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Num domingo muito quente, "chuviscoso", nublado e húmido....

por parasergrandeseinteiro, em 09.01.15

Não há grande coisa para fazer!

Quero eu dizer: haver há sempre - ESTUDAR PARA YORK! mas não apetecendo...

Pegar numa amiga e ir dar uma volta de bicicleta, respirar e sentir o cheiro do mar, dar umas gargalhadas e ter conversas tolas... sem custar muito fizemos 22km de bicicleta! 

Ah valentes!

Cycling3.png

 

Cycling2.jpeg

 

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publicado às 01:28

Churchil Island - Victoria

por parasergrandeseinteiro, em 23.09.14

Os dias têm estado cada vez mais agradáveis e o frio já não é um impedimento para passear o dia todo.

Adoro esta fase do ano, despedir-me do Inverno e receber os dias de Primavera cheios de brilho.

Há umas semanas atrás fui a Churchil Island. Mais um local maravilhoso...

 

 

Hong Kong tinha uma cultura de Hikes de que sinto falta. Havia grupos organizados e funcionavam perfeitamente e exemplarmente. Acho que é das poucas best practices que me impressionaram por lá.

A hora/ local eram marcados e como eles diziam: "Se chegares tarde não precisas de pedir desculpa porque nós não esperamos". Se falhássemos o compromisso mais de duas vezes era muito simples: éramos expulsos do grupo e assunto arrumado.

 

Tentei encontrar um grupo de Hike em Melbourne, à semelhança. Tinha esperança que fosse como em Hong Kong e que pudesse ter umas actividades semanais garantidas por sítios que ainda não conheço.

Pois bem, a experiencia foi tal que o lado positivo foi: estar certa de que não se volta a repetir. Pelo menos com aquele grupo!

60% do tempo foi à espera de pessoas atrasadas, perdidas, que estavam a comer.... sei lá! Uma organização inarrável! 

Eu já espumava! E tive que me conter muiiiito para não por aquela gente toda na ordem... Perder tempo ataca-me os nervos!

 

Por isso Churchil Island, voltarei para te caminhar de uma ponta à outra mas pelos meus meios!

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:41

Um almoço diferente!

por parasergrandeseinteiro, em 14.09.14

De entre muitas vantagens, porque eu adoro o sitio onde vivo, uma delas é ter churrascos mesmo em frente à praia, e ter a praia mesmo à frente de casa.

Combinei com uns vizinhos e lá fomos preparar o nosso almoço, vindo directamente do mercado para a chapa, com uma paisagem bonita e tranquila num Sábado de Primavera!

E tudo isto de bicicleta! ;)

 

 

 

  

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publicado às 10:44

Coisas diferentes. E mais simples!

por parasergrandeseinteiro, em 14.09.14

Há uns tempos atrás fui convidada de véspera para o casamento de um colega de trabalho, mais propriamente para a festa pós casamento. 

Não estava certa de como funcionam as coisas por aqui mas rapidamente me apercebi que são mais práticos do que estou habituada. Aparentemente o casamento propriamente dito é para os noivos e parentes mais próximos e a festa estende-se ao resto dos convidados. Parece'me lindamente.

Nesse dia fui dar uma grande volta de bicicleta de manha com o J, chegamos a casa cansadíssimos, tomei banho e fiz um almoço deliciosos para nós.

A meio da tarde comecei a aprontar-me, maquilhagem e cabelo... e as 17h00 fui apanhar o tram para o centro da cidade.

O festa foi no ultimo piso edifício EUREKA, o mais alto da cidade. Uma vista de 360 graus sobre a cidade toda! (mas para quem já viveu em Hong Kong nada de mais, só bonito).

 

 

Durante a viagem para o casamento usei a bela da sabrina rasa e a poucos metros da recepção do edificio passei para os 12cm!

 

 

 

 

Tenho a dizer que me soube lindamente fazer o meu programa de fim-de-semana e apenas ao fim do dia de sábado ir ao casamento. Sem grande logísticas, nem stresses, e acabou por ser muito agradável.

 

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publicado às 04:50

...

por parasergrandeseinteiro, em 13.09.14

 

 

Dou-me conta de como o tempo passou desde que cheguei a Melbourne. Não interessam os meses que são na realidade mas sim o que os preencheu.
Muitas etapas se ultrapassaram. Problemas que ganharam a importância a que tinham direito ‘naquele’ momento e se resolveram ou passaram simplesmente a fazer parte.
Dou-me também conta de como a vida é cheia de conquistas (e perdas), vivências, aprendizagens de mil naturezas... e o que interessa no fundo?

Estou num país muito longe de onde originalmente sou, estou com os pés voltados para Portugal, longe de tudo o que aprendi a ser-me familiar, sem o dia-a-dia com a minha família e amigos, privada das comidas que me fizeram crescer e que são a minha referencia, com uma barreira linguística ainda muito significativa. Podemos falar tudo numa língua mas as piadas e trocadilhos ficam muito aquém do que poderiam ser na nossa língua original, e isso dêem-se as voltas que quisermos é uma barreira social. Melhorará sempre, mas ate lá só me resta resiliência e saber relativizar.
Sou uma pessoa caracterizada pela espontaneidade, e custa mais a ser quem sou noutra língua mas... consigo sempre. 
Sei perfeitamente, porque farei por isso e por relatos de amigos em idêntica situação, que só o tempo o resolverá.

Procurar casa, procurar trabalho, perceber os transportes, sistema de saúde, vistos, fazer conhecidos e depois amigos, adaptar-me a ter o Inverno no Verão, conduzir do lado contrario, acordar quando a minha avo vai dormir...
Por outro lado, honra seja feita há natureza maravilhosa que me sorri todos os dias, pássaros coloridos, ar puro, jardins cheios de flores e muito bem cuidados, cangurus que amo de paixão, uma costa maravilhosa, mar a porta de casa, pessoas simpáticas e amáveis, o por do sol mais bonito que ja vi, uma boa vida no geral... A Austrália é um sitio fantástico para se viver.

E o que interessa realmente?

Para mim: ser feliz com o que tenho. O mais possível, e na maioria das vezes consigo.
Os obstáculos existem (sempre) em qualquer lado. Há muitas coisas que pesam, questões (residuais) que não se resolvem e fazem parte de nos. É um processo de balanço.
Mas se tivesse que escolher, voltaria a fazer tudo igual, ciente do "preço" da distancia. Esse instalou-se na minha consciência, não somos “amigos” mas convivemos os dois.

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publicado às 12:57

E finalmente a esperada notícia

por parasergrandeseinteiro, em 15.07.14

Depois de algum tempo de procura, estou feliz e principalmente muito entusiasmada por poder trabalhar (finalmente) numa empresa que gosto, porque já lá trabalhei em Portugal, e principalmente na área que desejo.

Depois de todo o esforço, momentos que desanimaram, perseverança e resiliência, uma comemoração caiu que nem ginjas :)

 

 

 

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publicado às 10:26

E porque o Natal é quando o Homem quiser...

por parasergrandeseinteiro, em 09.07.14

Olha foi em Julho!

Frio não falta, dias pequenos e escuros também não... O grupo de Portugueses, mais Brasileiros, Croatas, Macedónios e Israelitas juntou-se e festejamos o Natal e o ano novo.

Bebeu-se bem, comeu-se até rebolar, passou-se a meia noite e no dia seguinte ainda se fez a almoçarada de dia 25 e jogou-se cartas e charadas! 

