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Aqui por Port Melbourne

por parasergrandeseinteiro, em 31.03.14

Gosto de sair de casa e sentir o ar fresco e leve que se respira.
As ruas amplas e espaçosas, com transeuntes a correr, patinar, andar de bicicleta, a passear carrinhos de bebe e/ ou os seus cães.

Vive-se aqui uma (aparente) harmonia que aprecio.

Vivo ao pé do mar, dizem que é ventoso durante o Inverno, mas cada dia que passa estou mais satisfeita com esta escolha. Ter o mar ali ao fundo tranquiliza. Há sempre um bocadinho para lá chegar, parar e olhar e é muito bom respirar aquela paisagem.

Gosto de estar em casa com a janela aberta, de dia ou de noite, e não houvir barulho de carros, aviões ou confusão.
Que tranquilidade boa!

A casa já tem o quarto e cozinha completos, duas mesas, uma no escritório e outra na sala… falta o sofá (ai a falta que faz um graaaande sofá) e uma televisão para ver filmes e series, ver noticias e estar ali a relaxar. Por exemplo a beber um vinho e a mordiscar uns queijos…

O tempo trará todas essas conquistas… por agora está bom assim e vai ficando melhor todos os dias mais um bocadinho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 01:15

Há sempre um preço!

por parasergrandeseinteiro, em 28.03.14

Desde que saí de Portugal sempre encarei a questão da distância com muita racionalidade.

Não me custou deixar Portugal, é e sempre será o país do meu coração, custou-me sim deixar a minha família e os meus amigos.

 

Estar em Hong Kong ou na Austrália não traz grande acrescento à sensação de distância… se precisar de estar em Portugal numa urgência consigo fazê-lo em 27 horas.

Gosto do rumo que a vida leva, não olho para traz a achar que poderia ter sido diferente. Até sinto bastante orgulho no que tenho vivido, conhecido e assim crescido e aprendido sempre.

Faz-me sentido e estou em paz com isso.

 

Mas há uma conta para “pagar” sempre!

...Ultimamente tenho sentido um aperto no coração cada vez que me lembro dos meus pais, avós, tios, primos… tem-me custado assumir cá dentro que a rotina de família, que tanto gosto e aprecio, está quebrada pela distância. Isso dói assim de repente. É um preço tão alto!

E cada dia me custa mais. Apercebo-me das circunstancias da situação e não a vejo como efémera.

As crianças crescem, os adultos envelhecem, e eu também, À distancia!

 

Sinto-me determinada com o meu projecto de vida, sei porque estou aqui e tenho aqui a minha pequena família, construída por mim e pelo J. Mas a “moínha" aparece e de repente parece que a vida passa e deixei algo tão precioso para trás.

 

Tem-me dado para isto, choro um pouco e depois agarro-me com "unhas e dentes" à vida. É assim, tenho que aceitar as circunstancias e ver sempre o lado mais leve e iluminado.

Eu tenho essa família que amo. Tenho essa sorte e esse orgulho. Mesmo estando tão longe.

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publicado às 04:04

Tudo tem uma solução...

por parasergrandeseinteiro, em 25.03.14

 

Comprar pratos, copos, panelas, tachos, talheres, loiça de forno, torradeira, almofadas, lençois... e trazer para casa de tram!

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publicado às 00:39

Pegar ao "serviço"!

por parasergrandeseinteiro, em 25.03.14

Depois da confirmação e burocracias inerentes à nova casa, foi preciso assegurar os mínimos para a mudança.
Aqui as casas raramente estão mobiladas. Não há um talher, uma toalha… só temos as paredes, uma forno e uma maquina de lavar loiça.

Preparou-se “a coisa” de acordo com:
- Nível 1 de necessidade:
Cama, colchão , lençóis e almofadas
Toalhas de banho

 

- Nível 2 de necessidade:
Pratos, talheres e panelas/ tachos

 

- Nível 3 de necessidade:
Maquina de lavar roupa, frigorifico
cadeiras e mesa


Assegurados os níveis 1 e 2 a mudança deu-se. 15 dias depois de chegar a Austrália, a casa (LINDA de morrer) recebe-nos.
É engraçado compor as coisas gradualmente. No meio de muita cabeçada... Irra que o J consegue ser mais teimoso que eu! E como homem que é, vive lá no mundo deles!

