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Tudo tem uma solução...

por parasergrandeseinteiro, em 25.03.14

 

Comprar pratos, copos, panelas, tachos, talheres, loiça de forno, torradeira, almofadas, lençois... e trazer para casa de tram!

publicado às 00:39

Pegar ao "serviço"!

por parasergrandeseinteiro, em 25.03.14

Depois da confirmação e burocracias inerentes à nova casa, foi preciso assegurar os mínimos para a mudança.
Aqui as casas raramente estão mobiladas. Não há um talher, uma toalha… só temos as paredes, uma forno e uma maquina de lavar loiça.

Preparou-se “a coisa” de acordo com:
- Nível 1 de necessidade:
Cama, colchão , lençóis e almofadas
Toalhas de banho

 

- Nível 2 de necessidade:
Pratos, talheres e panelas/ tachos

 

- Nível 3 de necessidade:
Maquina de lavar roupa, frigorifico
cadeiras e mesa


Assegurados os níveis 1 e 2 a mudança deu-se. 15 dias depois de chegar a Austrália, a casa (LINDA de morrer) recebe-nos.
É engraçado compor as coisas gradualmente. No meio de muita cabeçada... Irra que o J consegue ser mais teimoso que eu! E como homem que é, vive lá no mundo deles!

As mulheres nasceram para esta logística. Primeiro uma cama e comida e só depois um cofre, a garrafeira… do melhor!

À medida que avançamos no processo o conforto aumenta, e o espaço vai ficando ”nosso”... tudo vai tomando o seu lugar!
É bom fazer um piquenique no chão da sala, mais tarde passar para a mesa e para a loiça nova, depois a toalha, depois um assado no forno… e assim ”subimos a encosta”.

Está a saber bem, e feliz que estou por uns quantos meses depois ter um poiso certo.

publicado às 00:31

A saga do colchão

por parasergrandeseinteiro, em 25.03.14

O J ligou-me a dizer que fomos aceites para a casa e que nos podíamos mudar quanto antes.

Pumba! Uns saltos no meio da rua e um movimento de braços com uma legenda a dizer (YES!!!). A casa tinha feito o clique, candidatamo-nos e fomos aceites! Que bom!

Entre escolher a companhia para ligar a electricidade, água e gás… precisamos de uma cama! E um colchão…

Fui ver o catálogo da empresa sueca que começa com I e acaba em A, e caramba!!! Até o I**A tem preços enojoosos aqui, com a agravante de que preciso de uma cama GIGANTE.
O J passou os últimos tempos a sofrer com camas que lhe deixam os pés de fora. Onde meto eu este homem?

 

Um colchão custa XL e a base para a cama custa XXL… Comprar marcas boas poderá ser uma hipótese mas no início o investimento é grande e queria encontrar algo mais em conta. Mas se tiver que ser será!

Depois de uma pesquisa pela internet a sites de venda de mobília em segunda mão e outros, ponderei… Eu sou muito nojentinha, comprar um colchão em segunda mão não me agrada muito. E caso vá por essa via ainda tenho que contratar a empresa de mudanças para o ir buscar…. Hum…
Aprofundei a minha pesquisa de mercado e encontrei um site de colchões feitos à medida aqui na Austrália, com uns preços muito catitas para a realidade de cá. Resolvi explorar. Liguei para o contacto fornecido, atendeu uma senhora com um inglês muito limitado e um barulho de fundo ensurdecedor, no meio da dificuldade lá lhe consegui pedir a morada para ir ver os "ditos".


”O que é barato sai caro” pensei eu no comboio a caminho do armazém no meio sei lá do que. Mas é um colchão novo, e se não gostarmos vendo-o e compro outro… Mas por ora, pode ser uma solução.
Cheguei ao sitio combinado, toquei e ninguém me abria a porta. Liguei, falei com a vizinhança e lá veio um senhor com um ar ensonado que me levou para dentro do armazém para ver o colchão King Size de 2mx1,88m dentro de um plástico. Pedi para me deitar para experimentar, com gestos e palavras chave (péssimo o seu inglês). Ele acena “Ok” e eu dou a entender que tem pó (do melhor!). O senhor pega no cortinado e estende-o na cama (Gosto dele, pensei!!!). Bem… não é ortopédico como eu queria. Um pouco mole. Mas… é novo.
Negociei o preço e consegui um desconto de 50 dólares, combinei a entrega. Pronto…

O J cabe no colchão, o mais importante, não é duro e consistente como eu gosto, mas serve para o propósito.

A entrega foi outra anedota.

A senhora que anteriormente me atendeu o telefone veio num carro com um atrelado, que à primeira vista parecia um transporte para cavalos, grita-me lá de dentro, de uma forma estridente, que não pode estacionar...

...a solução foi ir tirando as coisas enquanto dava voltas à rotunda. No momento pensei:

1- "ainda bem que o J esta a trabalhar e estou aqui sozinha a lidar com esta loucura”

2- “...e ainda bem que não conheço os vizinhos, nem eles a mim”.

 


Lá se montou a base e colocou-se o colchão. 

 

 

 

Os senhores eram bastante simpáticos e no fim um deles (o de cabelo à tigela encaracolado que pesada uns 100kg (+ alguma coisa) e estava todo suado) resolveu fazer uma piadola e disse-me “queres ver como é resistente?” e mandou-se para cima da cama… Eu sorri muito amareladamente, porque cá por dentro só senti o eco (NÃAAAAAAAO! sai dai!).

Mas o resultado final ficou bonito. Vamos ver quantas semanas ou dias dura esta minha aposta numa empresa de "vão de escada" nacional!

 

publicado às 00:04


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