Foi um bom Natal em Julho, porque é difícil meter na cabeça que Junho e Agosto são por aqui o pico do Inverno!

 

 

 

 

 

 

 

Para o ano há mais!

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publicado às 09:52

Vivendo e aprendendo. Sempre!

por parasergrandeseinteiro, em 03.07.14

 

Há dois meses e meio atrás, paralelamente à incessante e activa procura de emprego, investiguei cursos de conversação de inglês aqui por Melbourne.

O meu objectivo era no tempo que não estivesse a trabalhar, pudesse interagir e alinhar-me com a cultura australiana, melhorar o meu inglês, não estar o dia inteiro sem um objectivo concreto (embora tenha sempre tido os meus projectos pessoais), manter a cabeça sã e ocupada... e todas as vantagens óbvias de quando nos expomos a novos ambientes.

O resultado foi: participar em 3 cursos de inglês e um “Job Club”, em regime de voluntariado.

Não fazia ideia para o que ia… mas cedo me fascinei com a experiência que tive principalmente neste último.

 

Há uns anos atrás movia-me de garagem para garagem (casa-empresa-ginasio-casa), as pessoas com quem estava eram todas da mesma “prateleira”, “etiqueta”… Por esta razão cheguei a deixar o ginásio poch que frequentava para mudar um pouco de ares e fui para a piscina municipal perto da casa onde vivia na altura em Entrecampos.

Nessa altura confesso que me sentia embebida numa realidade muito pouco interessante, homogenia, alimentada por requisitos que nada me diziam. (Esta reflexão tem sido feita nestes últimos tempos porque me vi a viver uma realidade completamente diferente, e realmente a vida é um “sopro” e dá uma voltas muito refinadas.)

Estas voltas que são confusas, desafiam-nos, a mim têm-me feito crescer e melhorado como ser humano.

 

Melbourne, e as principais cidades Australianas, são muito multiculturais.

Adoro essa característica, adoro ir na rua e ver "de tudo", há espaço para todos os estilos e culturas. Sentem-se as diferenças cravadas na fisionomia de todos, mas todos andam de um lado para o outro nos seus desafios e lutas… somos todos "iguais" com as mesmas fragilidades, desejos e susceptibilidades (grosso modo).

 

Gosto de sentir esse crescimento dentro de mim, lidar com a diversidade ao ponto de a ignorar… e aqui não me refiro a origens mas a histórias de vida. O que “para aí há” que nós nem capacidade temos de imaginar.

Basicamente estou a gostar deste "sair da bolha".

 

Nestes cursos que frequentei, e que agora chegaram ao fim, comecei por estranhar conversas e opiniões e terminei a perceber (e não só compreender) muitas atitudes e motivações. Tão diferentes, tão mais complexas do que a nossa “feliz” e “fácil” realidade.

Há coisas que não esqueço, nem nunca quero esquecer, como por exemplo uma conversa com um refugiado do Afeganistão. Veio numa barqueta em condições miseráveis para Melbourne, como o seu irmão que numa altura diferente ficou a meio caminho num acidente. Cá está ele, sem o irmão, sem visto de trabalho ou residência numa família de acolhimento… mas sorri. Qual a motivação para dar uma gargalhada, aprender inglês com gestos e palavras-chave naquele contexto difícil… Ali estava ele de cabeça erguida!

Houve alturas em que me senti encapsulada na minha condição, complexa mas tão mais fácil e feliz que a dele. Ok, não podemos comparar tudo à fome no mundo, cada um tem as suas dores, mas é sempre bom perceber “as vidas”.

 

No Job Club impressionou-me a dedicação dos facilitadores voluntários que organizaram o curso, tão bem… aprendi tanto sobre curriculums, cartas de apresentação, motivação, expressão de interesse, como fazer entrevistas telefónicas e presenciais e tantas outras dicas.

Já não sou uma novata na procura de emprego, e já fiz dezenas de entrevistas, mas temos sempre coisas para aprender.

E eu aprendi tanto! Guardo esta experiência no meu coração. Fez-me sentir que o tempo que não estive a trabalhar foi muito bem aproveitado com outros investimentos pessoais. Não foi fácil por muitas razões, mas fica uma lembrança muito especial.

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publicado às 09:49

Ai Senhooooores!

por parasergrandeseinteiro, em 24.06.14

Não ter uma selecção nacional para torcer, e me enervar MUITO, faria de mim uma pessoa mais tranquila!

 

Olha que caramba!: 5 minutos depois do começo do jogo PUMBAAAAAA um golão - fico eléctrica... passo mal o jogo todo porque empatamos, sofremos mais um e nos últimos segundos PUMBAAAAAA mais um golão... Ai Senhooooores!

Eram 8 da manhã. Tanta adrenalina ao acordar nem é saudável!

 

 

As esperanças são poucas, mas enquanto for possível acredita-se até ao fim.

Não sei fazer a coisa por menos... e esta situação inquieta-me!

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publicado às 06:46

Já em Exmouth

por parasergrandeseinteiro, em 21.06.14

Quando finalmente cheguei a Exmouth o tempo ficou bem melhor. O sol apareceu e a temperatura era significativamente mais elevada.

 

Lighthouse/ SS Mildura Wreck:

 

 

 

 

 

 

 

Não deixamos de festejar o Dia de Portugal, fizemos uma almoçarada com chouriço assado, grelhados, saladas, camarões e claro... Um bom vinho!

 

 

2014.06.10

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publicado às 05:21

Uma viagem por "Western Australia"

por parasergrandeseinteiro, em 06.06.14

Começamos hoje uma viagem de Perth a Exmouth, passando por Shark Bay, Monkey Mia, Coral Bay, Ningaloo Reef... Aí vamos nós!

Uma grupeta de cinco bem dispostos!

 

 

 

 

 

2014.06.07 Lancelin Beach, WA

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publicado às 14:16

A vida é aprender a saber perder

por parasergrandeseinteiro, em 24.05.14

No conforto do adquirido existe o desejo profundo de que nada mude. Se houver mudança que seja para ganhar e nunca perder. 

Mudar é, na maioria das vezes, desconfortável e perder é doloroso. 

 

Vivemos em conquista galopante até uma determinada fase da vida (em princípio), tudo é crescente. Os nosso conhecimentos, aprendizagem e conquistas e estamos muito focados em nós. Contudo, e cada um no seu tempo, percebemos que as "aquisições", família, amigos, amantes e nós mesmos, são efémeros e pior... Vulneráveis. 

Não tomamos consciência disso de uma assentada só, mas vamos percebendo.

Saber perder, aceitar a mudança e contornar obstáculos optimisticamente torna-nos sábios. Não será um patamar atingido mas é todo um processo.

 

O medo é inevitável mas de nada serve porque quando perder o que tiver que perder terei que continuar a viver. Estranhamente tudo continua.

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publicado às 10:33

Estreei-me na escalada.

por parasergrandeseinteiro, em 03.05.14

No geral, gosto muito de fazer desporto. Faço diariamente por uma questão de saúde e porque me tem ajudado muito na minha recuperação, e ainda... preciso de perder uns quilinhos.

Este ano decidi perder o medo de fazer esforço nos braços e movimentos que impliquem mexer a caixa torácica. Desde que fui operada é uma zona muito sensível para mim e que me dá constantemente a sensação de não estar consistente, por isso me protejo de fazer o que quer que seja que me esforce nesse sítio.

