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Não me quero esquecer III

por parasergrandeseinteiro, em 15.07.13

Há muito que gostava de registar uma situação que aconteceu na minha vida, que dadas as circunstancias foi bastante importante nos primeiros tempos/ dias e evoluiu para uma boa relação de amizade. Ao dia de hoje posso dizer que foi das melhores coisas que me aconteceu desde que cheguei a HK.

No dia que vim para HK, fiz escala em Munique, e de Munique vim para HK.

Eu tenho uma (das varias :)) particularidade na minha relação com transportes aéreos: sento-me no avião e durmo (sem ajuda farmacológica), às vezes nem dou conta da descolagem (a melhor parte), nem das refeições. Dessa vez não foi diferente. Das dez horas de voo (não estou certa se foram mais ou menos) dormi para ai 9h e quando acordei o meu vizinho de lado comentou comigo num tom de humor "fino": “Que sorte que eu tinha, em dormir o caminho todo, e que azar o dele por ter uma companheira dorminhoca”, fez-me sorrir... Já que vinha tão chorosa!

Falámos um bom bocado até à aterragem, apresentou-se e disse-me que estava em HK há mais de 10 anos com a sua esposa e contei-lhe que ia trabalhar para Hk e bla bla...

Mensagem que o V. me enviou, ja nem me lembrava disto :D

 

São um casal indiano, muito bem-educado, na faixa dos 50 e considero-os pessoas muito completas. “Aperfilharam-me” completamente, no bom sentido! São muito activos culturalmente, são desafiantes nos assuntos que abordam e têm interesses aliciantes.

 

Quando estive a estudar para o último exame de York, e por isso com menos possibilidades de conhecer a cidade e pessoas, foram inúmeras as vezes que me foram buscar para jantar, ir a exposições, levaram-me bolos e fruta a casa, corrigem-me o inglês :) (a meu pedido)... contribuíram substancialmente para o meu equilíbrio psicológico.

Justiça seja feita a um amigo português, que conheci cá, e que foi, e é, muito importante para mim! 

 

Ou seja, foi, e é, bom conhecê-los pelo imediato bem-estar que me dão, e melhor ainda pela referência que fica.

(Confesso que, em relação ao casal, cheguei a desconfiar de tamanha “filantropia”. Infelizmente temos sempre um "pé atrás" e cheguei a ter teorias menos bonitas!!!)

 

No último domingo fui com eles a um templo indiano (hindu) em Happy Valey e depois fomos jantar juntos. Os pais do V. (elemento masculino do casal) estavam cá e fomos juntos. Os seus pais são muito tradicionais mas têm uma mente bastante aberta a culturas e religiões diferentes. A mãe (não consigo dizer, escrever... o nome) ia vestida de sari a rigor, sedas de cores quentes, cheia de brilhantes... fiz imensas perguntas (demais até...) e descobri uma série de pormenores interessantes. Amorosos!

 

 

Eles puseram-me à vontade, e eu estive a rezar com eles... Acho que isso pode ser universal, rezar para mim pode passar apenas por refletir. Foi muito intenso. Mais uma vez aprendi uma serie de coisas:

Hinduísmo é um estado de espírito, uma atitude mental, socialmente dividido, teologicamente sem crença, desprovido de veneração em conjunto e de formalidades eclesiásticas ou de congregação.

Os hindus acreditam num espírito supremo, que é adorado de muitas formas, representado por divindades individuais.

O hinduísmo é centrado sobre uma variedade de práticas, meios de ajudar o indivíduo a experimentar a divindade que, segundo eles, está em todas as partes, e realizar a verdadeira natureza de seu Ser.

 

Brahma é uma das principais divindades do hinduísmo, mas os hindus dedicam o seu culto a cerca de 330 mil divindades diferentes

 

O sistema de castas da Índia é uma divisão social importante na sociedade Hindu, não apenas na India, mas no Nepal e noutros países e populações de religião Hindu. A Constituição Indiana rejeita a discriminação com base na casta embora socialmente a hierarquia esteja implicitamente presente.

Castas na Índia

  • bramanes (sacerdotes e letrados) nasceram da cabeça de Brahma;
  • xátrias (guerreiros) nasceram dos braços de Brahma;
  • vaixás (comerciantes) nasceram das pernas de Brahma;
  • sudras (servos: camponeses, artesãos e operários) nasceram dos pés de Brahma.

(O V. enviou-me um esquema mais completo mas este dá bem para perceber)

Uf... ontem estava tão entusiasmada que fiz um testamento!

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publicado às 09:18



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