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Dia de snorkeling! E que dia!

por parasergrandeseinteiro, em 31.01.14

Ontem foi mais um dia de snorkeling. Lagoon bloo e White sand beach. Uma Praia de manhã, e outra a tarde.

Vi uma raia (Blue spotted ray) de manhã a alimentar-se, e vi uma tartaruga a tarde. Entre os Inúmeros peixinhos de mil e uma cores, diz o J que tive muita sorte!

Eu adorei a experiência.

Será sorte de principiante?

Entretanto, entre banhos e mergulhos, boa estadia, boa comida, bonitos pôr-do-sol e o tempo que ainda temos, decidimos estender a nossa estadia por Padang Bai.

 

 

 

 

 

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publicado às 12:02

Um dia supimpa!

por parasergrandeseinteiro, em 28.01.14

Já por cá apanhamos uma valente constipação. Eu abri as hostes e de seguida tive a amabilidade de partilhar a minha bicheza. Sorte tive eu de contaminar o J nos intervalos de mergulhos, se não teria sido chacinada.

Pessoal doente não mergulha!

Acho que foi no Monto Bromo devido ao excesso de sol e frio, e deu nisto. Vim preparada para calor, não para frio de rachar.

 

A mim ainda não me passou totalmente esta carraspana e ultimamente tenho sentido o corpo dorido, dor de cabeça, algumas irregularidades gastrointestinais... O suficiente para o J estar com preocupações mais elaboradas.

Eu(nós) fui(fomos) muito picada(os) por mosquitos, mas a ilha de Bali não está numa zona de risco elevado de malária e estaremos atentos.

 

Ontem chegamos a Padang Bai. Um destino de mergulho, e rezam os guias que tem uma praia de areia branca. Como o J ia mergulhar pareceu-me uma possibilidade interessante para mim.

 

Depois de uma noite mal dormida porque me senti mal, acordei cedinho pata tomar o pequeno almoço com o J, antes de sair para mergulhar o dia todo.

Fiz-me à estrada em busca da dita praia.

Não acertei logo no caminho e debaixo de um calor tórrido enganar-me no caminho, chegar aortas sem saída estava a piorar a minha disposição. Só queria uma sombra. Subi, desci, curvei...

 

E cheguei lá. Um paraíso!

 

 

 

A única turista na praia.

 

 

Os Indonésios, bem como a maioria dos locais do sudoeste asiático não apreciam banhos de sol. Por isso as únicas pessoas a pisar aquela areia e com acesso aquele mar cristalino era eu e meia dúzia de locais ansiosos por me venderem sumos de fruta naturais, panquecas, massagens...

 

 

Tive um dia maravilhoso.

Conversei muito com eles.

 

Uma jovem de 28 anos, com os seus 3 filhos, que me fazia massagens e me contava as suas preocupações com as crianças e marido que trabalha no mar.

 

 

 

Um rapaz, o Gde, de 26 anos que partilhou comigo durante horas os seus conhecimentos sobre vários países da Europa, na esperança que lhe ensinasse mais uma quantas coisas e enquanto isso treinava o seu inglês.

 

 

Dizia-me ele que se apaixonou por uma Finlandesa e que o seu sonho é ir viver para lá. Fiz uma pausa, olhei em frente para aquele mar fabuloso, baixei os olhos e vi os seus pés negros empoeirados de areia e descalços...

E disse-lhe: não conseguirias viver nem 3 horas na Finlândia.

Ele riu-se e perguntou-me o porque?

Respondi-lhe estão lá -10oC, é sempre de noite, as pessoas não sorriem, não abraçam e não dizem Bom-dia como aqui. E não há este mar, com esta cor.

Ele faz um olhar confuso, e respondeu, mas aqui também só há isto e é sempre assim.

Eu percebi-o. Tudo na vida é relativo.

 

Eu sei que é muito difícil para um Indonésio sair daqui.

E o Gde nunca saiu de Bali. Mas disse-lhe Então vai!

 

Às vezes temos que ir para voltar e saber o que temos. Que é tudo.

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publicado às 12:01

Bons momentos de degustação, leitura e escrita:

por parasergrandeseinteiro, em 27.01.14

A propósitos da cultura de esplanada e de tomar café que aqui se pratica, espaços cuidados e extremamente bem decorados, sempre com internet disponível, deixo algumas imagens de sítios e deliciosas refeições que me agradaram muito em Ubud.