Para isso comecei a nadar e ouso fazer umas flexões (que me custam muito) e a verdade é que tenho sentido melhorias óbvias. Devagarinho sem muitas "maluqueiras" acho que este é o caminho e assim perder o constrangimento de abrir uma porta pesada e fortalecer o meu peito. Nunca ficará igual ao que foi mas contornarei o problema, adaptando-me.

 

Para além dos treinos cardiovasculares e de resistência diários, procuro um desporto que tenha contacto com a natureza, que me faça raciocinar e assim alhear-me de qualquer outro assunto ou preocupação do momento, ou seja gostava de ter um hobbie que implicasse actividade física, que me desafiasse e ainda me proporcionasse bons momentos como por exemplo contacto com a natureza. 

Parece que nada é por acaso! Quando cheguei a Melbourne pensei na escalada, cá há muitas possibilidades de praticar este tipo de desporto tanto em "indoors" como "outdoors", e conheci uma rapariga que me desafiou para experimentar e é ideal para fortalecer o meu peito.

 

Ontem foi o dia!

 

 

Experimentei escalar com um grupo que faz escalada há muitos anos e que tiveram paciência de me introduzir nesta difícil actividade com explicações, demontrações e supervisão. É um desporto de técnica, agilidade, perícia e estratégia! Cada passo é decisivo para o resultado final.

Estar nas alturas, suportado pelos nossos membros é uma sensação desafiante (Calma! temos a corda de segurança se tudo o resto falhar).

 

Gostei muito da experiência e vou repetir. Nos entretantos tenho que fazer o trabalho de casa e ganhar força abdominal e de braços. Para isso há que fazer muitas flexões, abdominais, nadar, andar de bicicleta, correr, pesos... 

 

 

 

Fui para o HardRock em Nunawading de comboio, aqui em Melbourne. Passei um frio no caminho que me fez decidir investir em roupa bem quente para os próximos tempos. Sem dúvida... porque cheguei a casa roxa. 

Um banho quente, chá quente e uma noite muito bem dormida, fizeram-me sentir no "céu".

 

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publicado às 11:30

Há sempre um preço!

por parasergrandeseinteiro, em 28.03.14

Desde que saí de Portugal sempre encarei a questão da distância com muita racionalidade.

Não me custou deixar Portugal, é e sempre será o país do meu coração, custou-me sim deixar a minha família e os meus amigos.

 

Estar em Hong Kong ou na Austrália não traz grande acrescento à sensação de distância… se precisar de estar em Portugal numa urgência consigo fazê-lo em 27 horas.

Gosto do rumo que a vida leva, não olho para traz a achar que poderia ter sido diferente. Até sinto bastante orgulho no que tenho vivido, conhecido e assim crescido e aprendido sempre.

Faz-me sentido e estou em paz com isso.

 

Mas há uma conta para “pagar” sempre!

...Ultimamente tenho sentido um aperto no coração cada vez que me lembro dos meus pais, avós, tios, primos… tem-me custado assumir cá dentro que a rotina de família, que tanto gosto e aprecio, está quebrada pela distância. Isso dói assim de repente. É um preço tão alto!

E cada dia me custa mais. Apercebo-me das circunstancias da situação e não a vejo como efémera.

As crianças crescem, os adultos envelhecem, e eu também, À distancia!

 

Sinto-me determinada com o meu projecto de vida, sei porque estou aqui e tenho aqui a minha pequena família, construída por mim e pelo J. Mas a “moínha" aparece e de repente parece que a vida passa e deixei algo tão precioso para trás.

 

Tem-me dado para isto, choro um pouco e depois agarro-me com "unhas e dentes" à vida. É assim, tenho que aceitar as circunstancias e ver sempre o lado mais leve e iluminado.

Eu tenho essa família que amo. Tenho essa sorte e esse orgulho. Mesmo estando tão longe.

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publicado às 04:04

Quem quer bolota, Trepa!

por parasergrandeseinteiro, em 19.03.14

Os dias fazem-se de uma rotina improvisada para acudir às necessidades dos passos/ objectivos mais prementes e que quero ter resolvidos quanto antes. Quanto mais cedo, mais célere será o conforto de uma rotina mais minha.

 

Eu sou assim, impulsiva para caramba, meia louca das ideias, com uma garra destruídora… Foco num ponto e só descanso no resultado pretendido!

Calma, também não mordo. Se bem que eu acho que o J tem dúvidas! Kkkk

 

Não me queixo. As "coisas" têm corrido bem. Há determinados pontos que preciso sentir estabilizados. Vamos dizer que são os mínimos, depois estou por tudo!

No fundo adoro estas conquistas, mas que dá trabalho e massa o corpinho e a paciência, isso que ninguém questione!

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publicado às 07:59

Os primeiros dias

por parasergrandeseinteiro, em 13.03.14

Os Dias por aqui correm com alguma azáfama.

 

O J começou a trabalhar e está animado.

 

Já temos os nossos 7 caixotes que viajaram 2 meses de barco, de Hong Kong até Melbourne.

Tão bom ter as minhas coisas de novo.

 

...Ter 7 caixas mais umas 6 malas, as da nossa viajem mais umas que o J tinha já deixado cá, tudo num apart-hotel... Está-se a ver o caos!

Ahhh! E mais o bobi.

E no meio de tanto pacote encontrar roupa e sapatos para entrevistas!? Socorro.

As calcas ainda não me servem bem!

E Maquilhar-me?... Eu adoro e costumo maquilhar-me todos os dias, mas já não sabia o que isso era.

 

Lá nos vamos orientando.

 

Há muito para fazer:

 

- Descobrir os melhores sítios para fazer compras, diariamente já que o frigorífico é muito pequeno e não da para acumular grandes coisas.

Ah! Não há fogão, nem forno... Só microondas. Já tenho prática de semelhantes percalços passados e tenho conseguido cozinhar, mas sempre limitada. Por agora evitamos comer na rua, porque estivemos 2 meses a comer sempre fora e porque aqui os preços tiram-me o apetite.

Comer em casa é tão bom. Quando tivermos uma cozinha ainda vai ser melhor. Ando cheia de vontade de cozinhar.

E o J lava a loiça :)

 

- Procurar casa, fazer os contactos, marcar as visitas ou perceber quais as horas disponíveis para visitar...

 

- Abrir contas e tentar fazer transferências... DOR de CABEÇA. Problemas com o banco de HK, pois claro!

Nestas coisas os amigos de olhos rasgados não me deixam saudades. Nenhumas!

Bem, há sempre coisas aborrecidas, entraves e problemas imprevisíveis. Têm que se contornar da melhor forma.

 

- Tento fazer as distâncias a pé para não gastar dinheiro em transportes (caros!!!). Ontem fiz 14 km.

Assim faço exercício e vou onde quero na mesma. Um problema resolve o outro.

 

- Procurar emprego. Já tinha contactos feitos e processos em andamento. Cá estou eu, em entrevistas e contactos. Estou positiva, e estou disposta a ter paciência para encontrar uma boa oportunidade.

É importante relativizar as coisas. É tudo novo, mas tudo se resolve.

 

Encontro-me neste momento a fazer tempo antes de uma entrevista. Cheguei 2 horas antes com receio de me perder.

Agora escrevo, leio e espero.

