às 11:05

Comer, orar e amar?

por parasergrandeseinteiro, em 07.03.14

Não foi bem! mas quase.

Comer: Posso dizer que comi muito, às vezes bem e saudável e outras nem tanto. Comi tudo o que me apeteceu. (no meu caso em concreto pode ser perigoso).

Como são maravilhosos os sumos de fruta, as panquecas e os vegetais por aqui...

Mas nos últimos tempos já me sinto saturada do tipo de cozinha. (como já manifestei anteriormente)

 

 

 

 

 

Orado... Não tanto. Embora o meu objectivo de aprender a meditar, e eventualmente conseguir, não estar esquecido, sinto que ainda não é a altura.

Em termos de espiritualidade, têm sido tempos muito bons para mim. Sinto-me tranquila a maior parte do tempo. Reflicto e estou bem comigo, sonho sempre e acima de tudo "olho muito para dentro".

Nestes tempos o que rezei foi para não "engordar"! mas não valeu de muito (Kkkkk)

 

 

 

 

Amado? Amor é o termómetro da minha vida. Não sei viver sem sentir amor. Não o tenho que atribuir necessariamente a alguém, pode ser simplesmente uma forma de estar comigo e/ou com alguém. Contudo, sozinha é bom, mas "contigo" é melhor. E tenho tido tempos felizes.

 

 

 

Vi muitos paraísos, também vi pobreza, vi as melhores cores e senti os piores cheiros… mas descobri na simplicidade as melhores sensações. Trago muito aqui dentro e quero guardar da melhor forma esta experiência fabulosa que tive oportunidade de viver.

Indonésia, voltarei de certeza.

Obrigada.

publicado às 10:20

O dia dos namorados, São Valentim... Ou lá o que foi

por parasergrandeseinteiro, em 15.02.14
Não me diz nada. Não sou contra, nem sou a favor. É-me indiferente!
Não censuro ninguém que o célebre ou faça deste dia um dia diferente e especial. Também pode ser. Afinal é sempre bom festejar algo.

Perdi a paciência de alimentar o consumismo destes dias festivos, que para pouco mais servem do que que vender corações e cupidos pirosos. Incentivo ao consumismo em massa não é comigo. O meu tão detestado "andar a toque de caixa".

Mas, mesmo não gostando do dia do Valentim, adorei a ironia do meu dia de ontem e por isso quero regista-lo.

Eu e o J, chegamos a Tana Toraja depois de uma longa viagem e fomos assistir a um funeral típico desta zona. Uma das razões que nos trouxe cá. (Farei um post com mais detalhes brevemente.)

Não mórbido o suficiente, o J referiu-se e repetiu para lá de uma dezena de vezes não "funeral" mas "casamento". Cada vez que se referia à cerimónia para fazer uma questão ou destacar algum pormenor, ao guia, a mim ou a qualquer outra pessoa, pumba! O Casamento!
Melhor ainda é que nem dava conta. Ainda tentamos fazer uma piada com o nosso guia, a dizer-lhe que era quase o mesmo, mas ele não reagiu!
Há para aqui um acto falhado qualquer... Ainda demos umas boas gargalhadas à conta disso!

publicado às 12:32

E tudo muda

por parasergrandeseinteiro, em 11.02.14
Fiz uma mala com dois pijamas, um par de chinelos e um casaco de lã amoroso escolhidos ao meu gosto e oferecidos pelos pais. Pouco mais foi necessário levar. Não eram umas férias, mas o quarto era confortável e apenas para mim.
Estava esclarecida e bem elucidada do que que me esperava. Ou então não estava. Mas também não era preciso.
Entrei na véspera. Aproveitei o serão para terminar um projecto proposto numa ultima fase de entrevistas da minha futura (actual ex) empresa em Hong Kong. Era importante para mim, não tanto como o que iria acontecer no dia a seguir, mas queria fazê-lo e entregar.
Como estaria eu nas próximas semanas? Dificilmente capaz de fazer o que quer que fosse.
O Prof. JF entrou no meu quarto e admirou-se, repreendendo-me de imediato: T, quero-a a dormir quanto antes para amanhã estar fisiologicamente apta para a cirurgia.

Tomei um banho com um líquido, para mim lixívia, embora me garantissem que não, e vesti uma bata que me deixou o rabo de fora. A toca deu o charme final.
Subi para a maca. E ouço a Sra. Enfermeira dizer sobriamente: despeça-se dos pais.
Despeça-se? Oh diabo! Então? Senti a situação como um soco!
Ali caí em mim. Os 7% de taxa insucesso associados à intervenção que me esperava, pareciam-me agora significativos, e nunca me tinham sequer incomodado até data.
Sou muito pragmática e prática nestas situações. A solução para o problema era aquela. Escolhi o melhor cirurgião, tinha confiança nele e queria resolver a situação da forma mais célere. Estava muito positiva.

Lembro-me dos olhos azuis aguados do meu pai, da expressão de ternura da minha mãe que me disse inquieta: até já meu amor, vai correr tudo bem. Estamos aqui à tua espera.