As mulheres nasceram para esta logística. Primeiro uma cama e comida e só depois um cofre, a garrafeira… do melhor!

À medida que avançamos no processo o conforto aumenta, e o espaço vai ficando ”nosso”... tudo vai tomando o seu lugar!
É bom fazer um piquenique no chão da sala, mais tarde passar para a mesa e para a loiça nova, depois a toalha, depois um assado no forno… e assim ”subimos a encosta”.

Está a saber bem, e feliz que estou por uns quantos meses depois ter um poiso certo.

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publicado às 00:31

A saga do colchão

por parasergrandeseinteiro, em 25.03.14

O J ligou-me a dizer que fomos aceites para a casa e que nos podíamos mudar quanto antes.

Pumba! Uns saltos no meio da rua e um movimento de braços com uma legenda a dizer (YES!!!). A casa tinha feito o clique, candidatamo-nos e fomos aceites! Que bom!

Entre escolher a companhia para ligar a electricidade, água e gás… precisamos de uma cama! E um colchão…

Fui ver o catálogo da empresa sueca que começa com I e acaba em A, e caramba!!! Até o I**A tem preços enojoosos aqui, com a agravante de que preciso de uma cama GIGANTE.
O J passou os últimos tempos a sofrer com camas que lhe deixam os pés de fora. Onde meto eu este homem?

 

Um colchão custa XL e a base para a cama custa XXL… Comprar marcas boas poderá ser uma hipótese mas no início o investimento é grande e queria encontrar algo mais em conta. Mas se tiver que ser será!

Depois de uma pesquisa pela internet a sites de venda de mobília em segunda mão e outros, ponderei… Eu sou muito nojentinha, comprar um colchão em segunda mão não me agrada muito. E caso vá por essa via ainda tenho que contratar a empresa de mudanças para o ir buscar…. Hum…
Aprofundei a minha pesquisa de mercado e encontrei um site de colchões feitos à medida aqui na Austrália, com uns preços muito catitas para a realidade de cá. Resolvi explorar. Liguei para o contacto fornecido, atendeu uma senhora com um inglês muito limitado e um barulho de fundo ensurdecedor, no meio da dificuldade lá lhe consegui pedir a morada para ir ver os "ditos".


”O que é barato sai caro” pensei eu no comboio a caminho do armazém no meio sei lá do que. Mas é um colchão novo, e se não gostarmos vendo-o e compro outro… Mas por ora, pode ser uma solução.
Cheguei ao sitio combinado, toquei e ninguém me abria a porta. Liguei, falei com a vizinhança e lá veio um senhor com um ar ensonado que me levou para dentro do armazém para ver o colchão King Size de 2mx1,88m dentro de um plástico. Pedi para me deitar para experimentar, com gestos e palavras chave (péssimo o seu inglês). Ele acena “Ok” e eu dou a entender que tem pó (do melhor!). O senhor pega no cortinado e estende-o na cama (Gosto dele, pensei!!!). Bem… não é ortopédico como eu queria. Um pouco mole. Mas… é novo.
Negociei o preço e consegui um desconto de 50 dólares, combinei a entrega. Pronto…

O J cabe no colchão, o mais importante, não é duro e consistente como eu gosto, mas serve para o propósito.

A entrega foi outra anedota.

A senhora que anteriormente me atendeu o telefone veio num carro com um atrelado, que à primeira vista parecia um transporte para cavalos, grita-me lá de dentro, de uma forma estridente, que não pode estacionar...

...a solução foi ir tirando as coisas enquanto dava voltas à rotunda. No momento pensei:

1- "ainda bem que o J esta a trabalhar e estou aqui sozinha a lidar com esta loucura”

2- “...e ainda bem que não conheço os vizinhos, nem eles a mim”.

 


Lá se montou a base e colocou-se o colchão. 

 

 

 

Os senhores eram bastante simpáticos e no fim um deles (o de cabelo à tigela encaracolado que pesada uns 100kg (+ alguma coisa) e estava todo suado) resolveu fazer uma piadola e disse-me “queres ver como é resistente?” e mandou-se para cima da cama… Eu sorri muito amareladamente, porque cá por dentro só senti o eco (NÃAAAAAAAO! sai dai!).

