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Tomohon, definitivamente marcante

por parasergrandeseinteiro, em 23.02.14

Marcante, pela intensidade que as suas tradições tiveram em mim.

Fiquei a pensar como as nossas sensibilidade e predisposição estão trabalhadas e adequadas à nossa cultura e hábitos, no fundo àquilo que aprendemos a ser o normal e o correcto.


Tomohon, é terceira maior cidade do norte da ilha de Sulawesi.
O que nos levou lá foram: a existência de 2 vulcões (Mt. Mahawu e Mt. Lokon) e o mercado "macabro" (TOMOHON’S MACABRE MARKET).
Fomos ao mercado e ao Mt. Mahawu.

Acordámos cedo, preparámos o outfit adequado, apanhámos um mikrolet, chegámos à estação central de autocarros de Manado com o objectivo de ir para Tomohon.

Microkolet
Procurámos pelo autocarro que nos levou até Tomohon.
Não estávamos completamente certos nem ilucidados como ir para lá. Queriamos ir de transportes locais então perguntámos e apontaram-nos com o dedo.
(Aqui comunicamos por palavras chave ou gestos, já que há poucas pessoas a falar e a perceber inglês).
E ali estava, um autocarro médio BEM preenchido de pessoas.
Ainda se pôs a hipótese de esperar pelo próximo. Mas não resignada entrei no bus e rapidamente as pessoas começaram a fazer sinais de "anda que ainda cabes aqui".
Nota: havia cadeiras de plástico encaixadas no corredor. Uma anedota!

Eu encaixo-me em qualquer lado (ridiculamente até estava disposta a ir de pé. Não estava minimamente ciente do me esperava), os 191 cm do J é que é mais complicado!
Mas lá se encaixou, muito mal, num espaço improvisado.
De portas abertas e com um barulho de motor ensurdecedor, lá fomos para Tomohon.
No total foram 2 horas de inferno para percorrer 23Km!
(Confesso que vibrei com a experiência apesar de ter sofrido horrores com o desconforto e calor)

Mal chegamos, o cheiro intenso a "bedum" fez-se sentir.
Estávamos ao lado do mercado. Do mercado macabro!
(É das coisas que mais me incomoda são os maus cheiros, intensos e sanitários que se sentem por aqui. De resto sou relativamente todo-o-terreno. Muito mais do que algum dia achei.)


Costuma dizer-se que as pessoas de Minahasan comem/ ingerem tudo o que quatro patas, excepto cadeiras e mesas. E é verdade...
Tenho a dizer que é preciso estômago e mente aberta para aceitar o que por lá se passa.
As imagens seguintes são extremamente impressionantes (na minha perspectiva) e podem ferir susceptibilidades.

Pois bem, por aqui vende-se e come-se todo o tipo de carne.

 

Cão:



Ratos e ratazanas:


Serpente:


Morcegos:

E outras:
É incrível, custa a ver e a perceber mas são a cultura e tradição do povo de Minahasan.
A mim impressionou-me, mas já vou ficando imune a estas diferenças e aceito-as, mas tenho que gerir a impressão que me provocam.


Para aliviar um pouco a intensidade do mercado pusemo-mos a caminho do vulcão Mahawu. São cerca de 15Km ida e volta.
Tivemos uma ajudinha pelo caminho. Uma carrinha de caixa aberta parou. Acenou-nos num movimento que se percebeu ser - subam! E nós gritamos: Mahawu!
Adorei!



Levou-nos até onde tinhamos o caminho em comum e depois continuamos a pé.

O percurso, embora a mim me custe sempre muito a subir, é lindo.
A natureza oferece-nos vários cenários: campos de arroz, socalcos cultivados com várias texturas e às vezes vegetação densa.
Apanhámos diversos locais pelo caminho a trabalhar, e sempre, mas sempre, nos cumprimentam!
O cratera do vulcão em si não me impressionou, mas a sensação de chegar ao cimo é sempre especial.
Depois de ver o monte Bromo, é difícil impressionar-me.


Voltamos a descer.
O J teve uma ideia de cortar caminho e sem saber meteu-nos no meio de de terrenos cultivados. Quando demos contá-la estávamos no meio de regos e mais regos a descer a encosta...
Já nos imaginava num grande sarilho, perdidos e a ter que subir tudo de novo...
Mas não! Encontramos o proprietário que não se zangou de lhe andarmos a pisar as cenouras, e ainda nos apontou -Tomohon! Que era a direcção que queríamos.


No caminho encontrámos uma fonte onde nos refrescamos!




De volta a Tomohon decidimos não comer ali. Depois do que vimos no mercado não estava com apetite de comer nada naquela cidade.
Fui ao supermercado comprar um pacote de bolachas importado!!!! e dois ratinhos passaram-me pelos pés.

Enfiados e empacotados no autocarro, cheios de coragem, enfrentamos a viagem de volta.

O J não foi feito para as dimensões da Indonésia.
Como o autocarro viaja com as portas abertas estava com receio que adormecesse e me caísse do autocarro no caminho.
Ao que me respondeu: não te preocupes. Mas se cair tira fotografias!
Outro exemplo: Fazer atenção aos fios da elecricidade.


Chegados a Manado fomos directos para o Mc Donalds! Precisavamos de um sitio seguro para comer. Sem risco de nos ser servido cão ou ratos!

E assim foi um dia em grande!

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publicado às 05:48



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