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Às vezes estão lá!

por parasergrandeseinteiro, em 07.04.14

Ponho-me a pensar, e recordo com a nossa tão portuguesa saudade, pessoas minhas, pessoas que são a minha história ou simplesmente sinto cumplicidade e que me fariam feliz ter aqui por perto. Mas mesmo longe essas pessoas confortam-me por fazerem parte da minha vida.

Há uns tempos ouvi algo muito bonito que registei, - esse “fulano” que me dá o prazer de ser meu amigo -. É bom sentir isso e eu sinto-o.

 

Ser amigo, e estabelecer uma relação de amizade, é algo bastante abrangente. Sou amiga de muita gente e vice-versa. Mas se tivesse que ridiculamente atribuir valores às relações que vou desenvolvendo na minha vida precisaria de uma escala megalómana. Do 0 ao 10…00000 não chegava.

Onde quero chegar é: facilmente se atribui o “titulo” de amigo, mas dentro desta categoria a diversidade de intensidades é significativa. Sinto por (poucos) sentimentos muito fortes, inquebráveis, e a esses considero-os o meu núcleo duro. No outro extremo tenho amigos (muitos) com quem partilho bons momentos, mas a química não é tão forte. E ainda há um estadio mais intermédio, não lhes daria um rim ao contrário dos primeiros mas há para todos os gostos.

...Até porque ser BOM amigo dá trabalho e ninguém é BOM Amigo dos 600 “amigos” do Facebook… 

 

Ouvi uma história bonita, que me marcou… ao ponto de me apetecer escrever sobre ela.

Um grupo de rapazes, que hoje são uns homens nos últimos anos dos 20's e cada um com o seu percurso talhado, tiverem que lidar com esta “cena” da amizade. Se calhar achavam que eram amigos, mas agora acredito que têm a certeza! 

 

Quatro amigos, um por Portugal, outro em Luanda, outro na Alemanha e outro no Dubai… cada um com a sua rotina e uns com mais sucessos que outros… 

Uns homens, que são os mesmos rapazinhos que fizeram viagens de bicicleta, de comboio, entraram na faculdade, partilharam e viveram férias de Verão, sonhos… por aí adiante.

Um deles, que enveredou ou tentou seguir a carreira de piloto, sem cunhas nem “encarregados de educação" com poder económico e de influência para hoje estar onde desejaria, ou simplesmente a exercer… perdeu-se algures no meio do caminho. 

Não sei muitos pormenores mas ouvi sobre a sua infelicidade e actual situação que é difícil. Hipotecou a casa, subjugou-se a pesados empréstimos e está simplesmente apático e aparentemente conformado com o seus insucesso e falhanço. 

Não concretizou e comprometeu os seus numa aposta que não deu em nada… 

Neste momento falta-lhe a motivção e o dinheiro para comprar as horas de voo que precisa para ter algum poder competitivo sobre os pares e assim concorrer a oportunidades fora do país. Porque em Portugal tristemente sabemos que não vai acontecer.

Os outros três nas suas também esforçadas mas melhores sucedidas vidas, inconformados com situação deste último, fizeram-lhe uma proposta: pediram um orçamento de TUDO o que precisaria para se "endireitar", desde a actualização de carteira, horas de voo, viagens e estadia para poder dar o salto final que ficou àquem anteriormente. 

Estamos a falar de uma quantia generosa o suficiente para simplesmente não poder ser… 

 

Cada um tem a sua vida e todos precisam. Mas eles fizeram! Juntaram-se e estenderam a mão. 

 

Não sei se se importa ou não, mas tenho muito orgulho que um deles seja meu irmão.

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publicado às 13:15



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