Há pois vai, só pode!
Enquanto me pincelavam para entrar na sala de anestesia, tive uma conversa seria com o meu corpo:
"Nem sempre te tratei da melhor forma, sou gulosa para caramba, fui uma adolescente rebelde e bebi algum álcool e essas cenas que parecem ser "saudáveis" (irónico) para ser um adulto equilibrado e resolvido. Mas agora cresci, como sempre sopa e fruta, bebo muita agua, faço desporto, e sou consciente com a minha saúde... E não é por mim! Até porque não estarei cá para lamentar. Mas as pessoas que estão lá fora não merecem sofrer. Por isso dá o teu melhor!"
E pronto, entrei na sala de Cirurgia e fui super bem tratada. Os minutos que estive consciente negociei uma cicatriz horizontal. Já apalavrada, mas teimosa como sou queria reforçar a ideia. Ficou combinado que não havendo questões de maior assim seria feito. Se complicasse, para além da horizontal teria uma vertical... Justo!

Foi assim que há uma ano atrás fiz uma cirurgia de peito aberto ao coração, para emendar um defeito genético com 30 anos (incrível) chamado "ostium primum", que me traria a muito curto prazo problemas e dissabores na minha vida: hipertensão pulmonar crônica e impossibilidade de terminar uma gravidez... Entre outros.

A cirurgia foi um marco importante na minha vida obviamente, mas esse foi o começo de uma viragem abrupta.
No espaço de um ano tudo mudou. Não tudo, mas muito.
Percebi e aprendi algumas coisas. E descobri uma garra interior que não conhecia.

Primeiro não há amor nem dedicação como o de mãe e pai.
Não ter autonomia, nem capacidades de ter a minha intimidade e higiene. Sentir-me incapaz de me levantar ou subir uma escada. E te-los ali prontos, a postos!, e disponíveis 24h por dia, capazes do inimaginável só para diminuir um milímetro que fosse o meu desconforto ou dores.
Aprendi depois de algumas lágrimas e surpresas que é assim, um amor incondicional sente-se por pais e filhos. Há muitos tipos de amor paralelamente, mas vamos lá crescer e gerir expetativas... Não estão lá sempre. Muito menos quando "é preciso".

Lamentar situações, acontece, mas o mundo não nos deve nada, devemos nós ao mundo. Falo por mim.

Esta coisa de andar para aqui não é fácil, nem sempre percebo o objectivo, mas felizmente vou tendo a maioria das vezes energia positiva e motivação para viver feliz no meu presente e sonhar com o futuro. E a coisa anda maioritariamente de sorriso aberto.

Aprendi que prefiro pedir disposição, motivação e boa energia, se é que isso se pede, ao invés da sorte, do sucesso e derivados. Tenha eu vontade, motivação e um sorriso e meu deus, do que sou capaz! Não é preciso ter muito, mas a proeza de viver com pouco. Essa quero-a!

Aprendi a não ter medo da solidão. Para que? Já estive tão só, achando-me acompanhada. Autocomiseração também já não dá com nada!

Senti que não é tão difícil começar de novo. Pelo contrário, é altamente recompensador. Ainda mais quando se tem uma oportunidade para viver outra vez.
Conquistar espaço e confortos torna-se um estilo de vida saudável!

Despedi-me da minha casa, do meu trabalho, mudei de país, terminei uma relação, comecei um novo projecto profissional, apaixonei-me de novo, senti-me feliz muitas vezes, terminei uma pós-graduação, terminei um contrato, despedi-me de HK, viajei, propus-me a outro projecto... E cá estou, com uma mão cheia de nada e um coração cheio tudo!

Um ano depois, guardo este percurso como a maior das oportunidades que tive na vida.
Desde não conseguir subir um único degrau, até estar do outro lado do mundo cheia de projectos.
Tudo muda!

publicado às 01:26

Onde e como ficar?

por parasergrandeseinteiro, em 05.02.14

Normalmente marcamos a nossa estadia, pelo menos a primeira noite, na véspera de chegarmos ao próximo destino. Através da internet fazemos a nossas escolhas e reservas baseadas nas "reviews" disponíveis e a coisa tem corrido bastante bem.

 

De qualquer forma achámos que saltamos um passo importante. Ver com os nossos próprios olhos, perceber a localização e acessos, negociar o preço e sentir a energia do local é sempre melhor.

Desta última vez resolvemos arriscar, sem marcação temos que nos sujeitar ao que houver didponivel, e enquanto eu bebi um Kopi (café) num qualquer warung (restaurante em indonésio) em Padang Bai e guardei os 300Kg que carregamos, o J foi bater perna à procura de um poiso para nós.

 

Ficamos numa HomeStay chamada Tirta Yoga.

 

 

Para além de ser dos sítios mais agradáveis onde ficámos, tem um pequeno-almoço bom e o preço é fantástico! Uma esplanada no andar de cima e de baixo, um bom quarto, internet... E os Donos são amorosos.

O Sr. Da nossa HomeStay já me ensinou a fazer as suas deliciosas panquecas de banana.

Eu e o J estamos viciados em panquecas de banana, e pelo andar da coisa não me parece que iremos enjoar.

 

Eu ultimamente ando numa de coleccionar receitas e super motivada para cozinhar e conhecer pratos novos, por isso pedi-lhe para o acompanhar a fazer o pequeno almoço. O seu inglês é reduzido mas o pessoal entende-se. Às vezes de formas muitos engraçadas.