 

 

 

 

 

 

 

 

A decoração é extremamente cuidada e pensada. Faz a delícias de quem, como eu, gosta de acessórios, quadros e jogos de cor.

 

Esplanadas com almofadas e lugares confortáveis. Dá para consumir e descansar!

 

 

Produtos orgânicos (seja lá o que isso signifique por aqui), compotas, chás, licores... Tudo com muito bom aspecto.

 

 

Batidos, sumos, panquecas... e comida local. Muito boa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:23

Ubud

por parasergrandeseinteiro, em 26.01.14

Rumámos em direcção a sul na ilha de Bali e parámos por Ubud.

Fui novamente surpreendida, mas agora por uma charmosa cidade muito pitoresca. 

Ubud é uma cidade bastante turística e não tão inócua à evolução dos tempos, mas é uma lindeza!

Não só de praia ou de serra se fazem as maravilhas de mais uma passagem. Gosto muito destas ruas delimitadas por casas térreas e pequenas, na maioria das vezes com comércio local, bem cuidadas com flores e cores quentes.

 

A referir: apesar de ser uma cidade turística com marcas globais, há comércio local em cada metro quadrado destas mimosas ruas. 
Pinturas batik ou a óleo, artesanato, vestuário, sarongs e afins...
E o que mais me impressionou é a cultura do café que aqui se prática.
Há estabelecimentos muito bem decorados e muito chamativos. Sente-se a preocupação na escolha das cores, materiais e conforto. No geral as bebidas quentes e frias, bem como comida são maravilhosas!
 

 

 

 

 

Apreciei muito a caminhada pelos arrozais e pelos meandros desta natureza tão densa e cheia de força.

 

 

 

 

 

 Ubud, uma cidade para mais tarde revisitar.

 Estadia de 23/01 a 27/01 de 2014.

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publicado às 03:10

Estar para aqui...

por parasergrandeseinteiro, em 25.01.14
Sinto-me finalmente a relaxar, a descansar, a conseguir freiar os mil pensamentos, planos ou expectativas que tenho sempre em carteira. 
Tenho a sensação que já nem sabia descansar e deixar apenas o dia fluir. 
Passei muito tempo a "toque de caixa", como eu costumo dizer. Nem para um almoço de família ou amigos tinha tempo ou disponibilidade. Acordava sempre, impreterivelmente, com o despertador e mais cedo do que o meu corpo queria despertar. 
Agora, acordo com galos. Deito-me numa boa sombra com aragem para dormir uma sesta. Ouço grilos, e animais que não conhecia como o geko, uma espécie de lagarto que manda uns "gritos" potentes e engraçados. 
Não há rádio, nem TV. 
Escreve-se, lê-se, conversa-se, ou então não se faz nada. Esta-se para aqui.

Gosto desta paragem. 
Preciso desta paragem. 
Tem sido importante para me posicionar. 
Não somos nada do que vestimos ou possuímos. 
Eu sou apenas aquilo que me exijo ser. Ser boa para mim e para o que me rodeiam é tão relativo! Somos movidos por estímulos. Perante a dificuldade podemos ter tantos caminhos para seguir. Uns mais fáceis e outros mais difíceis, uns serão melhores e outros mais correctos. 
Mas quem dita essas regras, essas escolhas? Eu apenas. Gosto do que tenho sido e quero sempre gostar do que sou. 

Gosto desta paz que dorme tranquila no meu peito.
Deixei muita coisa desnecessária para trás.

Curioso viver sem grandes vaidades! Logo eu, que tiro tanto prazer de ser vaidosa. Sempre o serei.
Vivi tempos em que nunca calçava saltos rasos, usava sempre maquilhagem, brincos, pulseiras.... Perfume, creme de mãos, unhas exemplarmente arranjadas...
Agora esvoaçam as ondas naturais do meu cabelo, tenho as pernas picadas de melgas e a cara lavada e hidratada. E sinto-me bonita.

Esses tempos hão-de voltar. Mas até lá gosto desta sensação de só estar para aqui. Feliz.