 

Tudo vai tomando o seu lugar e se ajustando à nossa vontade. Se não ajustamos a nossa vontade as circunstâncias :)

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publicado às 01:40

E tudo muda

por parasergrandeseinteiro, em 11.02.14
Fiz uma mala com dois pijamas, um par de chinelos e um casaco de lã amoroso escolhidos ao meu gosto e oferecidos pelos pais. Pouco mais foi necessário levar. Não eram umas férias, mas o quarto era confortável e apenas para mim.
Estava esclarecida e bem elucidada do que que me esperava. Ou então não estava. Mas também não era preciso.
Entrei na véspera. Aproveitei o serão para terminar um projecto proposto numa ultima fase de entrevistas da minha futura (actual ex) empresa em Hong Kong. Era importante para mim, não tanto como o que iria acontecer no dia a seguir, mas queria fazê-lo e entregar.
Como estaria eu nas próximas semanas? Dificilmente capaz de fazer o que quer que fosse.
O Prof. JF entrou no meu quarto e admirou-se, repreendendo-me de imediato: T, quero-a a dormir quanto antes para amanhã estar fisiologicamente apta para a cirurgia.

Tomei um banho com um líquido, para mim lixívia, embora me garantissem que não, e vesti uma bata que me deixou o rabo de fora. A toca deu o charme final.
Subi para a maca. E ouço a Sra. Enfermeira dizer sobriamente: despeça-se dos pais.
Despeça-se? Oh diabo! Então? Senti a situação como um soco!
Ali caí em mim. Os 7% de taxa insucesso associados à intervenção que me esperava, pareciam-me agora significativos, e nunca me tinham sequer incomodado até data.
Sou muito pragmática e prática nestas situações. A solução para o problema era aquela. Escolhi o melhor cirurgião, tinha confiança nele e queria resolver a situação da forma mais célere. Estava muito positiva.

Lembro-me dos olhos azuis aguados do meu pai, da expressão de ternura da minha mãe que me disse inquieta: até já meu amor, vai correr tudo bem. Estamos aqui à tua espera.

Há pois vai, só pode!
Enquanto me pincelavam para entrar na sala de anestesia, tive uma conversa seria com o meu corpo:
"Nem sempre te tratei da melhor forma, sou gulosa para caramba, fui uma adolescente rebelde e bebi algum álcool e essas cenas que parecem ser "saudáveis" (irónico) para ser um adulto equilibrado e resolvido. Mas agora cresci, como sempre sopa e fruta, bebo muita agua, faço desporto, e sou consciente com a minha saúde... E não é por mim! Até porque não estarei cá para lamentar. Mas as pessoas que estão lá fora não merecem sofrer. Por isso dá o teu melhor!"
E pronto, entrei na sala de Cirurgia e fui super bem tratada. Os minutos que estive consciente negociei uma cicatriz horizontal. Já apalavrada, mas teimosa como sou queria reforçar a ideia. Ficou combinado que não havendo questões de maior assim seria feito. Se complicasse, para além da horizontal teria uma vertical... Justo!

Foi assim que há uma ano atrás fiz uma cirurgia de peito aberto ao coração, para emendar um defeito genético com 30 anos (incrível) chamado "ostium primum", que me traria a muito curto prazo problemas e dissabores na minha vida: hipertensão pulmonar crônica e impossibilidade de terminar uma gravidez... Entre outros.

A cirurgia foi um marco importante na minha vida obviamente, mas esse foi o começo de uma viragem abrupta.
No espaço de um ano tudo mudou. Não tudo, mas muito.
Percebi e aprendi algumas coisas. E descobri uma garra interior que não conhecia.

Primeiro não há amor nem dedicação como o de mãe e pai.
Não ter autonomia, nem capacidades de ter a minha intimidade e higiene. Sentir-me incapaz de me levantar ou subir uma escada. E te-los ali prontos, a postos!, e disponíveis 24h por dia, capazes do inimaginável só para diminuir um milímetro que fosse o meu desconforto ou dores.
Aprendi depois de algumas lágrimas e surpresas que é assim, um amor incondicional sente-se por pais e filhos. Há muitos tipos de amor paralelamente, mas vamos lá crescer e gerir expetativas... Não estão lá sempre. Muito menos quando "é preciso".

Lamentar situações, acontece, mas o mundo não nos deve nada, devemos nós ao mundo. Falo por mim.

Esta coisa de andar para aqui não é fácil, nem sempre percebo o objectivo, mas felizmente vou tendo a maioria das vezes energia positiva e motivação para viver feliz no meu presente e sonhar com o futuro. E a coisa anda maioritariamente de sorriso aberto.

Aprendi que prefiro pedir disposição, motivação e boa energia, se é que isso se pede, ao invés da sorte, do sucesso e derivados. Tenha eu vontade, motivação e um sorriso e meu deus, do que sou capaz! Não é preciso ter muito, mas a proeza de viver com pouco. Essa quero-a!

Aprendi a não ter medo da solidão. Para que? Já estive tão só, achando-me acompanhada. Autocomiseração também já não dá com nada!

Senti que não é tão difícil começar de novo. Pelo contrário, é altamente recompensador. Ainda mais quando se tem uma oportunidade para viver outra vez.
Conquistar espaço e confortos torna-se um estilo de vida saudável!

Despedi-me da minha casa, do meu trabalho, mudei de país, terminei uma relação, comecei um novo projecto profissional, apaixonei-me de novo, senti-me feliz muitas vezes, terminei uma pós-graduação, terminei um contrato, despedi-me de HK, viajei, propus-me a outro projecto... E cá estou, com uma mão cheia de nada e um coração cheio tudo!

Um ano depois, guardo este percurso como a maior das oportunidades que tive na vida.
Desde não conseguir subir um único degrau, até estar do outro lado do mundo cheia de projectos.
Tudo muda!

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publicado às 01:26

Como conduzir na Indonésia?

por parasergrandeseinteiro, em 04.02.14

Não sei a resposta e não tenho muitos bons conselhos para dar. Ter sorte será uma ajuda importante.

Motas com 3 e 4 pessoas mais um carrinho de mão em suspensão ou um bicicleta em braços erguida no ar, é normal.

Montes de terra a ocupar a minha faixa. Obras.

E tudo o que pode ocupar uma estrada não é estranho! Os obstáculos de variadas naturezas estão la e o pessoal que se desvie.

Bicicletas e mesmo motas encostadas à minha berma, mas a moverem-se em sentido contrário. É mato!

Camiões gigantes, carroças e animais a atravessarem-se na estrada mais uma densidade de motoretas a aparecerem em todas a direcções possíveis e a ultrapassarem por ambos os lados conduzidas por seres humanos desde os 8 anos aos 90 anos de idade. Igualmente normal!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(Estas fotos pouco reproduzem o caos da estrada. Ia agarrada ao volante e o J aos ... OO, mapas :) )

 

Tudo é possível e as regras não existem. Cumpri-las chega a ser um perigo. Se paro numa passadeira vou ser ultrapassada certamente e os peões ficam confusos COMIGO.

 

Choveu torrencialmente, andamos 300 Km em dois dias inteiros já que 30Km/h é uma boa média por aqui! Apanhámos estradas em que a largura das duas faixas juntas, era pequena para um carro...

 

Uma tarefa arriscada! Enfrentei provas arriscadíssimas! E já no final do segundo dia, a inverter a marcha numa estrada vazia bati (encostei levemente) numa mota de uma adolescente com 15 anos, parada atrás de mim (Céus! Eu não a vi).