 

Nem tudo esta disponível online, pode não correr tão bem das próximas vezes mas vamos voltar a arriscar.

publicado às 04:50

Manhãs

por parasergrandeseinteiro, em 04.02.14
Não há como os cheiro e luz da manhã. Quanto mais de manhã, mais intenso se sente. A natureza acorda e respira diferente. Ainda não "sua", só respira sem esforço.
O calor ainda se sente ténue, mas já aquece.

Sempre adorei manhãs. Costumo dizer que é porque vou comer (eu nasci para comer), mas a verdade é que sou uma pessoa bem disposta de manhã.

Um café na mão, e o mar mesmo ali... Só poderá ser um bom dia!
Um dia com cores lindas!






Geko divers, Padang Bai

publicado às 08:40

Um dia supimpa!

por parasergrandeseinteiro, em 28.01.14

Já por cá apanhamos uma valente constipação. Eu abri as hostes e de seguida tive a amabilidade de partilhar a minha bicheza. Sorte tive eu de contaminar o J nos intervalos de mergulhos, se não teria sido chacinada.

Pessoal doente não mergulha!

Acho que foi no Monto Bromo devido ao excesso de sol e frio, e deu nisto. Vim preparada para calor, não para frio de rachar.

 

A mim ainda não me passou totalmente esta carraspana e ultimamente tenho sentido o corpo dorido, dor de cabeça, algumas irregularidades gastrointestinais... O suficiente para o J estar com preocupações mais elaboradas.

Eu(nós) fui(fomos) muito picada(os) por mosquitos, mas a ilha de Bali não está numa zona de risco elevado de malária e estaremos atentos.

 

Ontem chegamos a Padang Bai. Um destino de mergulho, e rezam os guias que tem uma praia de areia branca. Como o J ia mergulhar pareceu-me uma possibilidade interessante para mim.

 

Depois de uma noite mal dormida porque me senti mal, acordei cedinho pata tomar o pequeno almoço com o J, antes de sair para mergulhar o dia todo.

Fiz-me à estrada em busca da dita praia.

Não acertei logo no caminho e debaixo de um calor tórrido enganar-me no caminho, chegar aortas sem saída estava a piorar a minha disposição. Só queria uma sombra. Subi, desci, curvei...

 

E cheguei lá. Um paraíso!

 

 

 

A única turista na praia.

 

 

Os Indonésios, bem como a maioria dos locais do sudoeste asiático não apreciam banhos de sol. Por isso as únicas pessoas a pisar aquela areia e com acesso aquele mar cristalino era eu e meia dúzia de locais ansiosos por me venderem sumos de fruta naturais, panquecas, massagens...

 

 

Tive um dia maravilhoso.

Conversei muito com eles.

 

Uma jovem de 28 anos, com os seus 3 filhos, que me fazia massagens e me contava as suas preocupações com as crianças e marido que trabalha no mar.

 

 

 

Um rapaz, o Gde, de 26 anos que partilhou comigo durante horas os seus conhecimentos sobre vários países da Europa, na esperança que lhe ensinasse mais uma quantas coisas e enquanto isso treinava o seu inglês.

 

 

Dizia-me ele que se apaixonou por uma Finlandesa e que o seu sonho é ir viver para lá. Fiz uma pausa, olhei em frente para aquele mar fabuloso, baixei os olhos e vi os seus pés negros empoeirados de areia e descalços...

E disse-lhe: não conseguirias viver nem 3 horas na Finlândia.

Ele riu-se e perguntou-me o porque?

Respondi-lhe estão lá -10oC, é sempre de noite, as pessoas não sorriem, não abraçam e não dizem Bom-dia como aqui. E não há este mar, com esta cor.

Ele faz um olhar confuso, e respondeu, mas aqui também só há isto e é sempre assim.

Eu percebi-o. Tudo na vida é relativo.

 

Eu sei que é muito difícil para um Indonésio sair daqui.

E o Gde nunca saiu de Bali. Mas disse-lhe Então vai!

 

Às vezes temos que ir para voltar e saber o que temos. Que é tudo.

publicado às 12:01

Ubud

por parasergrandeseinteiro, em 26.01.14

Rumámos em direcção a sul na ilha de Bali e parámos por Ubud.

Fui novamente surpreendida, mas agora por uma charmosa cidade muito pitoresca. 

Ubud é uma cidade bastante turística e não tão inócua à evolução dos tempos, mas é uma lindeza!

Não só de praia ou de serra se fazem as maravilhas de mais uma passagem. Gosto muito destas ruas delimitadas por casas térreas e pequenas, na maioria das vezes com comércio local, bem cuidadas com flores e cores quentes.

 

A referir: apesar de ser uma cidade turística com marcas globais, há comércio local em cada metro quadrado destas mimosas ruas. 
Pinturas batik ou a óleo, artesanato, vestuário, sarongs e afins...
E o que mais me impressionou é a cultura do café que aqui se prática.
Há estabelecimentos muito bem decorados e muito chamativos. Sente-se a preocupação na escolha das cores, materiais e conforto. No geral as bebidas quentes e frias, bem como comida são maravilhosas!
 

 

 

 

 

Apreciei muito a caminhada pelos arrozais e pelos meandros desta natureza tão densa e cheia de força.