Ubud, Bali, Indonésia

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publicado às 10:42

Menjangan Island, Bali

por parasergrandeseinteiro, em 22.01.14

Há muito que tinha curiosidade em experimentar mergulho. Por muitas razões e meios diferentes, sempre estive bastante próxima de pessoas que fazem mergulho e a opinião é unânime. Adoram! Por alguma boa razão tem de ser!
Os últimos 3 anos foram extremamente preenchidos com outras prioridades e não consegui satisfazer a minha vontade e entusiasmo. O mais perto que estive não passou de uma experiência numa piscina. Aí fiz o meu baptismo de mergulho mas não foi nada de especial e não deu para deixar o "bichinho".

Agora que tinha todas as condições reunidas para o fazer, já que me faço acompanhar (e muito bem!) de um instrutor de mergulho, não posso! E é mesmo assim… Depois da mina cirurgia e complicação pulmonar pós cirúrgica não é intelingente arriscar. Se acontecer alguma coisa os peixinhos não me poderão ajudar!

Tenho a dizer contudo, que fui bastante bem recompensada nesta maravilhosa paisagem + uma máscara + um snorkel.
É incrível o que o mar esconde no seu intimo, e o que por lá se passa? Que tranquilidade, que ambiente mágico está ali?
Parecia estar dentro de um um mundo de mil cores, onde não há mais nada se não peixinhos, peixes e peixões, moluscos, esponjas e conchas maravilhosas depositadas em corais de mil texturas e cores… Absolutamente petrificante. Eu só não queria incomodar!

Estou habituada a ver peixes em aquários ou mesmo bonitas imagens na Tv mas ali senti-me no mundo de alguém que não o meu e até estava com cerimónia. Estava encantada.
A panóplia de cores e padrões vai para além da minha imaginação e quiça recordação neste momento. Seria dificil fazer uma desenho tão belo!

Não poderei ser uma mergulhadora mas poderei ser uma snorkeler! ;) 

 

 

 

 

 

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publicado às 10:17

Ah pois é

por parasergrandeseinteiro, em 21.01.14

Ter uma casa de banho ao ar livre é relaxante e diferente. Com este calor todo tomar banho de chuveiro à chuva é agradável. O único "senão" é a fauna que nos ataca em situações mais constrangedoras à noite, se a necessidade assim o ditar! Minhocas, formigas, melgas... Lagartos!

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publicado às 14:38

“Ele"

 

E a seguir “Ela"

 

 

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publicado às 13:21

Ora bem...

por parasergrandeseinteiro, em 19.01.14

Calor que se farta, horas intermináveis, uma valente constipação,,, Autocarro + comboio + Ferry + UMA CHUVADA que nos deixou uns “pintos” + um minibus = chegada a Pemuteran, Ilha de Bali!

 

E agora vou descansar ;)

Pemuteran, Bali, Indonésia

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publicado às 10:47

Sempre a aprender

por parasergrandeseinteiro, em 19.01.14

(NOTA: Esta bagagem é de duas pessoas e não apenas minha)

 

Esta viagem está a servir entre muitas coisas boas e maravilhosas para perceber como devo viajar para a próxima e evitar cometer os mesmos erros.

Refiro-me a essencialmente a bagagem, porque neste momento se eu pudesse eliminava uns 75%! Já perdi uns 10%... e não sou pessoa de “semear” coisas, mas quando se anda com 2 malas mais uma mochila acontece!

 

Tudo o que se traz carrega-se às costas e ainda se paga excesso de bagagem. Ah pois é!

 

De qualquer forma posso sempre salvaguardar-me com a desculpa que estou a fazer uma viagem "nomada” que é igualmente uma transição da minha vida de Hong Kong para o próximo destino logo não é assim tão fácil viajar só com o essencial.

 

Para a próxima viagem que fizer não me quero esquecer de:

- Chapéu (trouxe)

- Óculos de sol (na trouxe)

- Protector solar (trouxe)

- Ténis (perdi logo nos primeiros dias)

- Chinelos (trouxe)

- Polar/ sweatshirt (trouxe mas é muito fina)

- Meias (trouxe)

- Cadeados para as malas (trouxe)

- Tampões para os ouvidos (mesquitas, motas, galos…) (sempre comigo)

- Lanterna (Nop)

- Fio dentário/ escova de dentes (sempre comigo)

- Toalhitas húmidas e lenços (sempre comigo)

- Corta vento/ impermeável (trouxe)

- Repelente de mosquitos (DEET) (trouxe)

- Lençol/ saco cama (Não trouxe, nem tenho)

- Máquina fotográfica (trouxe)

- Saco estanque (Não trouxe, nem tenho)

- Medicamentos (SempRRRe!)

