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Tchaikosky, Peter Ilyich Tchaikovsky se faz favor....

por parasergrandeseinteiro, em 16.01.11

 

 

Perguntava-me hoje um amigo meu: “E o que somo nós sem música?”

 

Somos pouco, muito pouco.

 

Há poucas sensações melhores do que aquelas que sentimos quando uma boa música nos invade e sem pedir licença nos enche.

Enche de ritmo, vida, emoções que nadam da cabeça aos pés em tempos record… Sensações que nos dão energia, que nos soltam lágrimas inesperadas, que nos arrepiam e até que nos dão, num curto espaço de tempo, outras perspectivas, como um flash….

A música realmente tem poder, mexe… faz bem!

 

Mas até o c*brão do TchaiKosvsKy… se tem de chamar Pedro!!!!???

publicado às 22:45

televisão

por parasergrandeseinteiro, em 16.01.11

Deu o seu primeiro suspiro em 1927, em 1954 estava disponível com imagem a cores…

 

Eu pessoalmente, nasci em frente a uma televisão.

 

Nunca fui teledependente, mas nunca tinha tido oportunidade de perceber o seu real peso na minha vida, até há uns dias atrás quando mudei para um prédio novo…onde não há TV.

É verídico, actualmente os prédios já não são concebidos com antena, onde as únicas opções disponíveis (não no sentido redutor) são o cabo, a fibra, o satélite…

Pois bem, há 3 semanas que vivo sem televisão. A situação ainda não foi regularizada, bem no coração de Lx e com um número de casas considerável… A melhor perspectiva, até à data, é meados de Fevereiro.

 

Não gosto da sensação… mas dá que pensar. O silêncio é incomodativo, assustadoramente perturbante.

Porque que é que é difícil viver sem estímulos? Estarmos só nós, é… dificil, causa estranheza e urge inevitávelmente a pergunta:

E agora?...Agora vais ler, lavar a loiça do pequeno almoço, arrumar as coisas, sentar-te no sofá e sentires-te…ahhhh, mas vou por uma música para não me sentir tão só, “estranha???”… Não! Experimenta estar assim, sem som, sem música… Estás contigo. Será isso assim tão mau? Não sei, nunca experimentei…

 

Sou da opinião (hei-de repetir esta frase algumas vezes) de que nada acontece por acaso, e é nas situações menos boas, que nos privam do habitual conforto, que nos podemos conhecer melhor…

publicado às 22:35

Expectativas...

por parasergrandeseinteiro, em 16.01.11

São essenciais, talvez a força motriz para vivermos.

Caso contrário, para quê levantar-me na cama? Poderia viver simplesmente a saciar necessidades.

 

Por outro lado, há uma linha ténue, bem ténue, a partir da qual se tornam altamente prejudiciais.

Impedem-me de aproveitar as situações na sua essência, fazem-me esperar mais ou menos... castram a avaliação pura, sufocam o improviso, destroem o efeito surpresa... Fazem-nos, FAZEM-ME, idealizar situações e não suportar o caminho que me leva ao meu "desejo", ou que simplesmente não leva.

 

E por muitas vezes sinto, que por estar focada num objectivo, não permito que a vida me leve por um outro caminho, que me serviria igualmente… mas como não pensei nele antes, desvio-o.

 

Quanto já deixamos de viver porque achamos que somos OS maestros do nosso destino?

publicado às 22:03

Para ser grande, sê inteiro

por parasergrandeseinteiro, em 16.01.11

Somos formatados desde que nos sentimos e vemos como gente para sermos alguém… Mas o que é ser alguém? Aos 28 anos suspeito que percebo alguma coisa do assunto, mas uma certeza ganhei até ao dia de hoje… É tudo, é muito… mas está longe de ser simplesmente ser-se alguém.

Nada Teu exagera ou exclui… Aí está um lema de vida, algo que me dá uma força titânica para adorar viver e saber que vale a pena ser o que sou, porque quero ser muito. Os entretantos são dolorosos, confusos, muitas vezes limitantes e fatais…

Tento ser todo em cada coisa e por o quanto sou no mínimo que faço, mas mais uma vez… o risco de "desabar" é real. Viver com a certeza e segurança que o que fazemos e somos é o correcto ou o melhor, simplesmente não é possível. As emoções, os medos, as angústias ou auto-defesas (até por nós desconhecidas) poluem-nos a visibilidade, e tornam-nos frágeis. E aí estão reunidas as condições perfeitas para que o -ser um todo em cada coisa- passe de uma convicção ou bandeira para uma utopia.

Mas no “fim”, o esforço e a vontade de sermos melhores fará com que a lua toda brilhe, porque alta viverá, sempre.

publicado às 21:26


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