 

 

 

 

 

 Ubud, uma cidade para mais tarde revisitar.

 Estadia de 23/01 a 27/01 de 2014.

publicado às 03:10

Estar para aqui...

por parasergrandeseinteiro, em 25.01.14
Sinto-me finalmente a relaxar, a descansar, a conseguir freiar os mil pensamentos, planos ou expectativas que tenho sempre em carteira. 
Tenho a sensação que já nem sabia descansar e deixar apenas o dia fluir. 
Passei muito tempo a "toque de caixa", como eu costumo dizer. Nem para um almoço de família ou amigos tinha tempo ou disponibilidade. Acordava sempre, impreterivelmente, com o despertador e mais cedo do que o meu corpo queria despertar. 
Agora, acordo com galos. Deito-me numa boa sombra com aragem para dormir uma sesta. Ouço grilos, e animais que não conhecia como o geko, uma espécie de lagarto que manda uns "gritos" potentes e engraçados. 
Não há rádio, nem TV. 
Escreve-se, lê-se, conversa-se, ou então não se faz nada. Esta-se para aqui.

Gosto desta paragem. 
Preciso desta paragem. 
Tem sido importante para me posicionar. 
Não somos nada do que vestimos ou possuímos. 
Eu sou apenas aquilo que me exijo ser. Ser boa para mim e para o que me rodeiam é tão relativo! Somos movidos por estímulos. Perante a dificuldade podemos ter tantos caminhos para seguir. Uns mais fáceis e outros mais difíceis, uns serão melhores e outros mais correctos. 
Mas quem dita essas regras, essas escolhas? Eu apenas. Gosto do que tenho sido e quero sempre gostar do que sou. 

Gosto desta paz que dorme tranquila no meu peito.
Deixei muita coisa desnecessária para trás.

Curioso viver sem grandes vaidades! Logo eu, que tiro tanto prazer de ser vaidosa. Sempre o serei.
Vivi tempos em que nunca calçava saltos rasos, usava sempre maquilhagem, brincos, pulseiras.... Perfume, creme de mãos, unhas exemplarmente arranjadas...
Agora esvoaçam as ondas naturais do meu cabelo, tenho as pernas picadas de melgas e a cara lavada e hidratada. E sinto-me bonita.

Esses tempos hão-de voltar. Mas até lá gosto desta sensação de só estar para aqui. Feliz.



Ubud, Bali, Indonésia

publicado às 10:42

Ainda na ilha de Java: Viagem para Probolinggo

por parasergrandeseinteiro, em 16.01.14

De Yogyakarta para Probolinggo são cerca de 355 Km. Partimos as 7:45 e resolvemos ir de comboio, em classe económica ao invés de ir de avião. Foram oito horas de viagem e uma excelente oportunidade de conviver com os locais e embebermo-nos o mais possível na sua rotina. Éramos os únicos turistas.

 

Desde pés nós bancos (eu também os pus para estar mais confortável), caixas, caixotes e malotes. Comida, café, chá e outras bebidas disponibilizadas por vendedores ambulantes que entravam no comboio em certas paragens. Arroz acondicionado numa folha de bananeira e um elástico mais uma colher por exemplo...

 

 

 

 

 

 

 

 

Bebés desesperados com o desconforto da viagem mas sempre com o pai numa dedicação incansável a socorrer as suas vontades. Mais uma vez destaco: as pessoas aqui são naturalmente dóceis, tranquilas e carinhosas. É muito comum ver manifestações de afecto de pais para filhos.

Acho que é por isso que eu cada vez os acho mais especiais.

São amorosos e sempre sorridentes.

 

(Fotografia a ser publicada assim que as condições de WiFi o permitam)

 

Adorei a experiência!

publicado às 13:04

Parte 2/3 Indonésia - Ilha de Java, em Yogyokarta

por parasergrandeseinteiro, em 11.01.14

Senti este cheiro logo que aterrei em solo Indonésio. Esta terra tem um perfume intenso e, acredito que, característico.

Rapidamente me apercebi dos sorrisos fáceis e sinceros, definitivamente são um povo especial com características muito peculiares.

É fácil e simples andar feliz por aqui. Todos oferecem sorrisos e simpatia.

 

O calor, embora ardente, dá um conforto constante e faz-nos estar mais perto da natureza que se faz sentir fortemente por aqui.

Quando chove o cheiro intensifica-se, molhamo-nos mas ninguém pára. Molha e logo seca, sem sentir frio.

 

As crianças andam descalças à chuva. Felizes com o novo cenário para as suas brincadeiras, afinal a "chuva faz as pessoas bonitas" e pelos vistos felizes.

 

Caminho o dia todo. Não nada melhor para sentir e perceber a dinâmica e a vida de um local. É uma forma de passar, olhar ou observar as barracas de comida, batik (técnica típica da Indonésia de pintura de vestuário, também aplicada a arte), bijutaria, combustível em garrafas de 1,5L para as inúmeras motorizadas que enchem as ruas numa desordem e anarquia próprias.

As deslocações mais longas ou quando as pernas já imploram por descanso fazem-se de "becak", bicletas com um banco duplo à frente. Estas são pedaladas pelo esforço humano. Os locais de dicam uma vida inteira a este ganha pão. Às vezes magros, velhos e franzinos mas sempre de olho e viva voz para nos oferecerem o seu serviço.