Mas o resultado final ficou bonito. Vamos ver quantas semanas ou dias dura esta minha aposta numa empresa de "vão de escada" nacional!

 

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publicado às 00:04

Primeira noite na casa nova!

por parasergrandeseinteiro, em 23.03.14

E já cá estamos...

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 00:55

A candidatura foi aprovada....

por parasergrandeseinteiro, em 19.03.14

E a casa será nossa!

 

Port Melbourne, será o nosso poiso nos próximos tempos e que feliz e entusiasmada que estou!

 

 

Praia mesmo ali ao lado!

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publicado às 08:43

Quem quer bolota, Trepa!

por parasergrandeseinteiro, em 19.03.14

Os dias fazem-se de uma rotina improvisada para acudir às necessidades dos passos/ objectivos mais prementes e que quero ter resolvidos quanto antes. Quanto mais cedo, mais célere será o conforto de uma rotina mais minha.

 

Eu sou assim, impulsiva para caramba, meia louca das ideias, com uma garra destruídora… Foco num ponto e só descanso no resultado pretendido!

Calma, também não mordo. Se bem que eu acho que o J tem dúvidas! Kkkk

 

Não me queixo. As "coisas" têm corrido bem. Há determinados pontos que preciso sentir estabilizados. Vamos dizer que são os mínimos, depois estou por tudo!

No fundo adoro estas conquistas, mas que dá trabalho e massa o corpinho e a paciência, isso que ninguém questione!

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publicado às 07:59

A caça de casa

por parasergrandeseinteiro, em 17.03.14

Por ora, habito num apart-hotel.

Mal cheguei pus “mãos a obra” na procura de casa.

Já tinha feito algum trabalho de base anteriormente e tinha alguns contactos feitos.

 

Aqui o aluguer de casa funciona de uma forma ligeiramente diferente do Mercado português.

As casas são colocadas nas agências (tudo funciona através de agências e não relação directa senhorio - inquilino), se parecer bem marca-se uma visita ou sujeitamo-nos às visitas/ inspecções já marcadas.

 

Depois disso, e se a casa agradar, faz-se uma candidatura com todo o tipo de informação que se possa imaginar: extracto bancário, contracto de trabalho, visto, função actual e anterior, pessoas de referência (idealmente Australianos). E depois vai para avaliação e aguarda-se o resultado.

First in, best dressed! ”Ganha” a melhor candidatura… Está-se a ver o filme!

 

Tenho ido ver umas quantas casas, estou a encarar isto como uma forma de conhecer a cidade (lindíssima), de fazer exercício (embora com a limitação de ter que ir bem vestida para causar boa impressão. Imagine-se!!!) e assim ter uma noção das zonas, vantagens e desvantagens e transportes.

 

No fim-de-semana fomos ver 6 casa e vimos uma casa pela qual nos apaixonamos em Port Melbourne, ao lado da praia.

Fez o clique… Fizemos a candidatura e agora é aguardar.

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publicado às 08:37

Os primeiros dias

por parasergrandeseinteiro, em 13.03.14

Os Dias por aqui correm com alguma azáfama.

 

O J começou a trabalhar e está animado.

 

Já temos os nossos 7 caixotes que viajaram 2 meses de barco, de Hong Kong até Melbourne.

Tão bom ter as minhas coisas de novo.

 

...Ter 7 caixas mais umas 6 malas, as da nossa viajem mais umas que o J tinha já deixado cá, tudo num apart-hotel... Está-se a ver o caos!

Ahhh! E mais o bobi.

E no meio de tanto pacote encontrar roupa e sapatos para entrevistas!? Socorro.

As calcas ainda não me servem bem!

E Maquilhar-me?... Eu adoro e costumo maquilhar-me todos os dias, mas já não sabia o que isso era.

 

Lá nos vamos orientando.

 

Há muito para fazer:

 

- Descobrir os melhores sítios para fazer compras, diariamente já que o frigorífico é muito pequeno e não da para acumular grandes coisas.

