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Amanheci e vesti-me de preto

por parasergrandeseinteiro, em 25.01.11

Penteio o cabelo, de uma forma diferente do habitual… não deposito a mesma carícia, a mesma ternura com que gosto de o fazer.

Sinto-me vazia, sinto-me o mais parecido com o estado de perdido que conheço. Não percebo outra vez onde começa ou acaba, ou o simplesmente o porquê deste vazio.

O que é que a vida tanto se esforça por me mostrar e eu não percebo?

Porque é que não chega? O que é que eu quero tanto??? E não vem… e será que eu quero?

Lavo-me, integralmente, mudo a cama, a roupa… como se assim conseguisse lavar os vestígios daquilo que me deixou assim. E no fim é o quê? Se eu ao menos conseguisse saber o que é.

A situação repete-se, e volta ao mesmo… porque é que eu não "apanho"? Eu quero perceber. Eu quero lavar a alma, quero sentir-me em paz. Nem preciso sentir-me extasiada ou muito feliz… já que a “conta” a seguir é pesada.

Utilizo a minha arma mais genuína e que, inteligentemente julgo eu até à data, é mais eficaz: a sinceridade... para gerir, sim GERIR é mesmo a palavra, a situação, para depois me sentir nua, despida… desprovida de qualquer segurança.

Dói…

Depois de um dia cheio de obrigações… procurei o conforto naquilo que me enche e me faz sentir viva, infelizmente a sensação é tudo menos agradável, para no fim a minha única solução ser um golo de água com algo que me leve sem eu pensar.

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publicado às 00:14

Aquela massa...

por parasergrandeseinteiro, em 17.01.11

É uma massa densa, cheia de contornos com texturas bizarras… às vezes não sei onde começa ou acaba. É insolúvel, especial mas incómoda.

Está alojada bem aqui dentro, colada, cimentada no meu peito…

Chego ao ponto de não a querer, em que o meu desejo mais profundo é não a ter na minha lembrança… mas passei o ponto em que tinha escolha. A partir dali parece que nada era reversível, e a partir dali… dependerá só de mim.

Mas como? Eu não quero esquecer, eu cheguei lá…

Como se ignora a sensação, ou a sua lembrança, de me sentir plena ou na iminência de me sentir? O cheiro do fascínio, o sabor daquela magia, tocar o teu olhar e não te ver… simplesmente te sentir… e silenciosamente suplicar que não desistas.

Tentar não ter segredos, nem aqueles que eu ainda não sei… tentar desesperadamente entender, entender-te…

…e na exaustão resignar-me à realidade e aceitar.

Aceitar o quê? Que o que me fez sentir a Vida e ser uma Mulher, tem que ser… digerido? Ultrapassado? não… não pode ser! Adoptar uma qualquer teoria da relatividade…e …Aceitar?

Caramba… Aceito, Aceito por ser a forma menos cruel e justa para mim.

 

Dei tudo… quis galgar obstáculos, crescer a mil à hora… porque queria chegar lá outra vez.

Perdi o meu rumo, faltou-me o chão… Experimentei pôr-me à prova. Vivi situações que não era eu… A minha vida virou os “100 metros barreiras” onde eu não saltava, caía… em todas.

 

Agora caminho direita, mas às vezes aquelas quedas deixam saudade… Porque até aquela dor era melhor que o vazio de não te ter.

 

Mas aceito.

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publicado às 22:27

Tchaikosky, Peter Ilyich Tchaikovsky se faz favor....

por parasergrandeseinteiro, em 16.01.11

 

 

Perguntava-me hoje um amigo meu: “E o que somo nós sem música?”

 

Somos pouco, muito pouco.

 

Há poucas sensações melhores do que aquelas que sentimos quando uma boa música nos invade e sem pedir licença nos enche.

Enche de ritmo, vida, emoções que nadam da cabeça aos pés em tempos record… Sensações que nos dão energia, que nos soltam lágrimas inesperadas, que nos arrepiam e até que nos dão, num curto espaço de tempo, outras perspectivas, como um flash….