 

A comida é deliciosa, colorida e saudável. Fruta e vegetais abundam por cá.

 

Dá que pensar... Este mundo tem padrões de vida e felicidade tão diferentes. As necessidades são tão relativas, e não me refiro às fisiológicas, obviamente.

Sentir estas diferentes realidades é tão enriquecedor! Dou-me conta como tudo é tão relativo, que sinto reservas ao tecer comentários ou opiniões ao que estranho me parece. Afinal é só diferente...

Quanto mais me exponho a este mundo mais me apercebo de quão reduzidos podemos ser ao impor a nossa visão e opinião quando são baseadas apenas na nossa "pobre" experiência. Somos encaixados em regras tão limitativas que nos tornamos marionetas da nossa sociedade. Algo necessário sem dúvida! Mas de repente... Parece-me tão importante ter noção disso, e perceber porque é assim.

 

Na simplicidade há mais paz. Parece-me. Nós, Temos muito, queremos muito e pouco estamos dispostos a dar. A sobrevivência já não é por fome, sede ou frio. Mas sim por uma mente sã, equilíbrio e felicidade porque de repente estamos sós e deprimidos... E às vezes pouco felizes com a nossa vida.

 

O que tenho a dizer é que em vez de me sentir uma privilegiada perante esta gente, por ter estudos e esclarecimentos mil, sinto uma "inveja saudável" pela sua doce e abençoada "ignorância".

publicado às 14:23

Boas recordações

por parasergrandeseinteiro, em 29.11.13

13 de Outubro 2013, 14:12 Sabang, Puerto Princesa


O mar apresenta-se irresistivelmente azul, musical e ritmado. Embala-me.

A sombra faz-se de arvores robustas e verdes sobre uma cama fofa de areia dourada. E cheira bem!

O azul do mar é obsceno, ate dé olhos fechados o vejo. 

Sinto a tranquilidade, penso na vida docemente, ou então não penso em nada. Só ouço.

Pode parar tudo. Este momento é uma bênção!

publicado às 02:27

E o amor...

por parasergrandeseinteiro, em 21.11.13

O amor que se pratica no (meu) dia-a-dia, é assim, para entrar a “pés juntos”, egoísta.

 

O amor incondicional sente-se por filhos, por pais… e (aqui) não me atrevo muito porque ainda não tenho a desejada experiencia de ser mãe. Contudo, no (meu) dia-a-dia o amor que se sente está condicionado por um dar e receber e aqui cresce-se e amadurece-se e tornamo-nos em melhores amantes |até de nós mesmos|.

 

O percurso talhado faz-nos melhores, se nós deixarmos e abrirmos o coração. Uma vida inteira talvez não chegue para a perfeição, mas o melhor está na “subida da encosta”.

Para mim, o meu amor é assim algo comparável a uma fé. É um sentido que dou à minha vida.

Se não nos tratam de forma adequada dói, se não nos superam as expetativas já não é o mesmo… lá está, é egoísta! É difícil viver sem ”ele” mas ”ele” é a causa das minhas alegrias, das minhas desilusões e das tristezas. E aqui cabe muito, os amigos pertencem a esse espaço: eu amo alguns amigos, poucos mas amo!

 

Descubro em mim que quando vivo sem amor vivo isenta de autenticidade, falta-me aquela chama aqui dentro. Adoro dar e receber ou receber e dar… um não implica o outro (ou implica!).

 

Dos muitos trambolhões que dou, é imperativo dizer que a vida tem sabido pôr-me à prova e que cada passo à frente é um desafio mais ousado. Como se fosse evoluindo, é exatamente assim que o sinto. Considero-me uma Mulher de sorte por poder crescer e sentir que o amor que procuro (e encontro) e sinto é cada vez mais completo, grandioso, honesto e mais importante que tudo… consciente.

 

“Que bom amar-te pelo respeito que suscitas em mim, pela admiração que cresce por seres tu, pela amizade que existe em nós e porque me fazes sorrir”. E sim, concordo plenamente: que assim seja, eterno, enquanto dure. Depois se a vida assim o ditar, que venha a próxima fase. Mas sempre de peito aberto.

 

“Boa noite meu amor”

publicado às 12:09

Ora vamos lá ver...

por parasergrandeseinteiro, em 13.11.13

Atraso-me a publicar os tesourinhos, que vou encontrando e quero registar, e depois vai tudo em catadupa.


1- Vista brutal de uma varanda (Sim varanda!!! Aqui em HK quase não há varandas!) de um apartamento:


Num jantar com comida deliciosa, pessoas alegres, um bom vinho... Esta vista até deu colo!

Sai Wan Ho, Hong Kong

 Sai Wan Ho, Hong Kong

 

Passe o tempo que passar, a vista que HK oferece é sempre maravilhosa e impressionante.

Mesmo quem cá vive há muitos anos admite que continua a apreciar a vista (de várias perspectivas) que esta cidade tem!

 

2 - Uma sobremesa chinesa "fofi": 

Está engraçado Sim Sra.! Mas se eu conseguisse descrever o alarido que foi quando os porquinhos chegaram à mesa! Meu Deus! Tanto gritinho e gemido de excitação que só me apetecia mandar um GRITO de ordem!