 

Em relação a roupa, 3 a 4 mudas velhas de preferência, porque tudo o que vem idealmente deve ficar. Eu não queria acreditar mas aprendi bem a lição. Chinelo no pé, roupa confortável e paz de espírito é o essencial para se viver bem estes dias.

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publicado às 10:21

BROMO, Ilha de Java, Indonésia

por parasergrandeseinteiro, em 19.01.14
O Monte Bromo é um vulcão activo e é parte do Tengger massif, oeste da ilha de Java, na Indonésia.
 
Com 2,329 metros é uma das atracções turísticas mais visitadas por aqui. O vulcão pertence ao Parque Nacional Bromo Tengger Semeru. O seu nome deriva do javanês Brahma, o Deus criador hindu.
Para chegar à borda da cratera optamos por ir a pé em detrimento das inúmeras hipóteses disponíveis: jipe, pónei, cavalo, mota...
A paisagem é árida e vulcânica, o silêncio é apaziguante e a suave textura do solo contribuem para uma caminhada muito agradável.
 

 

 

 

 

 

 

 

 Já não era o primeiro vulcão que ia ver, mas fiquei de queixo caído com a espectacularidade do que me esperava.

Depois de subir centenas de escadas até o topo, e ainda ofegante, deparo-me com um vulcão obviamente activo, imponente, um cheiro intenso a enxofre e um frio gélido devido à altitude a que me encontrava.

 

 

um vapor denso, quente e sulfurado a galgar a cratera. Uma imagem única e marcante.

Ao fim do dia tive oportunidade de assistir a um magnifico pôr-do-sol, o que fechou esta experiencia de uma óptima forma.

Adorei! valeu muito a pena a aposta no Monte Bromo.

 

 

 

Embora estivesse novoeiro, apanhei uma valente constipação e escaldão.

 

Estadia de 15 a 17/01/2014.

 

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publicado às 06:15

Ainda na ilha de Java: Viagem para Probolinggo

por parasergrandeseinteiro, em 16.01.14

De Yogyakarta para Probolinggo são cerca de 355 Km. Partimos as 7:45 e resolvemos ir de comboio, em classe económica ao invés de ir de avião. Foram oito horas de viagem e uma excelente oportunidade de conviver com os locais e embebermo-nos o mais possível na sua rotina. Éramos os únicos turistas.

 

Desde pés nós bancos (eu também os pus para estar mais confortável), caixas, caixotes e malotes. Comida, café, chá e outras bebidas disponibilizadas por vendedores ambulantes que entravam no comboio em certas paragens. Arroz acondicionado numa folha de bananeira e um elástico mais uma colher por exemplo...

 

 

 

 

 

 

 

 

Bebés desesperados com o desconforto da viagem mas sempre com o pai numa dedicação incansável a socorrer as suas vontades. Mais uma vez destaco: as pessoas aqui são naturalmente dóceis, tranquilas e carinhosas. É muito comum ver manifestações de afecto de pais para filhos.

Acho que é por isso que eu cada vez os acho mais especiais.

São amorosos e sempre sorridentes.

 

(Fotografia a ser publicada assim que as condições de WiFi o permitam)

 

Adorei a experiência!

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publicado às 13:04

A destacar em Yogyakarta

por parasergrandeseinteiro, em 16.01.14

Malioboro street: situada no centro de Yogyakarta, é uma das ruas mais movimentadas da cidade e vive 24 horas por dia do comércio local, pontos de alimentação típica e entretenimento.

Water Palace (Palácio da água): gostei de imaginar que, em tempos passados, o sultão escolhia do cimo de uma torre a concubina predilecta para passar um bom momento na sua piscina privada.

Kraton, Sultan Palace: residência oficial do sultão e sua família.