Ah! Não há fogão, nem forno... Só microondas. Já tenho prática de semelhantes percalços passados e tenho conseguido cozinhar, mas sempre limitada. Por agora evitamos comer na rua, porque estivemos 2 meses a comer sempre fora e porque aqui os preços tiram-me o apetite.

Comer em casa é tão bom. Quando tivermos uma cozinha ainda vai ser melhor. Ando cheia de vontade de cozinhar.

E o J lava a loiça :)

 

- Procurar casa, fazer os contactos, marcar as visitas ou perceber quais as horas disponíveis para visitar...

 

- Abrir contas e tentar fazer transferências... DOR de CABEÇA. Problemas com o banco de HK, pois claro!

Nestas coisas os amigos de olhos rasgados não me deixam saudades. Nenhumas!

Bem, há sempre coisas aborrecidas, entraves e problemas imprevisíveis. Têm que se contornar da melhor forma.

 

- Tento fazer as distâncias a pé para não gastar dinheiro em transportes (caros!!!). Ontem fiz 14 km.

Assim faço exercício e vou onde quero na mesma. Um problema resolve o outro.

 

- Procurar emprego. Já tinha contactos feitos e processos em andamento. Cá estou eu, em entrevistas e contactos. Estou positiva, e estou disposta a ter paciência para encontrar uma boa oportunidade.

É importante relativizar as coisas. É tudo novo, mas tudo se resolve.

 

Encontro-me neste momento a fazer tempo antes de uma entrevista. Cheguei 2 horas antes com receio de me perder.

Agora escrevo, leio e espero.

 

Tudo vai tomando o seu lugar e se ajustando à nossa vontade. Se não ajustamos a nossa vontade as circunstâncias :)

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publicado às 01:40

Hoje deu-me para isto

por parasergrandeseinteiro, em 11.03.14

Sempre quis ter um destes:

 

Ah é “bimbo”! Que seja!

 

Adoro e as minhas costas agradecem!

 

Aqui o mercado (Lindo de morrer!!!), os supermercados e as lojas são todos de rua. O que requer andar a pé.

Estou a adorar a ideia de ir ao mercado e comprar frescos e todas as “coisas deliciosas” que por lá existem.

(em breve farei um post sobre o mercado).

 

Comprei uma boa carne, batata doce, legumes e um vinho e lá vim eu com o meu novo Bobi.

Na verdade caminhei 7 Km, e o bobi a rolar…

 

 

Preparei um jantar mais especial para o meu J para comemorarmos o seu primeiro dia de trabalho.

 

Sempre quis ter um bobi, e hoje foi o dia...

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publicado às 11:05

Parte 3/3 chegada à Austrália

por parasergrandeseinteiro, em 10.03.14

Depois de mais de dois meses de aventura, inicialmente por Singapura e maioritariamente pela Indonésia, de novas e intensas sensações e alguma exigência física porque nunca se parou, chegámos ao nosso destino final, Melbourne!

Primeiras impressões:
- Ar puro
- Ruas largas, limpas e planas, com passeios amplos que convidam a caminhar.
- Pessoas civilizadas, educadas e simpáticas
- Jardins, natureza e muita gente a fazer desporto.

Mal chegamos fomos ao Victoria Market comprar carne (CARNE!!! saudades que tínhamos de carne vermelha e aqui é o suprassumo), vegetais e frescos.

Fomos ao Jardim botânico, lindíssimo, levámos um “sarong” para nos deitarmos numa sombra a ler um livro. Uma prática muito comum por aqui.
Estava tão cansada que dormi uma sesta.

 

 

 



Fomos à praia de St. Kilda, e mais uma vez muita gente na rua, em família, grupos de amigos, desportistas… Boa onda e boa energia!

 

 

 

Andámos Kms pelo centro da cidade e alguns pontos de referência para nos ambientarmos e ganharmos sentido crítico para a escolha da nossa casa.

Por ora estamos num apartment hotel.
Estou a ganhar balanço para os primeiros passos e está tudo a correr muito bem.

 

Não tenho tirado muitas fotografias, nem escrito tanto quanto queria porque precisei de uns dias para conseguir equilibrar os meus níveis de energia.

Até muito breve!

 

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publicado às 22:53

Comer, orar e amar?

por parasergrandeseinteiro, em 07.03.14

Não foi bem! mas quase.