Chinesinhas... Façam só um bocadinho menos de barulho. Pode ser???


3-Casual Friday: À vontade não e à vontadinha!!!

À sexta-feira o código de vestuário vigente permite ir para a empresa vestido de uma forma mais casual.

O pessoal abusa! Casual pode incluir T-shirts de futebol e fatos de treino... pois! pelos vistos, Pode!


4- Não há cá misérias!

Que maçada! Comprei 4 (Sim QUATRO!!!) MACs e agora tenho que esperar por um táxi para ir para casa!


5 - Pega na sacola, põe às costas e faz-se ao caminho!

E não pia!!! A criança lá ia "na maior"!


6- HappyDeepWali!

Happy Deepawali 

Presente de uns queridos amigos, Festa das Luzes da religião Hindu!


7- Já começa o martírio!!!

Para o Natal eu desejo (apenas) Saúde, Sorte e Sucesso na vida... E já que estou a ser "lambona": DEIXAR DE GOSTAR (tanto) De CHOCOLATE!


8- Em HK vê-se muitas senhoras com trabalhos de esforco:

Confesso que às vezes me da alguma misericórdia.

Porque, se por um lado se pratica (dizem!) a cultura de a mulher tentar arranjar homem "branco" para ter uma boa vida, muitas há que se esforçam fisicamente por um prato na mesa... O meu respeito!

publicado às 07:19

O "Diabo" sente comichão antes...

por parasergrandeseinteiro, em 13.11.13

1,...3!

 

De eu despachar esta ceninha!!!

 

 Não há tempo para esfregar um olho!

publicado às 07:13

Momentos que ficam (aqui dentro)

por parasergrandeseinteiro, em 05.11.13

Nesse dia não tinha recebido uma grande noticia. Pareceu-me assim nessa altura.

Queria (mais uma vez) aquele chão seguro e robusto debaixo dos meus pés!

O que se faz sem “certezas” e previsões…? (ui tanta coisa! e também se come e toma banho).

 

Era o final de um dia de trabalho, esperava no portão para embarcar e ocorriam-me milhares de pensamentos, questões...

 

Iria voltar a uma cidade que tinha ficado a “meio”, tínhamos mais para viver do que a primeira vez nos permitiu.

Isso agradava-me, mas confesso que ia desejosa por te ver.

Cresceu aquela emoção e sentimento, mal podia sentir o “mote” para ao avistar-te "fazer a chamada" e acelerar o passo e correr para esses braços.

 

Entrei num paraíso.

Descansei a alma como nunca… 

Vi as cores mais vivas de muito tempo, voltei a cheirar delicias e horrores tao contrastantes e característicos desta cidade.

Recebi e dei muitos sorrisos.

Sentia-me leve, as minhas pernas seguiam a minha curiosidade.

Caminhei até sentir gastar as solas dos sapatos, adormeci no teu ombro na viagem doce e interminável de barco. Fui bem massajada por abençoadas mãos de quem sabe (como adoro aquela forca).

 

Conversei muito (o que adoro falar!), mas vivi pacíficos silencios… Cada vez os aprecio mais.

Chinelo no pé, um trapinho confortável, boa energia, um olhar doce ao meu alcance e dias inteiros pela frente. Um paraíso gerou-se, assim!

 

Consegui isolar aqueles momentos cheios e completos, senti amor pela vida de uma forma tão genuína. Eu estava ali!

Digo com vaidade: Eu sou assim! (sempre que consigo!)

 

Banguecoque, Tailândia. Setembro de 2013

publicado às 09:00

o (DES)apego

por parasergrandeseinteiro, em 02.11.13

 

Adoro proteger-me com o meu sentido de humor.

Talvez seja só isso mesmo, uma defesa. Mas já me ri muito com o que me faz chorar.

Ah! E rio-me de mim com muita frequência. Não me considero uma ”palhaça” mas acho-me piada.

 

Costumo dizer que por vezes a vida parece os “100m barreira”, mas eu não salto nem uma e PUMBA lá vai mais uma queda e de boca… Caramba! E às vezes aleija.

 

Um dos meus maiores desafios de vida (sem duvida!) é perceber o que é isso do ”apego”?

 

A primeira vez que me vi de frente com esta questão, foi há cerca (sensivelmente mais) de um ano por uma Senhora que muito me ensinou, e mais admiro ainda, que me deixou esta questão no ar! Desde então tenho refletido muito sobre o assunto! 

O apego. É complexo! Tem ramificações e complexidades pouco claras, sendo difíceis de decifrar… (Eu tenho “dissecado” o assunto aqui dentro lentamente). Tinha uma ideia mas só me apercebi da real dimensão das suas ramificações quando me meti ao caminho.

 

O apego cria-se com pessoas, animais, crenças, sentimentos, locais, memórias…

Pode-se manifestar de forma saudável, leve, tranquila, livre. Ou é facilmente transformado em algo sombrio, viciante, pesado, doloroso, tóxico…

O apego é um laço. Uma conexão. Um vínculo.

 

Ligações que provocam uma determinada emoção.

Uma necessidade (por vezes desesperada) que essa ligação permaneça para que essa emoção se perpetue.

Quando provamos, gostamos e queremos mais.