Ficou presa ao meu pará-choques! Fiquei "roxa" e super incomodada (ou talvez mesmo aborrecida). Senti-me super preocupada (sentia os meus olhos em água) com a menina e a sua mota mas felizmente não houve danos. Numa estrada deserta apareceram não sei quantas almas para ver o que se passava. Insistimos para saber se a menina estava bem e se a mota precisava de reparação. Mas ficou tudo certo. Diz o J que se fosse em Timor Leste seriamos abordados com catanas e abriríamos a carteira à grande!

 

 

 

(Locais + J a desencastrarem a mota do nosso para-choques)

 

Depois de ficar descansada com a minha vítima, só pensava o quanto iríamos ser "sugados" pelos riscos no carro! Aqui estrangeiro PAGA sempre! No fim, felizmente não houve consequências.

 

Foi uma experiência. Sem dúvida! Intensa e stressante.

Foi a minha primeira vez a conduzir à direita. Cada vez que queria fazer pisca limpava os vidros. E às vezes em vez da segunda metia a marcha atrás. Ah, também confundi as faixas!

Conduzir uma carripana de 7 lugares também não é maneirinho!

E a experiência de condução aqui é tipo jogo de computador. Vão aparecendo "cenas" e temos que nos desviar. E há vários níveis! Mas só devemos ter uma vida!

 

Apesar do J ir tenso e com dificuldades de fazer a digestão ao meu lado, enquanto eu dominava a viatura, vimos sítios muito bonitos e outros nem tanto mas conhecemos as redondezas de PadangBai!

 

A pérola da viagem:

Eu: J, não me trates com uma anormal sff!

J: T! Então vai para a tua faixa sff!

 

Nota: Pais! Prometo não conduzir mais aqui. Pelo menos tão cedo. Até para o bem da minha relação com o J (LOL).

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publicado às 09:16

Sempre a aprender

por parasergrandeseinteiro, em 19.01.14

(NOTA: Esta bagagem é de duas pessoas e não apenas minha)

 

Esta viagem está a servir entre muitas coisas boas e maravilhosas para perceber como devo viajar para a próxima e evitar cometer os mesmos erros.

Refiro-me a essencialmente a bagagem, porque neste momento se eu pudesse eliminava uns 75%! Já perdi uns 10%... e não sou pessoa de “semear” coisas, mas quando se anda com 2 malas mais uma mochila acontece!

 

Tudo o que se traz carrega-se às costas e ainda se paga excesso de bagagem. Ah pois é!

 

De qualquer forma posso sempre salvaguardar-me com a desculpa que estou a fazer uma viagem "nomada” que é igualmente uma transição da minha vida de Hong Kong para o próximo destino logo não é assim tão fácil viajar só com o essencial.

 

Para a próxima viagem que fizer não me quero esquecer de:

- Chapéu (trouxe)

- Óculos de sol (na trouxe)

- Protector solar (trouxe)

- Ténis (perdi logo nos primeiros dias)

- Chinelos (trouxe)

- Polar/ sweatshirt (trouxe mas é muito fina)

- Meias (trouxe)

- Cadeados para as malas (trouxe)

- Tampões para os ouvidos (mesquitas, motas, galos…) (sempre comigo)

- Lanterna (Nop)

- Fio dentário/ escova de dentes (sempre comigo)

- Toalhitas húmidas e lenços (sempre comigo)

- Corta vento/ impermeável (trouxe)

- Repelente de mosquitos (DEET) (trouxe)

- Lençol/ saco cama (Não trouxe, nem tenho)

- Máquina fotográfica (trouxe)

- Saco estanque (Não trouxe, nem tenho)

- Medicamentos (SempRRRe!)

 

Em relação a roupa, 3 a 4 mudas velhas de preferência, porque tudo o que vem idealmente deve ficar. Eu não queria acreditar mas aprendi bem a lição. Chinelo no pé, roupa confortável e paz de espírito é o essencial para se viver bem estes dias.

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publicado às 10:21

BROMO, Ilha de Java, Indonésia

por parasergrandeseinteiro, em 19.01.14
O Monte Bromo é um vulcão activo e é parte do Tengger massif, oeste da ilha de Java, na Indonésia.
 
Com 2,329 metros é uma das atracções turísticas mais visitadas por aqui. O vulcão pertence ao Parque Nacional Bromo Tengger Semeru. O seu nome deriva do javanês Brahma, o Deus criador hindu.
Para chegar à borda da cratera optamos por ir a pé em detrimento das inúmeras hipóteses disponíveis: jipe, pónei, cavalo, mota...
A paisagem é árida e vulcânica, o silêncio é apaziguante e a suave textura do solo contribuem para uma caminhada muito agradável.
 

 

 

 

 

 

 

 

 Já não era o primeiro vulcão que ia ver, mas fiquei de queixo caído com a espectacularidade do que me esperava.

Depois de subir centenas de escadas até o topo, e ainda ofegante, deparo-me com um vulcão obviamente activo, imponente, um cheiro intenso a enxofre e um frio gélido devido à altitude a que me encontrava.

 

 

um vapor denso, quente e sulfurado a galgar a cratera. Uma imagem única e marcante.

Ao fim do dia tive oportunidade de assistir a um magnifico pôr-do-sol, o que fechou esta experiencia de uma óptima forma.

Adorei! valeu muito a pena a aposta no Monte Bromo.

 

 

 

Embora estivesse novoeiro, apanhei uma valente constipação e escaldão.

 

Estadia de 15 a 17/01/2014.

 

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publicado às 06:15

Parte 2/3 Indonésia - Ilha de Java, em Yogyokarta

por parasergrandeseinteiro, em 11.01.14

Senti este cheiro logo que aterrei em solo Indonésio. Esta terra tem um perfume intenso e, acredito que, característico.

Rapidamente me apercebi dos sorrisos fáceis e sinceros, definitivamente são um povo especial com características muito peculiares.

É fácil e simples andar feliz por aqui. Todos oferecem sorrisos e simpatia.

 

O calor, embora ardente, dá um conforto constante e faz-nos estar mais perto da natureza que se faz sentir fortemente por aqui.

Quando chove o cheiro intensifica-se, molhamo-nos mas ninguém pára. Molha e logo seca, sem sentir frio.

 

As crianças andam descalças à chuva. Felizes com o novo cenário para as suas brincadeiras, afinal a "chuva faz as pessoas bonitas" e pelos vistos felizes.

 

Caminho o dia todo. Não nada melhor para sentir e perceber a dinâmica e a vida de um local. É uma forma de passar, olhar ou observar as barracas de comida, batik (técnica típica da Indonésia de pintura de vestuário, também aplicada a arte), bijutaria, combustível em garrafas de 1,5L para as inúmeras motorizadas que enchem as ruas numa desordem e anarquia próprias.

As deslocações mais longas ou quando as pernas já imploram por descanso fazem-se de "becak", bicletas com um banco duplo à frente. Estas são pedaladas pelo esforço humano. Os locais de dicam uma vida inteira a este ganha pão. Às vezes magros, velhos e franzinos mas sempre de olho e viva voz para nos oferecerem o seu serviço.

 

A comida é deliciosa, colorida e saudável. Fruta e vegetais abundam por cá.

 

Dá que pensar... Este mundo tem padrões de vida e felicidade tão diferentes. As necessidades são tão relativas, e não me refiro às fisiológicas, obviamente.

Sentir estas diferentes realidades é tão enriquecedor! Dou-me conta como tudo é tão relativo, que sinto reservas ao tecer comentários ou opiniões ao que estranho me parece. Afinal é só diferente...