A música realmente tem poder, mexe… faz bem!

 

Mas até o c*brão do TchaiKosvsKy… se tem de chamar Pedro!!!!???

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publicado às 22:45

televisão

por parasergrandeseinteiro, em 16.01.11

Deu o seu primeiro suspiro em 1927, em 1954 estava disponível com imagem a cores…

 

Eu pessoalmente, nasci em frente a uma televisão.

 

Nunca fui teledependente, mas nunca tinha tido oportunidade de perceber o seu real peso na minha vida, até há uns dias atrás quando mudei para um prédio novo…onde não há TV.

É verídico, actualmente os prédios já não são concebidos com antena, onde as únicas opções disponíveis (não no sentido redutor) são o cabo, a fibra, o satélite…

Pois bem, há 3 semanas que vivo sem televisão. A situação ainda não foi regularizada, bem no coração de Lx e com um número de casas considerável… A melhor perspectiva, até à data, é meados de Fevereiro.

 

Não gosto da sensação… mas dá que pensar. O silêncio é incomodativo, assustadoramente perturbante.

Porque que é que é difícil viver sem estímulos? Estarmos só nós, é… dificil, causa estranheza e urge inevitávelmente a pergunta:

E agora?...Agora vais ler, lavar a loiça do pequeno almoço, arrumar as coisas, sentar-te no sofá e sentires-te…ahhhh, mas vou por uma música para não me sentir tão só, “estranha???”… Não! Experimenta estar assim, sem som, sem música… Estás contigo. Será isso assim tão mau? Não sei, nunca experimentei…

 

Sou da opinião (hei-de repetir esta frase algumas vezes) de que nada acontece por acaso, e é nas situações menos boas, que nos privam do habitual conforto, que nos podemos conhecer melhor…

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publicado às 22:35

Expectativas...

por parasergrandeseinteiro, em 16.01.11

São essenciais, talvez a força motriz para vivermos.

Caso contrário, para quê levantar-me na cama? Poderia viver simplesmente a saciar necessidades.

 

Por outro lado, há uma linha ténue, bem ténue, a partir da qual se tornam altamente prejudiciais.

Impedem-me de aproveitar as situações na sua essência, fazem-me esperar mais ou menos... castram a avaliação pura, sufocam o improviso, destroem o efeito surpresa... Fazem-nos, FAZEM-ME, idealizar situações e não suportar o caminho que me leva ao meu "desejo", ou que simplesmente não leva.

 

E por muitas vezes sinto, que por estar focada num objectivo, não permito que a vida me leve por um outro caminho, que me serviria igualmente… mas como não pensei nele antes, desvio-o.

 

Quanto já deixamos de viver porque achamos que somos OS maestros do nosso destino?

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publicado às 22:03

Para ser grande, sê inteiro

por parasergrandeseinteiro, em 16.01.11

Somos formatados desde que nos sentimos e vemos como gente para sermos alguém… Mas o que é ser alguém? Aos 28 anos suspeito que percebo alguma coisa do assunto, mas uma certeza ganhei até ao dia de hoje… É tudo, é muito… mas está longe de ser simplesmente ser-se alguém.

Nada Teu exagera ou exclui… Aí está um lema de vida, algo que me dá uma força titânica para adorar viver e saber que vale a pena ser o que sou, porque quero ser muito. Os entretantos são dolorosos, confusos, muitas vezes limitantes e fatais…

Tento ser todo em cada coisa e por o quanto sou no mínimo que faço, mas mais uma vez… o risco de "desabar" é real. Viver com a certeza e segurança que o que fazemos e somos é o correcto ou o melhor, simplesmente não é possível. As emoções, os medos, as angústias ou auto-defesas (até por nós desconhecidas) poluem-nos a visibilidade, e tornam-nos frágeis. E aí estão reunidas as condições perfeitas para que o -ser um todo em cada coisa- passe de uma convicção ou bandeira para uma utopia.

Mas no “fim”, o esforço e a vontade de sermos melhores fará com que a lua toda brilhe, porque alta viverá, sempre.

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publicado às 21:26


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