Quando associamos o sentir a algo.

Quando esse sentimento passa a ser um substantivo, um nome, qualquer coisa. Neste sentido é dependência.

É um gatilho!

 

Mas a verdadeira armadilha reside neste pormenor. De tão bem nos sentirmos, começamos a pensar: Ter é bom. Não ter é mau.

A posse, o desespero da privação, o medo da falta…

Aí Já não há amor, mas apego. O apego estraga… mata relações.

O apego é egoísta e destrutivo.

 

Infelizmente, com mais frequência que o desejável, associa-se o gostar ao apego: “preciso de ti”! Sentindo que o apego é recíproco, combate-se a solidão, sente-se a aprovação, validação e até a aceitação. …”O casulo. O veneno partilhado. A vampirização mútua. A cobrança.”

 

O amor verdadeiro é livre, não cobra. Quase utópico…

 

Sendo difícil de atingir este estadio, abordo o amor como… uma relação que estabeleço com o que recebo. Um negócio delicado!

Apaixono-me pelo que me oferecem, e aí há espaço para tudo: Para admirar uma boa pessoa para os outros e para nós, o saber dar e receber, o brilho dos olhos que me dirige, o “nós” ao invés do “eu”. Se isso se dissipar, esvair ou for um engano… o objeto do amor desaparece.

 

Praticar o desapego é, neste sentido, libertador.

Valorizar os verdadeiros sentimentos, não possuindo, viver a experiência do agora.

É dizer “quero que sejas feliz”, “quero dar-te”, “quero que sejas livre e voes”. É partilhar, fazer crescer. É ser incondicional. É amar a pessoa tal como a encontrei, sem a tentar mudar ou modificar.

 

Eu pretendo aprender o ”desapego” para sempre e não só agora.

 

Baseado num texto de David Nascimento

publicado às 15:34

Bom dia HK!

por parasergrandeseinteiro, em 31.10.13

BOM DIA!!!

 

Adoro manhãs:

- Quando durmo bem;

- Porque tenho oportunidade de andar a pé para o trabalho e o tempo está convidativo;

- e porque adoro começar o dia da melhor forma e com energia!

 

Aqui em HK, como ninguém me percebe (português), ando a desenvolver um hábito que me dá bastante prazer! Cantar... Atenção que canto mal "para caramba". Mas adoro quando me lançam aquele sorriso que transmite: És estranha mas gosto da tua energia!

 

Canto na rua, músicas portuguesas normalmente: Simone, Carlos do Carmo, e outros que não confesso :)

Esquisitos somos todos aqui!!! Cada um a sua forma e a minha hoje foi assim:

 

Toma lá:

Tonicha - Zumba na caneca!!! 

E lá ia eu, ora Zumba na caneca, Catrapumba e aos saltinhos....

publicado às 09:24

Um sábado... doce e perfeito

por parasergrandeseinteiro, em 20.10.13

Sai Kung, a minha primeira visita (de muitas, suspeito).

 

 (Daqui)

Respirar em concorrência com a natureza densa, seguir trilhos delimitados por raízes antigas, podados pela mão humana, com restos de escadas partidas e já gastas. Caminhos irregulares de lajes mal enjorcadas.

 

Como me descreveram ontem, entramos num jogo cerebral estimulante que nos alheia de "ancoras" do dia-a-dia “Um pé ali, outro aqui. Boa! Salta, Cuidado ali. Olha a pedra, a raiz, rápido, lento… BIS”

 

Hong Kong é um tesouro de natureza. Oferece-nos as melhores vistas como resultado de desafios de persistência e de uma boa condição física, com o bónus de podermos usufruir de um verde denso embutido numa bolha de humidade com cheiro a vida.

 

Depois de um hike agradável, conheci a zona costeira e comercial de Sai Kung. Uma bonita marginal, com uma sequencia invariável de restaurantes de marisco. O marisco (como qualquer outro animal comestível por aqui) apresenta-se vivo ao cliente e depois de comprado ao peso, é cozinhado da forma que nos agrada.

 

O critério de seleção do restaurante acabou por ser a qualidade da agua dos viveiros.

Uma tarde quente, com uma brisa envolvente e carinhosa, confortável que me relaxou… a ver a vida passar e com o mar em pano de fundo.

A companhia completou o cenário e faz do momento, um momento especial.

 

A parte de chegar a casa, tomar um banho que me massajou, abrir um vinho e entregar-me sem remorsos a bons queijos e a um chouriço português e ver uma boa serie... fechou um sábado doce e perfeito!

publicado às 14:24

Isto é assim e já não muda!

por parasergrandeseinteiro, em 05.09.13

Utilizo muito esta frase para descrever a minha relação com alguns amigos. é sem duvida das maiores riquezas que tenho.

Relações de amizade bem construídas, robustas, resistentes a distancia ou à menor frequência de convivência. Nada se questiona… é obvio. Só se sente!

Hoje acordei com uma boa notícia. Uma amiga muito especial para mim, viu reconhecida a sua destemida crença na mudança. Foi atrás de um sonho.