Quanto mais me exponho a este mundo mais me apercebo de quão reduzidos podemos ser ao impor a nossa visão e opinião quando são baseadas apenas na nossa "pobre" experiência. Somos encaixados em regras tão limitativas que nos tornamos marionetas da nossa sociedade. Algo necessário sem dúvida! Mas de repente... Parece-me tão importante ter noção disso, e perceber porque é assim.

 

Na simplicidade há mais paz. Parece-me. Nós, Temos muito, queremos muito e pouco estamos dispostos a dar. A sobrevivência já não é por fome, sede ou frio. Mas sim por uma mente sã, equilíbrio e felicidade porque de repente estamos sós e deprimidos... E às vezes pouco felizes com a nossa vida.

 

O que tenho a dizer é que em vez de me sentir uma privilegiada perante esta gente, por ter estudos e esclarecimentos mil, sinto uma "inveja saudável" pela sua doce e abençoada "ignorância".

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publicado às 14:23

Kuala Lumpur - Setembro de 2013

por parasergrandeseinteiro, em 03.12.13

O calor era ardente, a poluição fazia-se sentir intensamente, principalmente quando atravessávamos a estrada. Lembro-me de estarmos uma "eternidade" à espera que o semáforo virasse para encarnado e assim pudéssemos atravessar em segurança. Em vão!... porque não houve forma. Atravessamos assim mesmo, à sorte.

 

Relaxei, comi bem (Sempre!), andei muito... quando viajo é assim: gasto sola, e de que maneira senhores!... é a melhor forma de sentir o destino, é explora-lo a pé. Ter oportunidade de ver as pessoas locais na sua rotina, explorar os sítios menos turísticos e entrar na sua realidade na medida possível.

O meu tom de pele não me permite passar muito despercebida por aqui, mas tento misturar e enlear-me nesta realidade.

 

Não acho que tenha conhecido o suficiente para ter uma opinião justa. Foram 3 dias, 3 dias maravilhosos mas por outras razões!

Kuala Lumpur não me fascinou no geral mas ofereceu-me boas recordações em situações particulares:

 

Petronas: Absolutamente magníficas. Merecem uma visita de dia e de noite... Delicioso por-do-sol!

 

 

 

 

 

 

Torres Petronas: um dos arranha-céus mais altos do mundo. São ocupadas pela companhia Petronas, a companhia governamental do petróleo de Kuala Lumpur.

 

Um evento militar que permitiu aceder aos festejos a haver, música, experiências e simulações. E claro que fiz todo o gosto em participar... bastante divertido!

 

 

 

 

 

Parques naturais e muuuuuito para caminhar, conversar, relaxar... cheiinhos de calor mas sempre bem dispostos.

Pediu-se (Pedi!!! LOL) boleia descaradamente a um simpático individuo que parou para nos dar indicações. Estávamos relativamente perdidos, cansados e a ressacar algo fresco que nos saciasse a sede...

 

 

 

Bird Park! Terminamos a tarde em beleza... Cervejinha fresquinha, conversa e mais conversa e mais cerveja.

 

 

 

(Nota: não é fácil, como se compreende, encontrar álcool num pais muçulmano. Mas também não é impossível!) 

 

Ainda a registar: foi içado uma alerta de tufão numero 8 em Hong Kong que me impediu de voltar na data prevista e fez-me aguardar umas 24h até poder regressar a casa.

 

 

 

Um fim-de-semana intenso mas muito divertido que deixou uma doce recordação!

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publicado às 03:08

Os pontos de viragem...

por parasergrandeseinteiro, em 02.12.13

Aeroporto de Hong Kong, 28 de Setembro às 20:05 (ida para Banguecoque).

 

Faz hoje 5 meses que abracei este desafio: novo projecto de vida. Comecei tudo de novo.

Faz hoje 5 meses que vi os olhos tristes dos meus pais por me verem partir. Grandes senhores que são, levaram-me à fronteira da mudança após uma cirurgia major, "aleijada" nas minhas crenças e esperanças.

 

Apostei alto! Deixei tudo para trás. Um TUDO que se calhar era um NADA, mas nos moldes da sociedade vigente era o adequado e era pelo menos o BASTANTE.

 

Mas eu precisei de "mandar tudo ao ar"! 

Faz hoje 5 meses que me sentei no lugar errado do avião, de cara chorosa, onde dormia e aliviava a dor de partir com algumas lágrimas que se deixavam vencer. Aí, conheci, tive o prazer de conhecer, uma pessoa que assume um lugar de destaque na minha realidade. Sinto-me abençoada por isso. Hoje, esse alguém, podia dar-me aquele abraço, com aquele aconchego, que me saberia a conforto.

 

Eu adoro abraços. Um abraço é abrir o peito, é sentir sem medo e é dar boa energia forrada de carinho.

De todas as possibilidades de contacto físico, linguagem gestual dos nossos afectos não há nenhuma mais completa do que um abraço sentido.

 

Faz hoje 5 meses que depositei todas as energias numa estratégia delineada para uma nova vida, diferente de tudo o que ja tinha vivido.

Na altura pareceu-me uma escadaria enorme, infinita que se perdia bem lá no fundo. Numa nuvem pouco definida. Suscitava uma sensação de mistério e incerteza em relação ao depois.

 

Hoje, 5 meses depois, entrei nessa nuvem, e é difícil perceber o caminho. Se é direito, inclinado, tortuoso... e porque não posso apenas "deixar ir" ao invés de o perceber à priori? Que mania que nós temos de querer controlar o futuro com o presente mesmo ali à mão!

Isto requer trabalho! Nunca é confortável não saber. Talvez o futuro não vá ser como eu achei que queria... Mas... que bom!!! de repente há hipótese de ser surpreendida. Se não for melhor também não terá que ser "mau", pode ser só e apenas diferente.

 

Escolher as minhas guerras e o que me atormenta é uma arte. Não se perde a esperança. Pelo contrario aumenta-se.

O prazer do dia-a-dia não está no que temos mas na forma como o vivemos. E só uma questão de atitude.

Não é fácil nem simples, mas é assim. 

 

Se voltava atrás...? Certamente que não!

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publicado às 12:44

E o amor...

por parasergrandeseinteiro, em 21.11.13

O amor que se pratica no (meu) dia-a-dia, é assim, para entrar a “pés juntos”, egoísta.

 

O amor incondicional sente-se por filhos, por pais… e (aqui) não me atrevo muito porque ainda não tenho a desejada experiencia de ser mãe. Contudo, no (meu) dia-a-dia o amor que se sente está condicionado por um dar e receber e aqui cresce-se e amadurece-se e tornamo-nos em melhores amantes |até de nós mesmos|.

 

O percurso talhado faz-nos melhores, se nós deixarmos e abrirmos o coração. Uma vida inteira talvez não chegue para a perfeição, mas o melhor está na “subida da encosta”.

Para mim, o meu amor é assim algo comparável a uma fé. É um sentido que dou à minha vida.

Se não nos tratam de forma adequada dói, se não nos superam as expetativas já não é o mesmo… lá está, é egoísta! É difícil viver sem ”ele” mas ”ele” é a causa das minhas alegrias, das minhas desilusões e das tristezas. E aqui cabe muito, os amigos pertencem a esse espaço: eu amo alguns amigos, poucos mas amo!

 

Descubro em mim que quando vivo sem amor vivo isenta de autenticidade, falta-me aquela chama aqui dentro. Adoro dar e receber ou receber e dar… um não implica o outro (ou implica!).