 

Houve oportunidade para assistir a uma exibição de dança clássica e música tradicional Indonésia.

 

Começou a chover intensamente, aproveitei para deitar uma sesta ao som da chuva em cima da pedra mesmo.

Quando chove a temperatura fica mais generosa e aproveitei para relaxar um pouco.

 

 

 

Bird market: Não fiquei particularmente impressionada. Não gosto muito de ambientes de aviário e havia muitos mais que pássaros, larvas gigantes por exemplo...

 

 

 

 

 

Merapi Mountain: saímos do hotel por volta das 22:00, e começamos a caminhada por volta da 1:00 da manhã. 16km (ida e volta), numa encosta íngreme, escorregadia e com acessos pouco fáceis. Pelo menos para mim que perdi os meus ténis e resolvi fazer esta caminhada de sabrinas.

O objectivo era ver o nascer do sol do cimo do monte Merapi, um vulcão activo. Depois de um esforço aliviado pela motivação de ver o nascer do sol numa paisagem promissora fomos traídos pelo imenso nevoeiro. De qualquer forma valeu pela experiencia.

Templo de Borobudur: um dos centros de budismo mais importantes da Indonésia. É também considerado um dos maiores templos budistas do mundo.

Imponente e colossal. As sua dimensão e cor vulcânica enquadram-se harmoniosamente num cenário verde vibrante que lhe da colo. Este monumento foi restaurado pela UNESCO nos anos 70.

 

 

 

 

 


Templo Prabanam: é um templo Hindu. O maior templo na Indonésia dedicado à Deusa Shiva.

(estadia de 9/01 a 15/01/2014)

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publicado às 12:43

Parte 2/3 Indonésia - Ilha de Java, em Yogyokarta

por parasergrandeseinteiro, em 11.01.14

Senti este cheiro logo que aterrei em solo Indonésio. Esta terra tem um perfume intenso e, acredito que, característico.

Rapidamente me apercebi dos sorrisos fáceis e sinceros, definitivamente são um povo especial com características muito peculiares.

É fácil e simples andar feliz por aqui. Todos oferecem sorrisos e simpatia.

 

O calor, embora ardente, dá um conforto constante e faz-nos estar mais perto da natureza que se faz sentir fortemente por aqui.

Quando chove o cheiro intensifica-se, molhamo-nos mas ninguém pára. Molha e logo seca, sem sentir frio.

 

As crianças andam descalças à chuva. Felizes com o novo cenário para as suas brincadeiras, afinal a "chuva faz as pessoas bonitas" e pelos vistos felizes.

 

Caminho o dia todo. Não nada melhor para sentir e perceber a dinâmica e a vida de um local. É uma forma de passar, olhar ou observar as barracas de comida, batik (técnica típica da Indonésia de pintura de vestuário, também aplicada a arte), bijutaria, combustível em garrafas de 1,5L para as inúmeras motorizadas que enchem as ruas numa desordem e anarquia próprias.

As deslocações mais longas ou quando as pernas já imploram por descanso fazem-se de "becak", bicletas com um banco duplo à frente. Estas são pedaladas pelo esforço humano. Os locais de dicam uma vida inteira a este ganha pão. Às vezes magros, velhos e franzinos mas sempre de olho e viva voz para nos oferecerem o seu serviço.

 

A comida é deliciosa, colorida e saudável. Fruta e vegetais abundam por cá.

 

Dá que pensar... Este mundo tem padrões de vida e felicidade tão diferentes. As necessidades são tão relativas, e não me refiro às fisiológicas, obviamente.

Sentir estas diferentes realidades é tão enriquecedor! Dou-me conta como tudo é tão relativo, que sinto reservas ao tecer comentários ou opiniões ao que estranho me parece. Afinal é só diferente...

Quanto mais me exponho a este mundo mais me apercebo de quão reduzidos podemos ser ao impor a nossa visão e opinião quando são baseadas apenas na nossa "pobre" experiência. Somos encaixados em regras tão limitativas que nos tornamos marionetas da nossa sociedade. Algo necessário sem dúvida! Mas de repente... Parece-me tão importante ter noção disso, e perceber porque é assim.