Esta é uma admiração que vem de longe, ainda dos tempos em que éramos apenas meninas perdidas e vitimas da nossa extrema emotividade perante a vida. Partilhamos, ou às vezes "trabalhamo-nos" mutuamente e posso dizer que temos um optimismo, uma forma de encarar a vida e um sentido de humor (que adoro) muito característicos! As dúvidas, as conquistas, o espírito de partilha e a espontaneidade são o melhor que existe entre nos e fazem a nossa amizade tão cheia da boa energia tem.

Hoje li a sua mensagem com a naturalidade de quem já esperava uma evolução destas, a notícia do seu grande salto de fé. Sorri, senti-me feliz como se tivesse sido comigo, e renovei a certeza inabalável que tenho nesta filosofia de vida: todos podemos ser capazes de correr atrás dos nossos sonhos e de os realizar. Basta ter alguma coragem e acreditar em nos. Dói sempre mas pode-se chegar lá.

Confiança, resiliência,determinação, brio, paixão e amor que se depositam no dia-a-dia têm este poder.

E desta conjugação perfeita só podem nascer coisas boas, projectos felizes. como este, da minha querida homónima.

Obrigada! Adoro ser tua amiga!

publicado às 08:50

Um cheirinho a Bangkok

por parasergrandeseinteiro, em 26.08.13

As cores preenchem cada pormenor e ressaltam num contraste forte e marcante. As pessoas encruzilham-se nos infinitos sentidos que tomam. Os sons são sobrepostos e densos, resultam das mil e uma atividades que acontecem simultaneamente. Os cheiros são intensos e caracteristicos… terra molhada, comida cozinhada ou não, e flores numa sequencia de barracas que delimitam infinitamente as ruas nos dois sentidos, o escape de carros e motas...

Queria ficar ali a observar a panóplia de estímulos, decifrar a complexidade e a variedade de situações que me fizeram sentir como uma privilegiada observadora. Deu-me vontade de lhes dizer baixinho ao ouvido… -Continuem, façam de conta que eu não estou aqui.

Seria em vão, porque cada um segue a sua rotina sem aparente preocupação.

Tive a sensação de um povo que distribui sorrisos fáceis, pacifico e muito espiritual!

A cozinha tailandesa bem temperada e picante, condiz bem com tudo o que nos rodeia.

Cada vez mais estabeleço uma ligação entre a forma de ser de um povo e o que come ou como come. Se a descoberta for em paralelo, melhor ainda.

Ficou um “bichinho” e soube-me a muito pouco… preciso de voltar. De uma outra forma. Sem pressas nem horários. Voltar para me encharcar de toda a energia que se emana por ali.

publicado às 08:18

Soltas!

por parasergrandeseinteiro, em 14.08.13

A minha relação com aparelhos eletrónicos continua interessante!

Desta vez foi a varinha mágica que pifou!

 

Isto é estranho! Mas adorei Cabelo=Madeira, Camisola=Banco (Internem-me)

 

 

Estou fã! Uma vez por semana pretendo fazer uma massagem, ótimo para relaxar!

 

 

 

Dias luminosos, carregados de energia! O que mais sinto falta do meu saudoso cantinho!!!

 

 

Adoro esperar que o sinal verde do peões abra. E bora lá MULTIDÃO!!!

 

Noite de meninas:

 

 

 

 

Noites divertidas:

 

 

 

Hong Kong, excessos vs loucura!

 

Cadeira de barbeiro + desinfecção!!!

 

 

 

Bora lá equipa! Pegar Fogoooooo!

 

 

Convívio pós trabalho!

 

 

publicado às 06:49

Not#13

por parasergrandeseinteiro, em 06.08.13

Para todos aqueles que me perguntam se me estou a adaptar bem...?

Está tudo impecável. Isto é só gente "normal" (seja lá o que isso significa).

 

Ora bem:

 

Biberão, ventoinha, sombrinha, sapatinhos (ou serão uns ténis da Nike? Já não digo nada):

 

 ...e o prémio vai para:

 

 Faltam-me umas na coleção! Mas temos tempo...

publicado às 11:06

Not#12

por parasergrandeseinteiro, em 01.08.13

Ao longe uma multidão, ainda mais densa que o normal, encavalitados uns nos outros.

 

O que será? Não fiquei muito esclarecida.

 

Mas umas pernas muito magrinhas e umas grandes maminhas... estavam lá a fazer poses sensuais! :) E o pessoal a vibrar!!!

publicado às 12:42

O meu primeiro Hike!!! (Mount Cameron, Hong Kong)

por parasergrandeseinteiro, em 31.07.13

À terceira foi de vez! Depois de 2 cancelamentos devido às más condições meteorológicas ... ontem estreei-me e descobri uma atividade que me agrada muito!

A grupeta:

Grupo dos monitores:

Foi o 600° (seiscentésimo ;)) Hike do Sr. da esquerda (SK).

Não há palavras para descrever o cheiro abafado da natureza, a adrenalina de caminhar na escuridão e poder sentir a força desta cidade lá bem ao fuuuundo:

A subida custou-me muito, confesso que a determinada altura pensei em desistir. Felizmente superei e terminei o meu primeiro Hike com uma certeza: foi o primeiro de muitos!

 

 

Foram só 7 km, com uma subida interminável... a partir daí foi só usufruir.

Mal posso esperar pelo próximo!

Uma forma saudável e altamente relaxante de terminar o dia!

publicado às 01:08


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