Comer: Posso dizer que comi muito, às vezes bem e saudável e outras nem tanto. Comi tudo o que me apeteceu. (no meu caso em concreto pode ser perigoso).

Como são maravilhosos os sumos de fruta, as panquecas e os vegetais por aqui...

Mas nos últimos tempos já me sinto saturada do tipo de cozinha. (como já manifestei anteriormente)

 

 

 

 

 

Orado... Não tanto. Embora o meu objectivo de aprender a meditar, e eventualmente conseguir, não estar esquecido, sinto que ainda não é a altura.

Em termos de espiritualidade, têm sido tempos muito bons para mim. Sinto-me tranquila a maior parte do tempo. Reflicto e estou bem comigo, sonho sempre e acima de tudo "olho muito para dentro".

Nestes tempos o que rezei foi para não "engordar"! mas não valeu de muito (Kkkkk)

 

 

 

 

Amado? Amor é o termómetro da minha vida. Não sei viver sem sentir amor. Não o tenho que atribuir necessariamente a alguém, pode ser simplesmente uma forma de estar comigo e/ou com alguém. Contudo, sozinha é bom, mas "contigo" é melhor. E tenho tido tempos felizes.

 

 

 

Vi muitos paraísos, também vi pobreza, vi as melhores cores e senti os piores cheiros… mas descobri na simplicidade as melhores sensações. Trago muito aqui dentro e quero guardar da melhor forma esta experiência fabulosa que tive oportunidade de viver.

Indonésia, voltarei de certeza.

Obrigada.

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publicado às 10:20

Jelly Fish Lake - Lago das medusas

por parasergrandeseinteiro, em 07.03.14

JellyFish Lake, ilhas Togiam, Sulawesi.

Apanhámos um barco, cortámos um mar loucamente azul. Senti o vento a bater na cara e a refrescar a minha alma... Adorei! Adoro sempre!

Sinto-me entregue ao momento, cresce uma sensação de poder e emoção cá dentro.

 

Parámos numa praia, andámos 5 metros e tínhamos um lago de água transparente cheinho de medusas coloridas para conhecer!

 

 

Medusas maioritariamente encarnadas e azuis não urticantes, a bailar em consonância umas com as outras... E eu pude participar :)

No início precisei de tempo para conseguir estar confortável no meio delas, fazia-me impressão que me tocassem.

Eram tantas que seria impossível não estarmos ali misturadas e em contacto.

 

Mas logo que percebi que não havia dano (mutuamente) e começámos a interagir.

 

Maravilhoso! Silêncio e cor, num lago quente cheio de vida.

 

Uma vida especial, nunca tinha visto tantas medusas juntas, quase microscópicas, pequenas, médias, grandes e gigantes.

 

 

 

 

Escrito a 1/3/2014

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publicado às 04:40

É oficial, estou no paraíso.

por parasergrandeseinteiro, em 07.03.14

(Escrito a 02/03/2014)

Sem dúvida, as ilhas Togian, são dos sítios mais bonitos e paradisíacos que estive na minha vida.
A água é quente e transparente carregada de peixes coloridos visíveis à superfície. Consigo ficar ali a flutuar e a sentir a quase inexistente corrente, que apesar de pouco perceptível me embala. Não há frio, só calor e sempre muito. Tomar banhos de mar de noite ou de dia é sempre agradável e refrescante (q.b.).

Este país é único. Agora que sinto ter ultrapassado o encanto inicial, é mais do que legitimo afirmar que a natureza aqui é uma bênção, as pessoas são simples, inocentes na sua maioria, amigáveis, sempre de sorriso nos lábios e prontas para uma conversa mesmo com alguma limitação na língua.

É um destino mágico, mesmo com as suas imperfeições e pontos menos positivos. Estes tempos mudaram, mudam e ainda podem mudar muita coisa nas minhas percepções.
Felicidade com (muito) pouco, mas talvez com tudo o que se precisa. Descalçar caprichos não fundamentais e calejar os pés na areia.
O sorriso franco e a paz de espírito que aqui se encontra... As crianças cumprimentam, sorriem, não há vergonhas ou mimalhices... Está neles, ali de peito e o as mãos abertas.