 

Dos muitos trambolhões que dou, é imperativo dizer que a vida tem sabido pôr-me à prova e que cada passo à frente é um desafio mais ousado. Como se fosse evoluindo, é exatamente assim que o sinto. Considero-me uma Mulher de sorte por poder crescer e sentir que o amor que procuro (e encontro) e sinto é cada vez mais completo, grandioso, honesto e mais importante que tudo… consciente.

 

“Que bom amar-te pelo respeito que suscitas em mim, pela admiração que cresce por seres tu, pela amizade que existe em nós e porque me fazes sorrir”. E sim, concordo plenamente: que assim seja, eterno, enquanto dure. Depois se a vida assim o ditar, que venha a próxima fase. Mas sempre de peito aberto.

 

“Boa noite meu amor”

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publicado às 12:09

Momentos que ficam (aqui dentro)

por parasergrandeseinteiro, em 05.11.13

Nesse dia não tinha recebido uma grande noticia. Pareceu-me assim nessa altura.

Queria (mais uma vez) aquele chão seguro e robusto debaixo dos meus pés!

O que se faz sem “certezas” e previsões…? (ui tanta coisa! e também se come e toma banho).

 

Era o final de um dia de trabalho, esperava no portão para embarcar e ocorriam-me milhares de pensamentos, questões...

 

Iria voltar a uma cidade que tinha ficado a “meio”, tínhamos mais para viver do que a primeira vez nos permitiu.

Isso agradava-me, mas confesso que ia desejosa por te ver.

Cresceu aquela emoção e sentimento, mal podia sentir o “mote” para ao avistar-te "fazer a chamada" e acelerar o passo e correr para esses braços.

 

Entrei num paraíso.

Descansei a alma como nunca… 

Vi as cores mais vivas de muito tempo, voltei a cheirar delicias e horrores tao contrastantes e característicos desta cidade.

Recebi e dei muitos sorrisos.

Sentia-me leve, as minhas pernas seguiam a minha curiosidade.

Caminhei até sentir gastar as solas dos sapatos, adormeci no teu ombro na viagem doce e interminável de barco. Fui bem massajada por abençoadas mãos de quem sabe (como adoro aquela forca).

 

Conversei muito (o que adoro falar!), mas vivi pacíficos silencios… Cada vez os aprecio mais.

Chinelo no pé, um trapinho confortável, boa energia, um olhar doce ao meu alcance e dias inteiros pela frente. Um paraíso gerou-se, assim!

 

Consegui isolar aqueles momentos cheios e completos, senti amor pela vida de uma forma tão genuína. Eu estava ali!

Digo com vaidade: Eu sou assim! (sempre que consigo!)

 

Banguecoque, Tailândia. Setembro de 2013

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publicado às 09:00

o (DES)apego

por parasergrandeseinteiro, em 02.11.13

 

Adoro proteger-me com o meu sentido de humor.

Talvez seja só isso mesmo, uma defesa. Mas já me ri muito com o que me faz chorar.

Ah! E rio-me de mim com muita frequência. Não me considero uma ”palhaça” mas acho-me piada.

 

Costumo dizer que por vezes a vida parece os “100m barreira”, mas eu não salto nem uma e PUMBA lá vai mais uma queda e de boca… Caramba! E às vezes aleija.

 

Um dos meus maiores desafios de vida (sem duvida!) é perceber o que é isso do ”apego”?

 

A primeira vez que me vi de frente com esta questão, foi há cerca (sensivelmente mais) de um ano por uma Senhora que muito me ensinou, e mais admiro ainda, que me deixou esta questão no ar! Desde então tenho refletido muito sobre o assunto! 

O apego. É complexo! Tem ramificações e complexidades pouco claras, sendo difíceis de decifrar… (Eu tenho “dissecado” o assunto aqui dentro lentamente). Tinha uma ideia mas só me apercebi da real dimensão das suas ramificações quando me meti ao caminho.

 

O apego cria-se com pessoas, animais, crenças, sentimentos, locais, memórias…

Pode-se manifestar de forma saudável, leve, tranquila, livre. Ou é facilmente transformado em algo sombrio, viciante, pesado, doloroso, tóxico…

O apego é um laço. Uma conexão. Um vínculo.

 

Ligações que provocam uma determinada emoção.

Uma necessidade (por vezes desesperada) que essa ligação permaneça para que essa emoção se perpetue.

Quando provamos, gostamos e queremos mais.

Quando associamos o sentir a algo.

Quando esse sentimento passa a ser um substantivo, um nome, qualquer coisa. Neste sentido é dependência.

É um gatilho!

 

Mas a verdadeira armadilha reside neste pormenor. De tão bem nos sentirmos, começamos a pensar: Ter é bom. Não ter é mau.

A posse, o desespero da privação, o medo da falta…

Aí Já não há amor, mas apego. O apego estraga… mata relações.

O apego é egoísta e destrutivo.

 

Infelizmente, com mais frequência que o desejável, associa-se o gostar ao apego: “preciso de ti”! Sentindo que o apego é recíproco, combate-se a solidão, sente-se a aprovação, validação e até a aceitação. …”O casulo. O veneno partilhado. A vampirização mútua. A cobrança.”

 

O amor verdadeiro é livre, não cobra. Quase utópico…

 

Sendo difícil de atingir este estadio, abordo o amor como… uma relação que estabeleço com o que recebo. Um negócio delicado!

Apaixono-me pelo que me oferecem, e aí há espaço para tudo: Para admirar uma boa pessoa para os outros e para nós, o saber dar e receber, o brilho dos olhos que me dirige, o “nós” ao invés do “eu”. Se isso se dissipar, esvair ou for um engano… o objeto do amor desaparece.

 

Praticar o desapego é, neste sentido, libertador.

Valorizar os verdadeiros sentimentos, não possuindo, viver a experiência do agora.

É dizer “quero que sejas feliz”, “quero dar-te”, “quero que sejas livre e voes”. É partilhar, fazer crescer. É ser incondicional. É amar a pessoa tal como a encontrei, sem a tentar mudar ou modificar.

 

Eu pretendo aprender o ”desapego” para sempre e não só agora.

 

Baseado num texto de David Nascimento

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publicado às 15:34

Gosto de saber...

por parasergrandeseinteiro, em 22.10.13

  

Tenho sido desafiada pelas regras deste "jogo".

 

Há meia dúzia de dias virei as costas a esta batalha, dei esta guerra como vencida. Verguei-me a isto, apeteceu acobardar-me. E que ninguém ouse dizer que não é assim!

Eu já senti muito sem desistir, aceitei sem porque's e agora... levei o golpe baixo, aquele que nos leva ao tapete.

Afinal de contas, qual é o limite?

 

Quis ir ao fundinho do buraco. Às vezes faz bem.

Cansei-me de ver sempre o lado positivo das coisas. Andar no escuro e fazer de conta que a vida é colorida só porque acredito que vai ser...

 Nesta ultima facada EU QUIS desistir! Foi por momentos mas precisei que fosse assim.

 

Gosto de saber:

A tua mão agarrou-me e contrariou-me a direcção, o teu abraço disse-me para ter calma, os teus olhos dão-me um espaço confortável para estar, chorar ou ate sorrir para ti.

 

As más atitudes são de quem as toma, mas rasgam o coração...

Não era preciso ser assim. E não tem que ser assim!