 

Na simplicidade há mais paz. Parece-me. Nós, Temos muito, queremos muito e pouco estamos dispostos a dar. A sobrevivência já não é por fome, sede ou frio. Mas sim por uma mente sã, equilíbrio e felicidade porque de repente estamos sós e deprimidos... E às vezes pouco felizes com a nossa vida.

 

O que tenho a dizer é que em vez de me sentir uma privilegiada perante esta gente, por ter estudos e esclarecimentos mil, sinto uma "inveja saudável" pela sua doce e abençoada "ignorância".

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publicado às 14:23

Parte 1/3: Singapura

por parasergrandeseinteiro, em 06.01.14

Para quem viveu em Hong Kong (HK), a surpresa inicial não é marcante. HK é bem mais imponente, consideravelmente mais populado e tem uma vida própria muito característica.

Lembro-me quando fui apresentada pela primeira vez a HK, a imagem do Victoria Harbour ficou-me gravada. Foi uma sensação inesquecível. Aquela vista é inspiradora e arrepiante.

 

Singapura impressiona pela extrema organização e limpeza, essencialmente no centro da cidade.

Pontos curiosos: Não é permitido mascar pastilha elástica e não há um papel no chão. A acrescentar, não se vêem cães nem pessoas a fumar na rua. Sente-se uma certa competição entre Singapura e HK, andam no chamado "taco-a-taco".

 

Ambos têm lojas hiper mega de luxo num tamanho e número surreal, o que a mim não me serve de muito! Em termos de arquitetura Singapura é mais original mas HK tem mais arranha-céus e mais altos. A primeira tem espaços mais amplos, ruas mais convidativas para um passeio relaxado, mas não tem a possibilidade de contato com a natureza de HK quer em termos de híkes/ caminhadas como acesso a boas praias.

De qualquer forma senti que em Singapura há uma certa tentativa de fabricar ambientes, o que em HK pelo facto de haver mais pessoas não se sente tanto e torna a cidade mais carismática.

 

Alguns locais que me marcaram por cá:

 

 

 

 

 

Cidade - centro

 

 

Super Tree Grove

 

 
Marina Bay

 

Marina Bay Hotel

 

 

Pasarella Market

 

 

 

Botanic Garden

 

Bugis Market

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publicado às 15:30

2014, um novo ciclo. Um novo desafio!

por parasergrandeseinteiro, em 06.01.14

Hong kong e o sudoeste asiático marcaram a minha "caminhada". Esta experiência foi definitivamente um ponto de viragem na minha vida. Foi das decisões mais importantes com que me deparei e tomei. Não voltaria atrás, jamais! Ficaram hábitos e referências culturais curiosos:

1- Beber água quente. Chá durante o dia e às refeições. Independentemente do calor que se faça sentir! Adoro o conforto de beber algo quente ou tépido. Principalmente a seguir as refeições.

2 - Negociar preços.

3 - Não estranhar penteados/ cores de cabelo, roupas, calçado diferentes do habitual.

4 - Mover-me numa densa multidão diariamente. Tolerar (relativamente) empurrões e tentativas de passagem à frente, até porque já faço o mesmo.

5 - Tirar os sapatos antes de entrar em casa.

6 - Lavar a loiça nos restaurantes de rua com água ou chá quente e deitar a água utilizada para o efeito para o chão ou para um recipiente colocado no centro da mesa.

7 - Fazer um ar natural com o barulho de sorver líquidos, arrotos, comer com a boca aberta, falar com a boca cheia... Não faço, nem quero fazer o mesmo!

8 - Agarrar os cartões, dinheiro... com as duas mãos em simultâneo e fazer um aceno de baixo para cima (tipo vénia) em sinal de agradecimento.

 

Fecha-se o ciclo de Hong Kong e abraço um novo desafio. Pôr-me ao "caminho" de novo é tão deslumbrante para mim! Conhecer uma nova cultura, novas gentes, cenários diferentes e começar tudo de novo. Pôr-me à prova no desconhecido faz conhecer-me ainda mais. Isso faz-me muito sentido e... É tão libertador! Chama-se a isto viver!

 

Bom ano de 2014! Para além dos alicerces essenciais como a saúde, desejo e peço: motivação, boa energia, vontade de sorrir e ao invés de ser brindada com a sorte ir eu à procura dela e ser feliz!

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publicado às 04:08


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