Gosto do barulho das ondas, gosto do cheiro a mar, gosto de andar descalça dia e noite, gosto da leveza e conveniência que sinto aqui.

As vezes só se da conta do paraíso quando se sai dele. Aqui... Nem por um segundo se duvida, que estou no sítio mais parecido com o que poderei considerar paraíso.

 

 

 

 

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publicado às 01:00

Logísticas

por parasergrandeseinteiro, em 06.03.14

Depois de 66 dias….

Hoje é o dia de fazer a mala para chegar ao destino “final”.

Um entusiasmo cresce aqui dentro. Um nervoso miudinho também. Estou disposta a enfrentar o novo desafio. De coração aberto para o melhor e o menos positivo. Vou conhecer a cidade onde vou viver nos próximos tempos, mesmo não sabendo até quando. Este é o meu próximo passo e destino.

 

Neste processo de preparação para esta mudança rendi-me às evidências. Vou deixar os vestidinhos, calções e chinelos confortáveis e optar por uma roupa mais cosmopolita. Nada de complicado não fosse o facto de estar um pouco maior, "gordinha como uma linda vaquinha" e as calças de ganga parecem não ser minhas, mas sim de uma irmã mais nova que não tenho.

 

Sem dramas. Tudo ira ao sitio…

Comprei 2 pares de calças para o processo de “desinchamento”.

 

ATG!!! Não há mais abébias!

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publicado às 06:56

ufa...

por parasergrandeseinteiro, em 06.03.14

Chegar não foi fácil.

 

A viagem é dura, longa e desconfortável. (Manado - Gorontalo 10h de autocarro sem A/C + Gorontalo - Ilhas Togian 15h de barco)

Mas está feita. E cheguei!

De imediato percebi que valeu a pena o esforço. Antes mesmo de pôr o pé fora do barco, ocorreu-me que teria de voltar e assim passar pelo mesmo suplício. Mas até lá só tenho que aproveitar.

 

 

 

 

Dormir e acordar a ouvir o mar. Está mesmo ali a 5 metros da cama.

 

 

Abro a janela e sinto que é e vai ser um bom dia. A água é um sonho, um sonho pintado em degrade de azuis. Uma paleta de cores que vai do transparente ao azul escuro forte e denso, passando pelo verde-água e azul turquesa .

Um mar calmo, que canta ritmadamente, e cobre um paraíso de vida de peixes, corais , moluscos, conchas, e tudo o que la está, cheios de cores e coreografias próprias. Um verdadeiro sonho. A minha sensação neste momento é que não consigo absorver esta maravilha toda de uma vez.

 

É inevitável tentar atribuir um valor a esta maravilha sem contrapor ou relativizar com o que estou habituada. A sensação chega a ser incomodativa. Eu queria só ouvir o mar e deixar-me estar ali. Mas não consigo, assim facilmente. Parece que surge uma inquietação e/ou tentação inconsciente que procura uma estratégia para guardar este "tesouro". Depois tento através da fotografia, filme... escrever sobre.

 

Será que já não consigo só aproveitar? Sentir? Dar-me esse direito? Que tendência esta de ver o mundo através de uma objectiva, de querer registar só para não esquecer. O que? Aquilo que não aproveitei na sua essência porque estava mais preocupada em guardar para... Que?

 

Tenho pensado sobre isto. Desconfio que o ser humano é tendencialmente egoísta e desequilibrado o suficiente para nem sequer saber ser bom para si próprio. Não se da prioridade. Pelo menos do que deve. Fácil confundir prioridades, fácil ser escravo de uma consciência muito egoísta. Uma consciência movida pelo pavor a sentir culpa de algo. Deixa-se de fazer a nossa vontade, para fazer o que não nos fará sentir mal. Tem-se medo de ser autêntico.

 

Parece mal, acobardamos-nos no medo das consequências. Não querendo ser anarquista, não gosto do: "olha aí! Não faças assim... O que as pessoas vão pensar?"Ai sim? E o que eu penso? Ou, o que tu pensas? .... Vem depois? Não deveria vir primeiro?

 

Bem, vou dormir uma sesta numa sombra.

 

 

 

Escrito a 26/02/2014

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publicado às 06:01


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