O mau trato por cobardia, falta de fiabilidade, egoísmo, infantilidade (eu sei lá de onde vem tamanho desastre) não chegam para eu perceber a "pancada seca e certeira" que me derrubou.

 

Lealdade! Elejo a Lealdade como o mais nobre dos princípios.

 

Gosto de saber:

Que o teu braço firme existe. Não por mim, ou só por mim, mas porque me vês para alem deste "espalho".

Tu sabes que acredito no bem, e reforças-me os meus pilares... e como preciso disso!

Fazer bem é sempre mais difícil, mas é assim que se faz. E vale sempre a pena fazer o melhor! 

 

Gosto de saber:

Que ainda há muito para eu admirar e acreditar.

 

 

Gosto de saber:

Os teus olhos confiam que eu devagarinho ganho o brilho da esperança que me caracteriza.

Eu tenho a certeza, porque eu quero isso.

 

Eu nasci para acordar a sorrir, para dar e receber abraços sinceros, para viver na verdade. 

Chorar e rir na medida certa...

Destruirmo-nos uns aos outros "não vale"! 

 

Gosto de saber:

Que, se por acaso tive a pouca sorte de me enganar muito no passado, hoje tenho ainda mais a certeza que tenho a sorte de ser como sou

...e Gosto de saber:

Que ainda há braços e abraços que seguram como os teus. Eu cai, mas não me "aleijei".

 

Tudo agora faz sentido, e questões não restam mais.

Foi da pior forma, mas assim se fechou um ciclo. Definitivamente!

Gosto muito de o saber!

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publicado às 09:56

STEP MAD + GASTON = Not for me!

por parasergrandeseinteiro, em 11.10.13

Por mim, idealmente, todos os dias trabalhava, fazia desporto, passeava e tinha boas conversas, fazia a minha sessão de higiene/maquilhagem/desmaquilhagem (que quem me conhece sabe que me toma um tempo significativo, mas que eu adoro por ser um tempo dedicado a mimar-me), cozinhava, escrevia, lia as noticias e/ou um livro, via uma serie e dormia 8 horas…

Como uma pessoa passa graaaande parte do seu dia no trabalho (e a trabalhar LOL) torna-se difícil (Impossível!) conseguir conciliar todos estes requisitos, na minha opinião, ideais para uma vida feliz e equilibrada!

Pois bem, de forma a libertar um pouco o meu serão, ando a tentar ir ao ginásio à hora de almoço. Tenho-vos a dizer que isto requer uma logística incrível e todos os passos têm que estar perfeitamente alinhados, porque basta os chinelos estarem no fundo da mala já me faz perder 30 segundos não planeados!

Hoje experimentei uma aula de: STEP MAD

Ohhh! Olhei para o nome… Canja, quantos milhares de aulas de step. Bodystep, PowerStep fiz eu? Bora lá equipa!
...


Difícil será descrever o que é realmente STEP MAD…
-Segundo a informação disponível no sitio da web do ginásio:

STEP MAD:

“Maximum Attitude Dance! A continuous fusion of 21stcentury Step and dance that is full of energy. Great music and lots of rhythm. An exhilarating and challenging workout!”

"Dança com máxima atitude! Uma fusão do STEP do século 21 e de dança cheia de energia, muita música e muito ritmo. Um treino estimulante e desafiador! "

- Segundo a minha descrição e experiência: Máxima má disposição tais são as voltas, voltinhas e reviravoltas que se dão. Frustração por não apanhar a coreografia, ou devo-lhe chamar descarga exagerada de energia com gestos bruscos e ultra-rápidos com braços no chão pernas no ar, e troca!, vira!, salta!, estica! e vai e vem! e troca a perna (a outra!)...… e não sei!?

Como sou uma mulher de não perder tempo.

Não gosto! Fico aborrecida se me fazem perder tempo só porque sim…

Achei que uma boa forma de aproveitar o tempo que ali estava (pronto desisti da aula! mas permaneci no espaço da mesma) foi começar a fazer as minhas próprias coreografias, saltos, elevações de joelhos, de braços e tudo o que achava que me fazia gastar energia eficientemente e que me recordava das anteriores experiencias de STEP. Só queria o espaço, o espelho e a musica. Ignorei o professor!

No final o rapazinho-professor Gaston veio-me perguntar se era a minha primeira vez e se  tinha tido dificuldades com a minha adaptação à aula. Ao que respondi: Não!!! (ACHA MESMO?) está tudo bem! Só tive dificuldade em apanhar a coreografia completa, mas isso vai lá com o tempo. 

Ele achou-me um E.T. (so what?) e eu sai de lá super bem disposta e fui-me a rir para o chuveiro.

STEP MAD!? Deves… Espera aí que já vou outra vez!

A minha querida mãe dir-me-ia: Ai filha, és tão maluca!

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publicado às 07:58

Isto é assim e já não muda!

por parasergrandeseinteiro, em 05.09.13

Utilizo muito esta frase para descrever a minha relação com alguns amigos. é sem duvida das maiores riquezas que tenho.

Relações de amizade bem construídas, robustas, resistentes a distancia ou à menor frequência de convivência. Nada se questiona… é obvio. Só se sente!

Hoje acordei com uma boa notícia. Uma amiga muito especial para mim, viu reconhecida a sua destemida crença na mudança. Foi atrás de um sonho.

Esta é uma admiração que vem de longe, ainda dos tempos em que éramos apenas meninas perdidas e vitimas da nossa extrema emotividade perante a vida. Partilhamos, ou às vezes "trabalhamo-nos" mutuamente e posso dizer que temos um optimismo, uma forma de encarar a vida e um sentido de humor (que adoro) muito característicos! As dúvidas, as conquistas, o espírito de partilha e a espontaneidade são o melhor que existe entre nos e fazem a nossa amizade tão cheia da boa energia tem.

Hoje li a sua mensagem com a naturalidade de quem já esperava uma evolução destas, a notícia do seu grande salto de fé. Sorri, senti-me feliz como se tivesse sido comigo, e renovei a certeza inabalável que tenho nesta filosofia de vida: todos podemos ser capazes de correr atrás dos nossos sonhos e de os realizar. Basta ter alguma coragem e acreditar em nos. Dói sempre mas pode-se chegar lá.

Confiança, resiliência,determinação, brio, paixão e amor que se depositam no dia-a-dia têm este poder.

E desta conjugação perfeita só podem nascer coisas boas, projectos felizes. como este, da minha querida homónima.

Obrigada! Adoro ser tua amiga!

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publicado às 08:50

Soltas!

por parasergrandeseinteiro, em 14.08.13

A minha relação com aparelhos eletrónicos continua interessante!

Desta vez foi a varinha mágica que pifou!

 

Isto é estranho! Mas adorei Cabelo=Madeira, Camisola=Banco (Internem-me)

 

 

Estou fã! Uma vez por semana pretendo fazer uma massagem, ótimo para relaxar!

 

 

 

Dias luminosos, carregados de energia! O que mais sinto falta do meu saudoso cantinho!!!

 

 

Adoro esperar que o sinal verde do peões abra. E bora lá MULTIDÃO!!!

 

Noite de meninas:

 

 

 

 

Noites divertidas:

 

 

 

Hong Kong, excessos vs loucura!

 

Cadeira de barbeiro + desinfecção!!!

 

 

 

Bora lá equipa! Pegar Fogoooooo!

 

 

Convívio pós trabalho!

 

 

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publicado às 06:49


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