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Amor (à distância) e uma cabana (em Manly)...

por parasergrandeseinteiro, em 24.03.16

Manly é uma pequena vila balnear na costa este, a nordeste de Sydney. É uma “bolha” auto-suficiente ou uma sub-comunidade como costumam chamar-lhe, em relação ao centro de Sydney. Cada vez que vou lá, seja num fim-de-semana ou durante a semana, tenho a sensação de estar num mundo completamente à parte. Os prédios são baixos, o comércio é local, com cafés charmosos e convidativos, barraquinhas com bijutaria ou artesanato, joga-se voleibol, surfa-se, corre-se, passeia-se com ou sem cão... vive-se uma vida relaxada e de “chinelo no pé”.

Quando cheguei a Sydney há quatro meses atrás, fiquei chocada com os preços imobiliários praticados e confusa em relação à escolha do melhor bairro para viver... por isso optei por viver bem no centro da cidade. Achei e acho que foi uma boa forma de sentir a cidade e decidir onde quero viver. E descobri que não gosto de viver em CBD e quero viver ao pé da praia..

E difícil saber com o que nos identificamos quando chegamos a uma cidade nova, especialmente quando se trabalha atrás do sol posto (tão característica da minha industria) e tem que se ter em conta 30053 factores.

Vivo perto da ponte de Sydney e da Opera house, tenho o porto e aquela paisagem maravilhosa à porta de casa... mas a poluição sonora, a confusão e a vida stressada de uma cidade grande não me fazem morrer de amores por esta escolha. Por tudo isto estou a ponderar mudar em Junho. Quem sabe para Manly?!

 

Estes últimos pares de dias o S veio visitar-me de novo, cada vez que vem ter comigo a Sydney experimento o melhor lado de NSW e isso tem-me ajudado muito a gostar da minha nova morada. O S é uma personagem daquelas dignas de ser o cromo mais raro da caderneta! É especial, diferente de 99,99999% das pessoas que conheço, mas tem qualquer coisa na sua alma que me faz (muito) sentido! Inspira-me com a sua forma desprendida de viver e de se entregar tão genuinamente aos melhores prazeres da vida como apreciar uma paisagem ou explorar a natureza, vive fiel ao que acredita... e desconfio que sofre do síndrome de Peter Pan... (complexo no mínimo). Ele é um dos grandes responsáveis pela minha paixão por outdoors, e definitivamente é uma pessoa que marca este período da minha vida.

Se não, o que dizer do seguinte?:

Domingo à tarde pelas 16h00, depois de uma sesta boa e relaxada, a chover torrencialmente lá fora, ele diz-me: Vamos à Palm beach (1,5 horas de viagem) fazer snorkeling? "Vamos embora!!!"

Sair do trabalho, ir fazer um hike, snorkeling e jogar frisbee na praia, jantar fora com apetite de leão e dormir profundamente de exaustão. No dia seguinte ir trabalhar cedo e tudo de novo. Check! 

Sair de Sydney sábado de manha muito cedo rumo às Blue Mountains, fazer um canyon de 6 horas, um hike de 2 horas, ir ao cinema local, jantar numa vila linda e pequenina no meio das montanhas e acampar clandestinamente... Done!

...

Desde que vim para Sydney sinto muita falta da “vibe” da cidade de Melbourne, mas a pouco e pouco vou começando a gostar do que a minha “nova casa” tem para oferecer e quero ser muito feliz aqui, e de repente já estou a ser!

Quanto ao S, assumo sem problema que sou completamente apaixonada por ele. Ele faz-me muito bem, pelo menos a curto prazo. Se somos compatíveis em termos de objectivos futuros, isso já e outra conversa... 

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Praia de Manly.

Vista de uma varanda enquanto saboreava um bom jantar em excelenete companhia.

 

 

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publicado às 04:57

O meu primeiro Mardi Gras

por parasergrandeseinteiro, em 10.03.16

Este fim de semana fui ao festival Mardi Gras, um festival não só direccionado para casais homossexuais mas de uma forma mais abrangente para a comunidade LGBTQI (L:Lesbicas; G:gays; B:Bissexuais; T:transexuais; Q:Queers e I: intersexed). É um festival muito famoso e reconhecido mundialmente!

Tenho a dizer que ADOREI. O ambiente e óptimo, há muita alegria e boa energia no ar, dança-se muito, fala-se facilmente com toda a gente… É uma celebração do amor do amor livre!

Uma grande vantagem é ter muitos rabiosques bons, braços e peitos desnudos e torneados (pena não serem straigt)...só coisas bonitas!

Lembro-me de a minha mãe me dizer que eu sou como os espanhóis, não me contento a ver e tenho que tocar. Provavelmente (ou com certeza) tem razão! Muitas vezes sem pensar já tenho as mãos onde não devo…

Se não “vejamos”: Passou um casal de lésbicas por mim, uma delas com uma boa maminha (mamona!) de fora, só uma! Era tão redondinha, voluptuosa e bonita, a maminha!, que ia jurar que era de plástico e dei-lhe uma festinha… Ups! Era verdadeira! Verdadeira!!!! Gelei com o olhar da parceira, desculpei-me e tentei justificar-me dizendo que era straight e não tinha nenhuma segunda intenção. Temi pela minha vida, mas não houve consequencias de maior! (Mãe, tens razão!)

Enfim, aconselho vivamente a experiencia, vale muito a pena!

Mãos nos bolsos, no meu caso, será uma mais valia!

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publicado às 23:40

...

por parasergrandeseinteiro, em 10.03.16

Tanto tempo… Tantas coisas acontecem… Tanta que se vive, e felizmente bem… Tantos pensamentos e reflexões que gostava de registar e guardar… Será que e desta que consigo de novo disciplinar-me e escrever? Eu quero!

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publicado às 23:01


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